Maria, Princesa Real e Condessa de Harewood (nome pessoal em inglês: Victoria Alexandra Alice Mary; Sandringham, 25 de abril de 1897 – Harewood, 28 de março de 1965), foi um membro da família real britânica, a única filha do rei Jorge V do Reino Unido, e de sua esposa, a rainha consorte Maria de Teck, foi tia paterna da rainha Elizabeth II do Reino Unido. Foi a sexta usuária do título de Princesa Real do Reino Unido. Depois de seu casamento com o aristocrata Henrique Lascelles, 6.º Conde de Harewood, passou a usar o título de Condessa de Harewood.
O seu pai era o príncipe Jorge, Duque de Iorque (depois Jorge V), o segundo filho do príncipe Alberto Eduardo, Príncipe de Gales (depois Eduardo VII) e a princesa Alexandra da Dinamarca. Sua mãe era a princesa Maria de Teck, a filha mais velha do príncipe Francisco, Duque de Teck e a princesa Maria Adelaide de Cambridge.
Mary nasceu em 25 de abril de 1897 em York Cottage, na propriedade de Sandringham , em Norfolk , durante o reinado de sua bisavó, a Rainha Vitória . Ela era a terceira filha e única menina do Duque e da Duquesa de York . Seu pai era o único filho sobrevivente do Príncipe e da Princesa de Gales , enquanto sua mãe era a filha mais velha e única menina do Duque e da Duquesa de Teck . Ela recebeu o nome de Victoria Alexandra Alice Mary, em homenagem à sua bisavó paterna, a Rainha Vitória; à sua avó paterna, Alexandra, Princesa de Gales ; à sua avó materna, Mary Adelaide, Duquesa de Teck ; e à sua tia-avó, Alice, Grã-Duquesa de Hesse e do Reno , com quem compartilhava o aniversário. Ela era conhecida pelo último de seus nomes de batismo, Mary. Ela era a quinta na linha de sucessão ao nascer, precedida por seu avô, pai e irmãos mais velhos, Eduardo e Alberto , embora mais tarde tenha descido na linha de sucessão após o nascimento de seus irmãos mais novos , Henrique , Jorge e João.
Sendo bisneta de um monarca britânico (a rainha Vitória do Reino Unido), recebeu a forma de tratamento de Sua Alteza, A Princesa Maria de York. Em 1898, a rainha Vitória elevou esta forma a Alteza Real.
O seu baptismo realizou-se na Igreja de Santa Madalena, perto de Sandringham, no dia 7 de junho de 1897 e foi celebrado por William Dalrymple Maclagan, Arcebispo de York. Os seus padrinhos foram: a rainha reinante Vitória do Reino Unido (sua bisavó), o rei Jorge I da Grécia (seu tio-avô), a imperatriz Maria Feodorovna da Rússia (sua tia-avó), o príncipe Eduardo, Príncipe de Gales (seu avô paterno), a princesa Alexandra, Princesa de Gales (sua avó paterna), a princesa Maria Adelaide de Cambridge, Duquesa de Teck (sua avó materna), a princesa Vitória Alexandra de Gales (sua tia paterna), e o príncipe Frank de Teck (seu tio materno).
A princesa Maria foi educada por governantas, mas tinha algumas lições com os seus irmãos, o príncipe Eduardo (depois Eduardo VIII), o príncipe Alberto (depois Jorge VI) e o príncipe Henrique (depois duque de Gloucester). O nascimento de Henrique foi o primeiro de muitos (entre ele o seu irmão menor: o príncipe Jorge, Duque de Kent, e o seu irmão caçula, O Príncipe John) que a foram deixando para trás na linha de sucessão ao trono britânico, devido a preferência por herdeiros varões, independente de uma princesa ter nascido primeiro.
A sua educação centrou-se principalmente em línguas, o que a tornou fluente em alemão e francês, além do seu inglês nativo. Também tinha um grande interesse por cavalos e corridas. A sua primeira aparição oficial em público aconteceu no dia 11 de junho de 1911 quando esteve presente na coroação dos pais na Abadia de Westminster.
Durante a Primeira Guerra Mundial, Maria visitou hospitais e organizações caritativas na companhia da sua mãe, reconfortando soldados britânicos e dando apoio às suas famílias. Um dos projectos no qual fez parte foi o Princess Mary's Christmas Gift Fund, através do qual foram enviados presentes aos soldados e marinheiros britânicos no Natal de 1914, uma iniciativa que custou £ 100 000. Também teve um papel activo na divulgação do movimento de guias britânicas, o VAD. Em 1918, tirou um curso de enfermagem e foi trabalhar para o hospital de Great Ormond Street.
