Maria de Cléofas (hebraico: מרי של קליאופס; grego: Μαρία του Κλεόπας; latim: Maria Cleophae) é a tia de Jesus, irmã de Maria de Nazaré, e casada com Cléofas (Cleofas, Cleopas, Clopas), também conhecido como Alfeu.
Segundo as tradições ortodoxas e católicas, esta Maria também é considerada uma santa, e foi na casa desta mulher que Maria de Nazaré ficara após a morte de seu esposo José de Belém, devido ao seu parentesco próximo com os membros desta família que a acolheu (e que a seguiam para onde ela fosse).
A tia de Jesus serviu e acompanhou-no desde a Galileia até à crucificação, e teve a bem-aventurança de ver o Cristo ressuscitado. É mencionada como Mãe de Tiago, Mãe de Tiago e José, Mãe de Tiago Menor e José, Irmã de Maria e Mulher de Cléofas.
Para a maioria das denomimações cristãs, foi mãe de Tiago, Judas Tadeu, Simão e de algumas mulheres não nomeadas na Bíblia. Maria de Cléofas é mencionada como sendo a mãe dos irmãos de Jesus pelos Católicos, devido ao fato do nome de seus filhos serem os mesmo mencionados pelo evangelista Mateus. Porém, os Protestantes acham que o fato dos nomes serem iguais é apenas coincidência, e afirmam que Jesus teve primos e irmãos biológicos.
Sua festa é celebrada no dia 9 de abril no calendário da Igreja Católica.
A Sagrada Escritura menciona seis vezes esta Maria, a quem João Evangelista chama de Mulher de Cléofas:
Maria de Cléofas segundo Mateus
A figura de Maria de Cléofas aparece duas vezes no Evangelho de Mateus. Ela é referida em duas passagens:
Na primeira ela é denominada como a Mãe de Tiago e José, estando junto de outras mulheres que tinham seguido Jesus desde a Galileia para o servir, e que estava de longe olhando para Cristo na Cruz.
Na segunda, é denominada (pelo menos pela maior parte dos exegetas bíblicos) como a outra Maria, que acompanha Madalena ao túmulo de Jesus para perfumar a área onde estava o sepulcro de Jesus.
Estes dois capítulos mostram a imagem de uma serva de Cristo que se manteve na fé, mesmo após a morte de Jesus, o que não ocorreu com seu marido, que começou a demonstrar resquícios de incredulidade em Cristo após a sua morte, como mostra o evangelista Lucas.
Maria de Cléofas segundo Marcos
O Evangelista Marcos a registrou duas vezes:
A primeira fora no capítulo 15, versículos 40-47, em cujo trecho ela é mencionada como a mãe de Tiago Menor, e José. Neste capítulo é documentado que ela seguiu Jesus desde a Galileia, e que observou com Maria Madalena a deposição do corpo de Cristo no sepulcro.
Na segunda ela é documentada indo ao sepulcro de Jesus, como sendo a mãe de Tiago, a quem um jovem vestido de branco fala que Jesus ressuscitou, e que era para elas avisarem aos discípulos o que fazer.
Maria de Cléofas segundo Lucas
O Evangelista Lucas menciona apenas uma vez Maria de Cléofas em seu evangelho, também pelo nome de mãe de Tiago; porém, após uma exegese aprofundada do capítulo 24 de Lucas, notamos que o evangelista mencionou não apenas a aparição para Maria de Cleofas, mas também para seu marido Cleofas, quando ele estava a caminho de Emaús.
Praticamente, o capítulo 24 do Evangelho de Lucas trata somente das aparições de Jesus para seus parentes próximos, uma vez que Paulo documentará que após isso tudo, Jesus apareceu a Tiago, filho de Maria de Cléofas.