Maria Yuryevna Sharapova (em russo, Мария Юрьевна Шарапова; Nyagan, 19 de abril de 1987) é uma ex-jogadora profissional de tênis da Rússia e ex-número 1 do ranking da WTA. Seus pais são de Homiel, Bielorrússia, mas mudaram-se para a Rússia em 1986, logo após o acidente nuclear de Chernobil, cidade ucraniana vizinha.
Em janeiro de 2010, a tenista voltou a ser a desportista mais bem paga do mundo, ao renovar o seu contrato com a marca de artigos desportivos Nike, no valor de 70 milhões de dólares (cerca de 48 milhões de euros). Em 2025, ela foi introduzida no Hall da Fama do Tênis Internacional.
Com três anos de idade, Sharapova mudou-se com a família para a localidade de Sochi, e começou a jogar tênis aos quatro anos. Aos seis anos, num clube de tênis em Moscou, foi observada por Martina Navrátilová, que convenceu seus pais a levá-la para treinos sérios nos Estados Unidos.
Em 2004, Sharapova se tornou a segunda mais nova tenista a ganhar o título de Wimbledon na era aberta, depois de Martina Hingis, ao derrotar a bicampeã Serena Williams por 2 sets a 0 (6-1,6-4), sendo também a primeira russa a ganhar esse torneio.
É considerada por muitos como dotada de uma grande beleza natural e fez alguns trabalhos como modelo em novembro de 2003 na IMG Models. No entanto, diz que seu foco é o tênis e não quer gastar muito tempo nessas atividades. Por sua beleza, é muito comparada com Anna Kournikova. Usa a raquete Prince O3 e, consequentemente, essa raquete ficou muito popular.
Desde junho de 2004, teve uma sequência de 22 vitórias seguidas na grama, até cair na semifinal das quadras de Wimbledon em 2005, incluindo um bicampeonato de Birmingham e a coroa de Wimbledon em 2004. O grande sucesso continuou após a vitória de Wimbledon, com um campeonato no fim da temporada em Los Angeles e performances sólidas.
Em abril de 2005, foi listada pela People Magazine como uma das 50 mulheres mais lindas do mundo. Em junho de 2005, a revista Forbes magazine considerou-a a esportista mais bem paga da história, com 18 milhões de dólares anuais, a maior parte deles de patrocínios e como modelo.
Defender seu título de Wimbledon em 2005 parecia ser simples, com Sharapova vencendo todos os sets facilmente até a semifinal, onde caiu contra uma renovada Venus Williams, perdendo a partida por 2 sets a 0 (6-7 e 1-6), num dos melhores jogos da história, em que ambas as jogadoras demonstraram muita pontaria e poder. Junto com essa derrota, fracassou na busca pelo primeiro lugar do ranking da WTA, que ficou com Lindsay Davenport (finalista neste mesmo torneio).
No entanto, uma fratura persistente nas costas de Davenport na final de Wimbledon significou que ela não poderia defender seus pontos na temporada de quadras rápidas nos Estados Unidos. Sharapova também estava sofrendo lesões e não completou um torneio nesta temporada. No entanto, ela tinha poucos pontos a defender e assim subiu para o número 1 em agosto de 2005. Apesar disso, seu reinado durou apenas uma semana, pois Davenport voltou à posição ao vencer o título de New Haven. Sharapova recuperou o posto de número 1 no dia 12 de setembro, mesmo perdendo a semifinal do U.S. Open de tênis.
Sua derrota na semifinal do US Open 2005 contra Kim Clijsters marcou a quarta vez nessa temporada em que ela foi derrotada nos torneios de Grand Slam para a futura campeã; antes foram Serena Williams nas semifinais do Aberto da Austrália, nas quartas de final do Roland-Garros para Justine Henin-Hardenne e na semifinal de Wimbledon para Venus Williams.
