Neste Dia

Maria Filomena Mónica

Socióloga portuguesa

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Maria Filomena de Carvalho Godinho Mónica GCIP (Lisboa, São Mamede, 30 de janeiro de 1943) é uma socióloga portuguesa.

É licenciada em Filosofia pela Universidade de Lisboa (1969), e doutorada em Sociologia, pela Universidade de Oxford, com uma tese sobre Educação e Sociedade no Salazarismo (1978), que frequentou graças a uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian. Foi, de resto, a primeira mulher portuguesa a obter um doutoramento em Sociologia.

Dedicou a sua carreira à investigação, sendo autora de uma vasta bibliografia, de índole histórica e sociológica, destacando-se, entre os seus interesses de investigação e escrita, a Educação — entre outros títulos, Educação e Sociedade no Portugal de Salazar (tese de doutoramento), Os Filhos de Rousseau e Sala de Aula —; o mundo do Trabalho e da Indústria — Artesãos e Operários, Os Grandes Patrões da Indústria Portuguesa, O Tabaco e o Poder —; a vida social — Os Pobres, Os Ricos, Vida Moderna; e obras de sociologia política, como A Queda da Monarquia e o Dicionário Biográfico Parlamentar: 1834-1910, de que foi coordenadora.

É ainda autora de biografias de Eça de Queiroz, Cesário Verde, D. Pedro V e Fontes Pereira de Melo, e de perfis historiográficos de famílias ligadas às Ilhas dos Açores Os Cantos e Os Dabney: Uma Família Americana nos Açores.

Paralelamente a atividade de investigadora, Maria Filomena Monica teve uma intensa colaboração com os meios de comunicação social — nos últimos anos como cronista no Público e no Expresso —, e assinou séries para a televisão.

Publicou as suas memórias sob o título Bilhete de Identidade.

Em 2009 era investigadora-coordenadora (aposentada) do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

Desde 2013 sofre de uma forma de cancro no sangue, mieloma múltiplo.

A 13 de fevereiro de 2025, foi agraciada com o grau de Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública. Recebeu a condecoração numa cerimónia realizada em casa, a 3 de abril de 2025.

Filomena Mónica é filha do economista José António Mónica (Ferreira do Zêzere, Águas Belas, Varelinha, 2 de Junho de 1910 – Lisboa, 24 de Abril de 1989), funcionário do quadro administrativo da Direção-Geral de Saúde Pública, e de sua mulher (casados no Santuário de Fátima, a 2 de Março de 1942) Maria Margarida da Conceição Carvalho (Coração de Jesus, Lisboa, 25 de Janeiro de 1920 – Lisboa, Junho de 2006).

Casou primeira vez religiosamente, quando ainda era menor, em Lisboa, na Capela da Condessa de Cuba (Capela do Rato), a 4 de Abril de 1963 com Carlos Braamcamp Freire Pinto Coelho (Lisboa, Santa Isabel, 26 de Fevereiro de 1940 – Lisboa, Santo Condestável, 10 de Maio de 2008), comandante piloto da aviação civil, de quem se separou judicialmente em Dezembro de 1972 (obtendo o divórcio de forma automática em 1976, logo após a sua legalização), e de quem teve uma filha, a jornalista Sofia Pinto Coelho, e um filho, o publicitário Filipe Mónica Pinto Coelho (Lisboa, São Jorge de Arroios, 22 de Novembro de 1964).

Entre 1974 e 1976, viveu com Vasco Pulido Valente.

Casou segunda vez, em 1995, com o sociólogo António Barreto, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

Educação e Sociedade no Portugal de Salazar (Presença, 1978)

A Escola e as Classes Sociais (Antologia) (Presença, 1981)

O Retrato da Lisboa Popular (Presença, 1982) - co-autoria com António Barreto

O Movimento Socialista em Portugal (1875-1914) (Imprensa Nacional, 1985)

Artesãos e Operários (ICS-UL, 1986)

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