Neste Dia

Marcos Caruso

Ator, escritor e diretor brasileiro

Anúncio

Marcos Vianna Caruso (São Paulo, 22 de fevereiro de 1952), é um ator, autor e diretor brasileiro. Autor e diretor de vários sucessos, é reconhecido pela versatilidade e estilo de atuação. Recebeu vários prêmios, incluindo um Prêmio APCA, um Prêmio Qualidade Brasil, dois Prêmios Shell, e um Troféu Imprensa, além de ter recebido indicação para um Prêmio Guarani de Cinema.

Caruso começou a atuar no teatro em 1973 e estreou na televisão em Aritana (1978). Continuou na carreira teatral nos palcos de São Paulo e foi membro de alguns grupos teatrais, com créditos que incluem Maroquinhas Frú-Frú (1974), O Diário de Anne Frank (1977) e Sua Excelência, o Candidato (1987), sendo essa última de sua autoria, que lhe rendeu o Prêmio Molière de melhor autor, o principal prêmio do teatro nacional à época. Ao mesmo tempo, desenvolveu uma carreira na televisão, sendo destaque nas novelas Pantanal (1990), A História de Ana Raio e Zé Trovão (1990) e Éramos Seis (1994).

Em 1993, junto com Jandira Martini, escreveu e protagonizou o espetáculo Porca Miséria, um sucesso de crítica, que o consagrou como melhor autor, com os prêmios APCA, Mambembe e Shell. Em 1998 atuou em Honra, protagonizando a peça ao lado de Regina Duarte. O papel no espetáculo lhe rendeu um convite para participar da minissérie Presença de Anita (2001), sua estreia na TV Globo, emissora onde ele se consolidou como um dos mais consagrados atores da teledramaturgia. No início dos anos 2000, fez importantes parcerias com o autor Manoel Carlos. No papel de Carlão em Mulheres Apaixonadas (2003), novela do horário nobre, ganhou grande destaque na televisão. Mas foi em Páginas da Vida (2006) que ele se consagrou, no papel de Alex. Por esse trabalho, foi aclamado pela crítica, recebendo indicações aos principais prêmios, além de receber o Troféu Imprensa de melhor ator.

No cinema, Caruso protagonizou o filme Depois Daquele Baile (2006), em um triângulo amoroso com Irene Ravache e Lima Duarte. Seu desempenho lhe rendeu a indicação da crítica ao Prêmio Guarani de Melhor Ator Coadjuvante. Ele também se destacou em outros papéis coadjuvantes em filmes de comédia, como Polaróides Urbanas (2008), pelo qual venceu o Prêmio Qualidade Brasil. Em 2016, foi aclamado por sua atuação na peça O Escândalo Philippe Dussaert, recebendo vários prêmios, incluindo o Prêmio Shell de melhor ator. Na televisão, o ator se tornou um dos mais recorrentes, estando no elenco principal das novelas Cordel Encantado (2011), Avenida Brasil (2012), Pega Pega (2017), O Sétimo Guardião (2018), Quanto Mais Vida, Melhor! (2021), Travessia (2022), Elas por Elas (2023) e Coração Acelerado (2026).

Nascido em São Paulo, mas criado no Rio de Janeiro por sua família materna, Marcos Caruso descobriu sua vocação para o teatro ainda criança quando, aos dez anos de idade, foi ao teatro com sua tia-avó assistiu a peça musical My Flair Lady, vendo os atores Bibi Ferreira e Paulo Autran no teatro Carlos Gomes. Desde então, ele teve o apoio de sua avó para aprender o ofício. Caruso começou fazendo teatro de fantoche, confeccionando os bonecos com pedaços de tecidos que sua avó costureira largava pela casa. Ele então criava histórias para as clientes que iam até sua casa buscar encomendas de roupas com sua avó. Aos 14 anos voltou para São Paulo, órfão de mãe, e foi morar com uma tia viúva, a qual residia em frente a biblioteca infantil Monteiro Lobato. Na biblioteca, havia um grupo de teatro que buscava crianças para fazer parte da equipe. O anúncio logo lhe despertou interesse e integrou o grupo, sendo esse o seu primeiro palco. Lá, ele permaneceu atuando por muitos anos, até que, quando tinha 20 anos, o diretor do grupo teve que se ausentar e ele assumiu a coordenação do grupo, desempenhando essa função por uma década. Com esse cargo, Caruso passou a desenvolver habilidade no teatro para além da atuação, despertando nele o interesse em produzir, dirigir e escrever espetáculos.

Inicialmente, o sonho do ator era cursar a faculdade da Escola de Arte Dramática, da Universidade de São Paulo (USP). Entretanto, seu pai lhe pediu para que antes ele tivesse um diploma. Portanto, após concluir o ensino médio no renomado Colégio Mackenzie, ele cursou Direito pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, também na USP. Mesmo com a formação em curso, o teatro ainda era sua paixão. Em plena ditadura militar, ele voltou para os movimentos teatrais na mesma instituição, ajudando a fundar os grupos União e Olho Vivo, os quais montavam peças políticas. No primeiro ano de faculdade, ele montou um espetáculo e se profissionalizou na área. Devido ao curso de direito, ele não teve tempo de se formar em cursos de teatro. O ator conta que sua formação se deu pela vida, com o tempo em que passou na biblioteca e assistindo teatro. No início da década de 1970, Marcos integrou o elenco de inúmeras peças, como Rei Momo (1973), O Carrasco do Sol (1973), Adeus Fadas e Bruxas (1974), Maroquinhas Frú-Frú (1974), Alegro Desbum (1975) e O Diário de Anne Frank (1977).

