Margarida do Palatinado (em alemão: Margarete von der Pfalz e em francês: Marguerite du Palatinat; 1376 – 26 de agosto de 1434) era a filha mais velha de Roberto, conde palatino do Reno e, mais tarde, imperador, e de Isabel de Nuremberga.
Pouco se sabe sobre a juventude de Margarida.
Era sobrinha-neta de Brígida da Suécia, parente das rainhas Santa Isabel da Hungria e Santa Isabel de Portugal, três soberanas canonizadas e que a inspiraram. Levou uma vida muito piedosa e caridosa mas, apesar de vários pedidos, nunca foi beatificada pela Igreja Católica.
O seu guia espiritual foi o Cartuxo Adolfo de Essen que ela conheceu em Sierck em 1403 e que, com seu apoio, propagou a prática do rosário. Ela era a protetora da capela Notre-Dame-du-Rosaire de Marienfloss fundada em 1415 por Adolfo.
A duquesa Margarida suporta com dignidade o adultério de seu marido com a belíssima Alison du May. Em 1419, a Duquesa, abandonada pelo marido, abraçou a vida religiosa e mudou-se para Marienfloss.
Ela morreu a 26 de agosto de 1434 em Einville-au-Jard, próximo de Lunéville, e foi sepultada na igreja da Colegiada de Saint-Georges, em Nancy. O seu corpo viria a ser transladado para o panteão ducal em 1746 a pedido do imperador Francisco I.
A 16 de fevereiro de 1393, Margarida, com apenas 16 anos de idade, casou, em Kaiserslautern, com o duque Carlos II da Lorena, doze anos mais velho. Dada a sua consanguinidade, o Papa deu a necessária dispensa. Desse casamento nasceram quatro filhos mas apenas duas meninas atingiram a idade adulta:
Isabel (Isabelle) (1400–1453), que sucedeu ao pai tornando-se Duquesa da Lorena suo jure; casou com Renato de Anjou, ;
Catarina (Catherine) (1407–1439), que casou com Jaime I de Baden-Baden.
(em francês) Jacqueline Carolus-Curien, Pauvres duchesses, l'envers du décor à la cour de Lorraine. Edições Serpenoise, Metz, 2007, Pág. 24-39. ISBN 978-2-87692-715-5.
(em francês) Henry Bogdan, La Lorraine des Ducs, Edições Perrin, 2007.
«Genealogia de Margarida do Palatinado (euweb.cz)»