Marcos dos Santos Assunção (Caieiras, 25 de julho de 1976) é um ex-futebolista brasileiro que atuava como volante. É diretor executivo do Água Santa.
É primo do ex-futebolista hispano-brasileiro Marcos Senna.
Iniciou a sua carreira atuando pelas categorias de base do Rio Branco de Americana, quando tinha apenas dezessete anos de idade. Habilidoso e dono de um forte chute e também foi considerado um dos maiores batedores de faltas da história por muitos, contabilizando 72 gols de falta em sua carreira e sendo o quarto jogador com mais gols de falta na história do futebol. Marcos pouco ficou no Rio Branco, e aos dezoito, foi chamado para defender o Santos, seu primeiro clube como profissional e time para qual torcia na infância.
Foram dois anos atuando pelo Santos, clube que acabou o projetando nacionalmente, e oferecendo a primeira chance de Marcos como jogador da Seleção Brasileira. No entanto, em março de 1998, com o fim do Campeonato Paulista, o jogador foi trocado, juntamente com Caio, pelos jogadores Athirson e Lúcio para o Flamengo, que à época era presidido por Kléber Leite.
Já selecionável, Marcos chegou a Gávea com status de revelação. Jogou no meio-campo ao lado de Zé Roberto e, em pouco tempo, muito em virtude dos gols feitos, em sua maioria através de potentes chutes de falta, ganhou a simpatia do torcedor rubro-negro.
Foram, ao todo, nove meses na Gávea. Tempo suficiente para Marcos Assunção eleger a sua passagem pelo Flamengo como uma das mais marcantes da sua carreira, apesar de não ter ganho nenhum título.
Marcos retornou ao Santos e posteriormente seguiu para a Roma, da Itália, onde jogou ao lado do também ex rubro-negro Aldair, e marcou época conquistando um Campeonato Italiano e uma Supercopa da Itália.
Depois da Roma, Marcos foi contratado pelo Betis em 2002, onde ficou até 2007 e fez história com suas cobranças de falta magníficas.
Após cinco anos, transferiu-se para os Emirados Árabes para defender o Al Ahli. Dentro do próprio país árabe, porém, Marcos Assunção mudou de clube em meados de 2008, quando foi para o Al-Shabab.
Retornou ao seu país natal em 2009, sendo anunciado pelo Grêmio Barueri no dia 9 de setembro.
Em 2010, Marcos Assunção foi contratado pelo Palmeiras. Teve boa atuação no dia 19 de agosto, na vitória por 3 a 0 contra o Vitória, pela Copa Sul-Americana, marcando um gol de falta nos últimos minutos de jogo e garantindo a classificação da equipe alviverde para as oitavas de final. Peça importante da equipe, o volante também foi importante no desempenho do Verdão no Campeonato Brasileiro. No dia 29 de setembro, na Arena Barueri, marcou dois gols de falta que garantiram a vitória por 2–0 contra o Internacional.
Por conta da precisão nas cobranças, Assunção vem sendo considerado um dos melhores batedores de falta do futebol brasileiro pela mídia especializada. Antes de suas cobranças, o jogador tem o ritual de deixar a língua de sua chuteira reta e seu meião arrumado. Segundo ele, se não for desta maneira, há uma dificuldade maior para a cobrança, pois a impressão é de que a bola seguirá para fora. Com o ritual feito, ele considera que as chances de gol são maiores. Ao todo, foram 31 gols com a camisa alviverde, sendo 23 gols de falta, seis com bola rolando, um de pênalti e um olímpico.
O jogador renovou com o Palmeiras em maio de 2011, assinando novo contrato válido até o fim de 2012.
No dia 25 de janeiro de 2012, contra a Portuguesa, em partida válida pelo Campeonato Paulista, Marcos Assunção completou cem jogos atuando pelo Palmeiras e usou uma camisa comemorativa com o numero 100. A partida terminou empatada em 1–1.
Ainda em 2012, Assunção comemorou seu primeiro titulo pelo Palmeiras: a Copa do Brasil, que teve o jogador como peça chave na campanha do clube e capitão. O gol do Palmeiras no empate de 1–1 com o Coritiba, na final da competição, foi fruto de uma falta de Assunção, escorada de cabeça para o fundo das redes pelo atacante Betinho. A conquista do título, o primeiro nacional do Palmeiras em 12 anos, fez de Assunção um dos principais ídolos da torcida palmeirense da atualidade, junto a jogadores como Henrique, Hernán Barcos e Jorge Valdivia.
Após o título, Assunção, aos prantos, disse que, em dois anos de Palmeiras, chegou a passar por humilhações até por parte da imprensa, que não acreditava no elenco alviverde.
Mesmo sendo um dos grandes destaques do time na temporada e jogando machucado em diversas oportunidades, Assunção não conseguiu evitar, no Campeonato Brasileiro de 2012, que o Palmeiras fosse rebaixado para a Série B do ano seguinte.
Em 6 de janeiro de 2013, após longas negociações, foi decidido que Assunção não renovaria seu contrato com o Palmeiras.