Tornou-se também presidente honorária da Associação de Guias Britânicas em 1920, uma posição que ocupou até à sua morte. Em 1926, tornou-se comandante-em-chefe dos destacamentos da Cruz Vermelha britânica.
Em março de 1918, o príncipe Artur, duque de Connaught e Strathearn visitou Atenas para conferir a Ordem do Banho a Alexandre I da Grécia e discutir um possível casamento entre o rei e Maria. O primeiro-ministro grego Eleftherios Venizelos era entusiasta do plano como parte de uma tentativa de consolidar o relacionamento entre a Grécia e a Grã-Bretanha. No entanto, Alexandre estava apaixonado por sua amiga de infância e conterrânea, a plebeia Aspasia Manos, com quem casou-se em 1919, e nenhum compromisso entre ele e Maria tomou lugar.
Em 28 de fevereiro de 1922, a princesa Maria casou-se com o visconde Lascelles, o filho mais velho do quinto conde de Harewood. Na altura, a princesa tinha 24 anos, enquanto o noivo tinha 39 anos. O casamento foi realizado na Abadia de Westminster e atraiu grandes multidões ao longo do caminho para o Palácio de Buckingham. A cerimônia foi o primeiro casamento real a ser coberto em revistas de moda, incluindo a Vogue. O vestido da noiva foi desenhado por Messrs Raville e apresentava emblemas da Grã-Bretanha e da Índia. O casamento foi a primeira cerimônia oficial da família real britânica onde esteve presente a até então aristocrata inglesa lady Isabel Bowes-Lyon (depois conhecida como rainha consorte britânica do rei Jorge VI), uma amiga próxima da princesa Maria e que foi uma das damas de honra do casamento.
Pós-casamento e relação doméstica
O casal teve casas na cidade de Londres, a Chesterfield House em Yorkshire, a Goldsborough Hall e a mansão Harewood House. Enquanto vivia em Goldsborough Hall, a princesa Maria redecorou os seus interiores com a ajuda do arquiteto Sydney Kitson para que esta se tornasse mais apropriada à educação dos seus dois filhos e apoiou o desenvolvimento de uma plantação formal de árvores faias sylvatica alinhadas ao longo dos muros do terraço sul em frente de uma área de dois quilómetros de árvores tílias. As tílias foram plantadas pelos seus parentes quando estes visitavam a sua casa ao longo da década de 1920, incluindo o seu pai, o rei Jorge V, e a sua mãe, a rainha Maria de Teck. A estação de comboio de Goldsborough (agora abandonada) foi construída na aldeia vizinha de Flaxby, assim como as linhas de York e Harrogate para que os convidados da família real britânica pudessem chegar mais facilmente a Goldsborough.
O seu primeiro filho, Jorge, foi baptizado na Igreja de Santa Maria que junta Goldsborough a Cosmo Gordon Lang, no dia 25 de março de 1923 pelo Arcebispo de York. Na missa participaram o rei Jorge V e a rainha Maria.
Em 1929, depois de se tornar a Condessa de Harewood consorte, a princesa Maria mudou-se para a mansão de Harewood House e também renovou os interiores desta, interessando-se também pela agricultura da casa e onde se tornou especialista na criação de cavalos.
Foi dito que Maria não se queria casar com Henry, que foram os seus pais que arranjaram o casamento e que ele se declarou a ela depois de perder uma aposta no seu clube. O seu irmão, o príncipe de Gales, a quem era muito chegada, foi contra a ideia de ver a irmã casar com alguém que não amava. Contudo, o primeiro filho de Maria, o Jorge Lascelles, escreveu sobre o casamento dos pais nas suas memórias intituladas "The Tongs and the Bones" e negou estes boatos. Disse que eles se "davam bem juntos e tinham muitos amigos e interesses em comum".
Maria e Lascelles tiveram dois filhos:
Jorge Lascelles, 7.º Conde de Harewood (7 de fevereiro de 1923 – 11 de julho de 2011); casado em 1949 com Marion Stein; divorciaram-se em 1967; casou-se novamente em 1967 com Patricia Elizabeth Tuckwell; com descendência.