Margarida de Brunsvique-Luneburgo (6 de abril de 1573 - 7 de agosto de 1643), foi uma nobre alemã, membro da Casa de Guelfo e, por casamento, uma duquesa de Saxe-Coburgo.
Nascida em Celle, era a nona dos quinze filhos nascidos do casamento de Guilherme, o Jovem, Duque de Brunswick-Lüneburg e da princesa Doroteia da Dinamarca.
Margarida casou-se em Coburgo a 16 de Setembro de 1599 com João Casimiro, Duque de Saxe-Coburgo, tornando-se a sua segunda esposa.
A maioria dos convidados ficaram alojados no Castelo de Heldburg antes e depois do casamento. Para a ocasião, foram utilizadas carruagens reais em talha dourada que pertenciam ao dote da sua mãe, Doroteia; são as carruagens mais antigas do mundo que ainda funcionam e encontram-se em exposição no Veste Coburg.
Para humilhar a primeira esposa, João Casimiro celebrou a ocasião com a conhecida moeda Táler de Coburgo: na cara da moeda, surgia um casal a beijar-se com a inscrição WIE KVSSEN SICH DIE ZWEY SO FEIN (Um beijo de bem entre duas pessoas), enquanto que a coroa tinha a inscrição: WER KVST MICH - ARMES NVNNELIN (quem te vai beijar agora, pobre freira?). A freira era a princesa Ana da Saxónia, a sua primeira esposa, que ele tinha repudiado alguns anos antes por adultério.
João Casimiro e Margarida tiveram um casamento feliz, mas não tiveram filhos. Após a morte de João Casimiro em 1633, o ducado de Saxe-Coburgo foi herdado pelo seu irmão, João Ernesto. Margarida regressou à terra natal, Celle, onde morreu dez anos depois, com setenta anos de idade. Encontra-se enterrada na Stadtkirche, em Celle.
Thomas Nicklas: Das Haus Sachsen-Coburg – Europas späte Dynastie. ed. W. Kohlhammer, Stuttgart 2003.
Carl Kiesewetter: Faust in der Geschichte und Tradition, Georg Olms ed., 1978.
Sigismund Librowicz: Der Kuss und das küssen, LIT ed. Berlin-Hamburg-Münster, 2004.