Marie Aimée de Rohan (Castelo de Coupvray, dezembro de 1600 — Castelo de Maison-Rouge, 12 de agosto de 1679), foi uma nobre francesa que deveu a sua reputação ao seu grande charme e a numerosas intrigas políticas.
Marie Aimée de Montbazon-Rohan nasceu por volta do mês de dezembro do ano de 1600, como uma princesa da Casa de Rohan, família oriunda dos primeiros soberanos da Bretanha, que, por sí e por seus diversos ramos, possuía há muito tempo uma parte considerável da Bretanha e do Anjou.
Era filha de Hercule de Rohan, duque de Montbazon, príncipe de Guéméné e de Madeleine de Lenoncourt.
Em setembro de 1617, casa-se em primeiras núpcias com o grande "Connétable", Carlos d'Albert de Luynes, duque de Luynes, favorito do Rei Luís XIII. Luynes dedica-se a formá-la; dá-lhe as primeiras lições sobre a política sem escrúpulos da época que se compunha principalmente de intriga e audácia. Maria de Rohan logo tirou vantagens desta escola.
O principal interesse do favorito de Luís XIII era manter para si e para os seus o coração do Rei e de apoderar-se também da confiança da rainha Ana d'Áustria, com o intuito de tornar-se senhor de toda a Corte. Para tanto, nela introduz a esposa, dando-lhe instruções de aplicar-se para obter as boas graças da rainha e do rei. Ela consegue alcançar completamente seu objetivo e, em dezembro de 1618, Luís XIII a nomeia superintendente da casa da rainha no lugar de Louise de Budos. Ela vai, desde então, exercer forte influência sobre a rainha.
Em 1620, nasce Louis-Charles d'Albert de quem o rei Luís XIII será padrinho. Logo em seguida, morre o duque de Luynes. Viúva aos 21 anos, Maria de Rohan casa-se novamente em 21 de abril de 1622 com o filho do duque Henrique I de Guise: Claude de Lorena, que "como príncipe da Lorena, Chevreuse não era súdito do rei de França. Duque d'Aumale, depois príncipe de Joinville e enfim duque de Chevreuse, Claude era um príncipe independente a quem todos chamavam «monsenhor» e a quem o rei de França, tal como o de Inglaterra, chamavam «meu primo»".
Em 1622, ela é excluída da Corte por Luís XIII graças a um incidente; ela incentiva a rainha a correr pelos corredores do Louvre, esta sofre uma queda e aborta uma gravidez de seis semanas. O duque de Chevreuse utilizará então de toda a sua influência junto ao Rei para fazê-la ser reintegrada à Corte.
Para manter sua influência na Corte, a duquesa de Chevreuse participa dos seguintes episódios:
o caso de Jorge Villiers, 1.º Duque de Buckingham (1623-1624) do qual é a incentivadora junto com seu amante, o Conde de Holland;
a « Conspiração de Chalais », organizada por seu amante, o Conde de Chalais, em 1626;
as negociações com o Duque de Lorena e a Espanha, levadas a cabo por seu amante Carlos de l’Aubespine, em 1633;
a troca secreta de correspondência entre Ana d'Áustria e a Espanha em 1637;
a conspiração do Conde de Soissons, em 1641;
a "Cabale des Importants" (literalmente "Cabala dos Importantes") contra Jules Mazarin, em 1643.
Considerada feroz em seus complôs políticos, é diversas vezes expulsa da Corte mas sempre volta.
Após a morte de Luís XIII, Ana d'Áustria assegura a regência com Jules Mazarin e a Duquesa de Chevreuse perde seu poder. Toma então o partido da Fronda e, durante os anos seguintes, tece intrigas para assegurar a fortuna de sua família. Notadamente consegue que seu neto, Carlos de Luynes, case-se com a filha de Jean-Baptiste Colbert, o homem mais influente da época depois de Luís XIV.
Em 1679, aos 78 anos, retira-se para um convento em Gagny, onde faleceu em 12 de agosto. Era uma das mulheres mais nobres de França: Alteza das Casa de Rohan e de Lorena, duquesa de Luynes, Chevreuse e d'Aumale, princesa de Joinville.
Do casamento com o duque de Luynes, Charles d' Albert, Marie tem dois filhos: