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Maria Aurèlia Capmany

Maria Aurèlia Capmany i Farnés (Barcelona, 3 de agosto de 1918 — Barcelona, 2 de outubro de 1991) foi uma romancista, dr

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Maria Aurèlia Capmany i Farnés (Barcelona, 3 de agosto de 1918 — Barcelona, 2 de outubro de 1991) foi uma romancista, dramaturga e ensaísta catalã. Recebeu o Prêmio Sant Jordi de romance de 1968 com a obra Un lloc entre els morts e o Prêmio Joanot Martorell de 1948 com El cel no és transparent. Foi presidente do PEN catalão entre 1979 e 1983. Destacou também como ativista cultural, feminista e anti-franquista.

Neta de Sebastià Farnés, inteletual autor da Paremiologia catalana comparada, e filha de Aureli Capmany, folclorista e colaborador em revistas infantis, passou a joventude no apartamento da família perto da Rambla de Barcelona. Estudou no Institut-Escola da Generalidade da Catalunha e se licenciou em filosofia na Universidade de Barcelona da pós-guerra.

Praticou a docência entre os anos 40 e 50 no Instituto Albéniz de Badalona e na Escola Isabel de Villena em Barcelona. Também trabalhou gravando vidro, ofício que aprendeu na época universitária.

Com o seu primeiro romance Necessitem morir (publicado 1952) chegou a ser finalista do Prêmio Joanot Martorell de 1947, prêmio que venceu no ano seguinte com El cel no és transparent. O seu prestígio como narradora chegou com romances como Betúlia, El gust de la pols e sobretudo por Un lloc entre els morts, prêmio Sant Jordi de 1968. 1981 venceu o Prêmio Ramon Fuster, concedido pelo Colégio Oficial de Doutores e Licenciados em Filosofia e Letras e em Ciências da Catalunha, e 1983 venceu o Prêmio Crítica Serra d'Or de Literatura Infantil e Juvenil com El malefici de la reina d'Hongria.

Foi uma das escritoras catalãs mais polifacéticas, já que, além da narrativa, dedicou-se à tradução, e cultivou o teatro, o ensaio e outros gêneros literários.

No âmbito da dramaturgia, fundou 1959 a Escola de Arte Dramática Adrià Gual com Ricard Salvat. Exerceu de professora, atriz e diretora. Além disto, estreou algumas obras próprias, como Preguntes i respostes sobre la vida i la mort de Francesc Layret, advocat dels obrers de Catalunya.

Como ensaísta sobresaíu pelas suas obras sobre a situação da mulher, sobretudo com La dona a Catalunya: consciència i situació de 1966. No mesmo ano, participou na Caputxinada, uma assembleia antifranquista. Também dedicou inúmeros artigos a diversos aspetos da cultura e da sociedade catalã. Também destacam os livros de memórias Pedra de toc (1 e 2), Mala memòria, e Això era i no era.

Participou e interveio no "Míting de la Llibertat" (22 de junho de 1976) e no processo constituinte do Partit Socialista de Catalunya-Congrés (novembro de 1976).

Fou vogal e responsável pelas áreas de Cultura e d'Edições na Câmara Municipal de Barcelona durante as primeiras legislaturas do Partido dos Socialistas da Catalunha (PSC) e membro da Diputació de Barcelona, desde 1983 até morrer em 2 de outubro de 1991. Foi membro da Associació d'Escriptors en Llengua Catalana (Associação de Escritores em Língua Catalã), e presidente do Centro Catalão do PEN Club.

Necessitem morir. Barcelona: Aymà, 1952 / Barcelona: Proa, 1977

L'altra ciutat. Barcelona: Selecta, 1955

Tana o la felicitat. Palma de Mallorca: Moll, 1956

Betúlia. Barcelona: Selecta, 1956

Ara. Barcelona: Albertí, 1958/ Barcelona: Plaza & Janés, 1988

Traduït de l'americà. Barcelona: Albertí, 1959

El gust de la pols. Barcelona: Destino, 1962 / Barcelona: Edicions 62, 1986

La pluja als vidres. Barcelona: Club Editor, 1963

El desert dels dies. Barcelona: Occitània, 1966

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