Neste Dia

Mariano Rajoy

Político espanhol, ex-primeiro-ministro de Espanha

Anúncio

Mariano Rajoy Brey (Santiago de Compostela, 27 de março de 1955) é um político espanhol, foi presidente do governo da Espanha de 2011 até 2018. Licenciado em Direito, é conservador do Registo Predial espanhol, carreira em que ingressou imediatamente após finalizar o curso, em 1978.

A partir de 1981 foi deputado na comunidade autónoma da Galiza, eleito pela Aliança Popular, movimento que estaria na génese do atual Partido Popular. Em 1983 foi eleito membro do Conselho Municipal da Câmara Municipal de Pontevedra. Em 1987 foi eleito vice-presidente Junta da Comunidade da Galiza. Em 1989 foi eleito deputado nacional, numa altura em que passou também a fazer parte do Comité Executivo Nacional do recém-criado PP. Foi ministro da Administração Pública do governo espanhol liderado por José María Aznar entre 1996 e 2003, vice-presidente do Governo (2000-2003), e presidente do Partido Popular (PP), principal partido na Espanha após as eleições de 20 de novembro de 2011. Em fevereiro de 2001 deixou de ser ministro da Presidência para suceder na pasta do Interior a Jaime Mayor Oreja. Como responsável deste ministério, Rajoy conseguiu importantes conquistas na luta contra a organização terrorista ETA.

Rajoy cessou o cargo de ministro do Interior em julho de 2002 para assumir as tarefas de porta-voz do Governo e, de novo, ministro da Presidência. A partir de então teve de enfrentar as duas maiores crises do período 1996-2003: o desastre causado pelo afundamento do petroleiro Prestige e o apoio de Aznar a George W. Bush durante a invasão do Iraque de 2003. Porém, para os seus seguidores, Rajoy saiu aparentemente bem de ambos os problemas e o seu papel de "fontaneiro" da Moncloa foi decisivo para a sua nomeação como secretário-geral do PP e candidato a primeiro-ministro em 30 de agosto de 2003. Foi candidato a presidente do governo da Espanha (equivalente a primeiro-ministro) nas eleições de março de 2004 e de março de 2008, tendo em ambas sido derrotado pelo PSOE liderado por José Luis Rodríguez Zapatero. Nas eleições de 20 de novembro de 2011 o partido liderado por Rajoy obteve mais de 10 800 000 votos e elegeu 186 deputados, conquistando a maioria absoluta e o melhor resultado de sempre do Partido Popular.

De acordo com informação publicada nos jornais em 2013, Mariano Rajoy foi envolvido num caso de corrupção por ter recebido envelopes com dinheiro sujo de Barcenas. Em 20 de dezembro de 2015 vence as eleições parlamentares mas sem maioria absoluta, conquistando o Partido Popular 123 dos 350 lugares do parlamento. Na sequência da moção de censura de junho de 2018 o seu governo caiu.

Nascido em 27 de março de 1955 em Santiago de Compostela, Mariano Rajoy Brey é bisneto de Enrique Rajoy Leloup, um dos idealizadores do Estatuto de Autonomia de Galiza de 1932, que foi removido de sua cátedra universitária pelo governo ditatorial na década de 1950. Seu pai, Mariano Rajoy Sobredo, licenciado em Direito, seguiria a carreira de magistrado, mas também se envolveu na política, chegando a ser presidente da Província de Pontevedra.

Rajoy passou em Pontevedra os seus primeiros anos de vida. Quando o seu pai foi colocado como juiz em León, a família passou a viver nesta cidade. Mariano Rajoy realizou os seus estudos no Colegio Discípulas de Jesús de León, no Colegio Sagrado Corazón de los Jesuitas de León — que frequentou durante cerca de dez anos, e por onde passaram também os seus irmãos Luis e Enrique — e, de regresso a Pontevedra, concluiu os estudos secundários numa escola pública dessa cidade.

Após concluir o ensino secundário, Rajoy ingressou na Universidade de Santiago de Compostela, onde terminou uma licenciatura em Direito. Logo em seguida, candidatou-se, por exame nacional, à função de conservador do Registo Predial. Tendo sido aprovado, tornou-se então o mais jovem conservador desse registo em Espanha.

