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Marcelo Henrique Câmara

Marcelo Henrique Câmara (Florianópolis, 28 de junho de 1979 – 20 de março de 2008), conhecido por Marcelo Câmara, foi um

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Marcelo Henrique Câmara (Florianópolis, 28 de junho de 1979 – 20 de março de 2008), conhecido por Marcelo Câmara, foi um advogado, promotor público e professor universitário brasileiro que faleceu aos 28 anos com fama de santidade. Era membro supernumerário do Opus Dei. Atualmente Marcelo Câmara tem o título de Servo de Deus.

Fiel católico, na época em que era estudante universitario participou ativamente do Movimento de Emaús e mais tarde pediu a admissão no Opus Dei como supernumerário. Depois de quatro anos de luta contra um linfoma linfoblástico (Linfoma não-Hodgkin), faleceu em 2008.

O processo de estudo para a sua beatificação foi aberto em 2019 pela Arquidiocese de Florianópolis. O processo encerrou sua fase diocesana em 2024 e atualmente está em andamento a fase romana. Seu nome completo era Marcelo Henrique Câmara, e era conhecido como Marcelo Câmara ou Marcelinho.

Marcelo Henrique Câmara nasceu no dia 28 de junho de 1979 na cidade de Florianópolis, onde morou toda sua vida. Recebeu o batismo no dia 11 de agosto. Era o filho mais velho de Julio Carlos Richard Câmara e Leatrice Pavan, de quem recebeu excelente educação. O pai, sendo filho de militar, transmitiu-lhe regras de bom comportamento e ordem. A mãe, professora, teve influência direta no processo de educação do filho.

Desde muito cedo (por volta de 6 anos de idade), interessava-se por assuntos voltados ao bem comum (governo da cidade, bem estar do próximo), manifestando pensamentos ideais e praticando pequenas ações virtuosas.

Marcelo viveu em companhia dos pais até os 10 anos, quando enfrentou a separação dos pais. O fim do casamento dos pais em 1989 provocou uma grande mudança na sua personalidade. Marcelinho, de apenas 10 anos, foi morar com a mãe e com o único irmão, Murilo Eduardo, e passou a ter atitudes de um verdadeiro adulto na condução da família e sentindo-se responsável pelo futuro dos familiares.

Apesar da separação do casal, o pai manteve contato frequente com os filhos, acompanhando o crescimento e estimulando a formação. Com o auxílio da madrinha de batismo de Marcelo, procurava manter nos filhos, pelo menos, o compromisso da Santa Missa dominical. Recebeu a Primeira Eucaristia em julho de 1991.

Carreira acadêmica e profissional

Dotado de inteligência ímpar e rara eloquência, características marcantes em sua pessoa, a dedicação aos estudos rendeu a Marcelo uma notável formação. Era considerado aluno exemplar no primeiro e segundo graus tendo, inclusive, assumido o compromisso de ser orador da turma na formatura do 1º grau em 1993, no colégio Alferes Tiradentes, obrigação que somente não conseguiu cumprir por ter fraturado a perna jogando futebol no dia da formatura.

Passou na primeira tentativa no concorrido vestibular da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), ingressando no Curso de Direito em março de 1997. Concluiu os estudos em dezembro de 2001 e obteve o grau de Bacharel em fevereiro de 2002, quando novamente foi indicado para ser o orador da turma na cerimônia de formatura.

Durante a graduação, nos anos de 2000 e 2001, estagiou na Procuradoria da República no Estado de Santa Catarina, mediante concurso. No final do ano de 2002 participou do processo seletivo para o curso de Mestrado em Direito da UFSC, obtendo, mais uma vez, excelente colocação. Iniciou os estudos em março de 2003 e defendou a dissertação em exíguo prazo, em julho de 2004.

Nos anos de 2003 e 2004 atuou como professor substituto da UFSC nos cursos de Direito e Economia. Em 2004 foi contratado pelo curso de Direito do Instituto de Ensino Superior da Grande Florianópolis (IES) e Faculdade de Santa Catarina (FASC).

A paixão pelo saber e a busca de uma intensa formação intelectual foram catalisadas pelo profundo processo de conversão interior de Marcelo, que se iniciou no segundo semestre da faculdade. Nessa época, a convite do Monsenhor Francisco de Sales Bianchini (então diretor espiritual do Movimento de Emaús em Florianópolis) participou do Curso de Valores Humanos e Cristãos do Emaús.

Assim, o 50º Curso Masculino de Emaús, realizado de 28 a 31 de agosto de 1997 proporcionou-lhe um chamado a dar um sentido novo à sua existência e à sua busca intelectual . Durante esse encontro recebeu o sacramento do Crisma, tendo por padrinho o Monsenhor Bianchini.

No ano 2000 foi convidado pelo Pe. Márcio Alexandre Vignoli para exercer o Ministério Extraordinário da Sagrada Comunhão na Paróquia Sagrado Coração de Jesus nos Ingleses, onde residia. Auxiliou nos trabalhos de catequese com jovens e adultos, e na organização de eventos litúrgicos como vigílias ao Santíssimo, Cerco de Jericó, celebrações de Natal e da Paixão de Cristo, atuando como coordenador dos ministros até o seu afastamento em virtude da doença.

Cogitou uma possível vocação sacerdotal durante a época da faculdade, mas decidiu seguir a carreira de Promotor de Justiça, em conjunto com sua grande paixão, a docência.

No ano de 1998 foi convidado por um amigo do Movimento de Emaús para participar de uma palestra ministrada por um membro do Opus Dei. Começou a participar dos encontros de formação oferecidos. Marcelo passou a buscar a formação espiritual e doutrinal no Opus Dei, sendo que as palestras que eram ministradas mensalmente em São José, passaram a se realizar em Florianópolis, no salão do edifício da sua avó paterna, dona Mary.

Assim, ao mesmo tempo em que continuava com o firme apostolado junto ao Movimento de Emaús e com o auxílio na pastoral da Paróquia dos Ingleses, foi conhecendo a vida de São Josemaria Escrivá e o espírito do Opus Dei através das palestras, convívios de formação, retiros espirituais e direção espiritual.

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