1978 – 1989: estreia na televisão e consagração no teatro profissional

Após uma longa passagem por palcos de teatro em inúmeros espetáculos, Marcos fez sua estreia em um pequeno papel na telenovela Aritana, em 1978, um dos últimos sucessos da TV Tupi antes de seu fechamentos, onde ele interpretou Marcelino, o funcionário de uma lanchonete. O ator conta que não possuía o perfil para atuar na televisão, por suas características físicas, e que participou da novela por ser marido da atriz Jussara Freire, com quem foi casado entre 1974 e 1994. No mesmo ano de sua estreia, ele ainda realizou uma participação especial em Roda de Fogo, também na TV Tupi. No cinema, ele estreou com uma ponta no filme O Bem Dotado, o Homem de Itú (1978). Interpretou Walter Panguibor no espetáculo Camas Redondas, Casais Quadrados, um sucesso de público, ficando em cartaz entre 1978 e 1980. Em 1979 fez uma participação no filme Viúvas Precisam de Consolo, de Ewerton Castro, como um agente funerário. Em 1979 escreveu a comédia Trair e Coçar é Só Começar, considerada um dos maiores sucessos de público no Brasil. É a peça teatral há mais tempo em cartaz em todos os tempos, o que lhe valeu quatro menções no Guiness, o livro dos recordes mundiais. Após um hiato de três anos, voltou a atuar na televisão em 1981 sendo contratado pela TV Cultura. Em um só ano, ele fez parte do elenco de três produções na emissora: Floradas na Serra, O Vento do Mar Aberto e Partidas Dobradas. Em 1982, fez parte da novela O Coronel e o Lobisomem, baseada no romance homônimo de José Cândido de Carvalho.

Em 1981, foi contratado pela Rede Bandeirantes para trabalhar no núcleo de teledramaturgia. Em co-autoria com Geraldo Vietri, escreveu a série Dona Santa, protagonizada pela atriz Nair Bello, que foi ao ar entre 1981 e 1983. Em 1982, escreveu as novelas Campeão e A Filha do Silêncio, ambas em co-autoria com Jaime Camargo. Em 1983, assumiu o posto de autor principal com a novela infantil Braço de Ferro, protagonizada por um elenco de crianças liderado por Selton Mello. No mesmo ano, reprisou parceria com Geraldo Vietri na autoria do seriado Casa de Irene, novamente trazendo Nair Bello no papel da protagonista-título. Ainda voltou ao teatro na peça Amantes S/A (1983). Em 1984, o ator voltou a atuar em telenovelas como o prefeito Dr. Otoniel em Jerônimo, produzida e exibida pelo SBT. Ainda em 84, atuou na peça O Perú e, em 1985, esteve no elenco de O Avesso do Avesso. Em 1986, escreveu Sua Excelência, o Candidato, primeira peça de uma sequência de parceria com a atriz Jandira Martini. O espetáculo foi aclamado pela crítica e rendeu aos autores o Prêmio Molière, considerado o Óscar do teatro brasileiro à época. Na sequência, em 1988, escreveu Jogo de Cintura, também com Jandira.

1990 – 1999: A História de Ana Raio e Zé Trovão, Porca Miséria e consolidação na TV

Em 1990, Caruso fez uma participação na novela Pantanal, sucesso de audiência da TV Manchete, no papel do peão Tião. Ainda em 90, foi para Fernando de Noronha gravar a minissérie O Canto das Sereias, dirigida por Jayme Monjardim. No mesmo ano, ele foi autor da novela A História de Ana Raio e Zé Trovão, junto com Rita Buzzar. A novela foi escrita a partir de um argumento que a dupla recebeu de Jayme Monjardim. Além da autoria, Caruso também desempenhou o papel de narrador e locutor da Rádio Brasil na trama. Em 1991, atuou como Ronald Figueiredo na minissérie O Fantasma da Ópera, seu último trabalho na TV Manchete. Em 1992 retomou sua parceria com Jandira Martini e escreveu mais um sucesso no teatro brasileiro, o espetáculo Porca Miséria, que retrata a vida de uma família de imigrantes italianos em crise financeira. A peça, também protagonizada por Caruso, teve sua montagem original entre 1993 e 1996, com uma nova temporada em 1998. O texto da peça foi bastante elogiado e recebeu vários prêmios, incluindo o Prêmio APCA, Prêmio Mambembe e o Prêmio Governador do Estado. Em 1994, interpretou Virgulino no clássico Éramos Seis, produzida pelo SBT, fazendo par romântico com Jandira Martini. A obra foi um sucesso de público e esse foi um dos primeiros grandes trabalhos como ator de televisão de Marcos Caruso. No ano seguinte, interpretou o rico Gigio na novela Sangue do Meu Sangue.

Anúncio

Em breve no aplicativo World in Stories

Áudio, download offline, sem anúncios e muito mais.

Conhecer Premium
Marcos Caruso | World in Stories