Em 11 de março de 2004, dias antes das eleições gerais daquele ano, Madrid foi alvo de ataques terroristas, pelos quais o governo espanhol rapidamente responsabilizou a organização separatista Euskadi Ta Askatasuna (ETA). O governo Aznar e líderes partidários insistiram no envolvimento do ETA nos ataques na capital espanhola e, em 13 de março, Rajoy admitiu concordar com a possibilidade de um envolvimento do grupo na autoria dos crimes. O governo foi acusado pela imprensa internacional de tentar acusar o ETA visando uma maior vantagem eleitoral, até que o Grupo PRISA - conglomerado midiático de centro-esquerda - passou a divulgar indícios de que a Al-Qaida estaria por detrás dos ataques.

Em 14 de março de 2004, o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), sob a liderança de José Luis Rodríguez Zapatero, venceu as eleições gerais espanholas com uma vantagem de 1,3 milhão de votos sobre o Partido Popular e garantiu 164 assentos no Congresso de Deputados; enquanto o Partido Popular obteve 148 assentos. No entanto, Rajoy foi eleito parlamentar pela Província de Madrid.

Rajoy enfrentou um cenário crítico quando pressionado pelo então prefeito madrilenho Alberto Ruiz-Gallardón a apoiá-lo nas eleições gerais de 2008. Gallardón representava um setor mais centrista dentro do mesmo partido, enquanto Rajoy, Ángel Acebes e Eduardo Zaplana eram considerados representantes da ala mais conservadora e mais alinhados às políticas de Aznar. Rajoy decidiu, por fim, deixar Gallardón de fora das eleições, uma ação que provocou uma preocupação sobre a alienação de potenciais eleitores do Partido Popular. A tensão política interno do partido só seria dissolvida com a reeleição de Rajoy à liderança.

Em 30 de janeiro, Rajoy recebeu apoio formal da Chanceler alemã Angela Merkel e do Presidente francês Nicolas Sarkozy mediante à corrida eleitoral. O Partido Popular acabou derrotado nas urnas, o que não impediu Rajoy de permanecer como presidente de seu partido e subsequentemente como Líder da Oposição.

Em 22 de maio de 2011 ocorreram as eleições municipais e regionais em todas 13 comunidades autônomas espanholas. Nestes últimas, o Partido Popular obteve melhor resultado de sua história, com 37,53% de votos válidos e mais de 500 mil votos somados em 4 anos, além de superar o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE). O período eleitoral foi marcado também pelo histórico cessar de operações da organização basca de luta armada Euskadi Ta Askatasuna (ETA).

Em 7 de novembro, Rajoy participou do único debate televisionado entre os candidatos das principais correntes políticas do país; confrontando Alfredo Pérez Rubalcaba, do PSOE. Por incluir constantemente a pauta econômica do país como principal foco de seu discurso, Rajoy foi considerado o melhor candidato do debate, realizado nas instalações da IFEMA em Madrid e organizado pela Academia de las Ciencias y las Artes de Televisión de España (ATV).

Em 20 de novembro do mesmo ano, ocorreram as eleições parlamentares, nas quais o Partido Popular foi igualmente o mais votado ao receber mais de 10 milhões de votos (44,62 % dos votos) e garantir a maioria absoluta de 186 assentos no parlamento espanhol. Com tal resultado, o partido voltou a possuir maioria absoluta pela primeira vez desde as eleições gerais de 2000, quando Aznar foi candidato pelo partido.

Presidente do Governo (2011-2018)

Em novembro de 2011, o Partido Popular obteve sua mais ampla maioria desde a redemocratização espanhola, na década de 1970. O partido garantiu 186 dos 450 assentos na Câmara de Deputados, a câmara baixa do parlamento espanhol. Em 21 de dezembro de 2011, seguindo a vitória de seu partido, Rajoy foi eleito o Presidente do Governo da Espanha pelo Congresso dos Deputados.

Em 19 de dezembro de 2011, Rajoy realizou seu primeiro discurso perante o Congresso dos Deputados como candidato apoiado pela Coroa espanhola. Na ocasião, afirmou que o país necessitava de um investimento de 16 bilhões de euros para alcançar o déficit de 4,4% em 2012 e que seu único aumento de gastos públicos seria no nivelamento de salários, prometendo também trabalhar para criar novos postos de trabalho a partir do primeiro trimestre de 2012. Rajoy anunciou sua intenção em "reduzir o setor público" e o corte em feriados públicos como forma de evitar o prolongamento de folgas ao ano. Tais medidas seriam acompanhadas pela incorporação do uso de segundas-feiras como dias de feriados.

Anúncio

Em breve no aplicativo World in Stories

Áudio, download offline, sem anúncios e muito mais.

Conhecer Premium
Mariano Rajoy | World in Stories