A semifinal do US Open de 2005 contra Kim Clijsters foi um nervoso encontro que terminou 2-6 no primeiro set, 7-6 no segundo set, para finalmente ser derrotada com um 6-3, em grande parte devido a saques inconsistentes, levando a sete duplas faltas.
Sharapova se recuperou de uma lesão no ombro e começou bem o ano de 2006, chegando à semifinal do Aberto da Austrália pela segunda vez na carreira e alcançando também a semifinal do Pan Pacific em Tóquio, onde foi superada pela suíça Martina Hingis (3-6, 1-6). Em fevereiro chegou a sua primeira final desde Birmingham em 2005, mas perdeu o título de Dubai para Justine Henin por 5-7 2-6, mesmo tendo superado a cabeça de chave número 3, Martina Hingis, e a número 2, Lindsay Davenport, e tornou-se a 29ª jogadora da história a superar os 5 milhões de dólares.
Em março, Sharapova venceu seu 11º título na carreira ao conquistar o torneio de Indian Wells Masters, superando Elena Dementieva na final; chegou também à final de Miami, atingindo 11 vitórias consecutivas, mas acabou sendo superada pela sua compatriota Svetlana Kuznetsova. Após cerca de dois meses parada devido a uma lesão no pé, ela retornou em maio para o torneio de Roland Garros, onde caiu na quarta rodada contra Dinara Safina por 5-7, 6-2, 5-7, quando chegou a estar ganhando de 5-1 no terceiro set, mas perdeu muitos pontos no final do jogo.
Defendendo o título de Birmingham, perdeu na semifinal para Na Li; chegou também na semifinal do torneio de Wimbledon, onde foi superada por Amélie Mauresmo, que se tornaria a campeã. Em agosto começou a melhorar ainda mais seu jogo e superou a belga Kim Clijsters na final do torneio de San Diego, nos EUA.
Semifinalista do torneio de Los Angeles (onde perdeu para Elena Dementieva), retirou-se do torneio de Montreal visando uma melhor preparação para o Grand Slam que viria em seguida. Usando uma roupa de gala preta com diamantes em alguns jogos noturnos, feita especialmente por um de seus patrocinadores, acabou fazendo um U.S Open impecável, tendo superado na semifinal a francesa Amélie Mauresmo pela primeira vez na sua carreira e passado por Justine Henin na final por 2 sets a 0, conquistando o seu segundo título de Grand Slam na carreira e o maior triunfo do ano.
No final de outubro ainda conquistou mais dois títulos, Zurique e Linz, alcançando 16 no total; já classificada para o WTA Championships, acabou abandonando o torneio de Moscou, mais uma vez com problemas no pé, recuperou-se e retornou para fechar o ano na competição que reúne as melhores da temporada. Na primeira fase de grupos foi arrasadora e venceu os três confrontos sem perder nenhum set, contra Kuznetsova, Clijsters e Dementieva, e se classificou em primeiro para as semifinais, tendo chances de se tornar a número 1 do mundo, porém não contava enfrentar a outra candidata ao mesmo posto, Justine Henin, que não deu chances à russa, vencendo o jogo por 6-2 e 7-6 (5).
A estreia de Maria Sharapova em 2007 aconteceu no dia 4 de janeiro no torneio exibição de Hong Kong, onde derrotou a chinesa Zi Yan por 2 a 0 (7-5 e 6-3) já nas quartas de final da competição. Na semifinal venceu sua compatriota Elena Dementieva, mas acabou sendo superada pela belga Kim Clijsters na final.
No Open da Austrália, o primeiro Grand Slam do ano, Sharapova teve um início complicado pelo forte calor na cidade de Melbourne. Passou com dificuldades pela francesa Camille Pin, por 2 sets a 1, com parciais de 6-3, 4-6 e 9-7. Já na segunda rodada se recuperou bem e não perdeu mais nenhum set até o grande duelo da semifinal, onde eliminou a belga Kim Clijsters.