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Marina Foïs

Atriz francesa

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Marina Sylvie Foïs (Boulogne-Billancourt, Hauts-de-Seine, 21 de janeiro de 1970) é uma atriz francesa.

Foi revelada nos anos 90 como membro do grupo Les Robins des Bois, que se apresentava no teatro e nos canais Comédie! e Canal+.

Durante os anos 2000, ela se destacou no cinema no gênero cômico com: Trapalhadas na Torre (2001), Astérix e Obélix: Missão Cleópatra (2002), A Pousada (2003), RRRrrrr!!!, Un petit jeu sans conséquence e Me Diz Se Sou Bonita? (2004) (onde ela é a atriz principal) e Un ticket pour l'espace (2006). Em 2002, ela se aventurou no drama com Jovens Perdidas, Cabelos Sujos. Sua atuação lhe rendeu uma indicação ao César de Melhor Atriz Revelação.

Mas é em 2007 que ela realiza uma notável mudança para o drama com Darling, de Christine Carrière, no qual ela desempenha o papel principal. No ano seguinte, ela contracena com Sandrine Bonnaire em Um Coração Simples.

Assim, ela consegue se estabelecer como uma atriz de destaque: estando no elenco de filmes corais como O Baile das Atrizes, Mudança de Planos e Os Olhos de Sua Mãe (2009). E então, seguindo com papéis secundários em dramas: Não, Minha Filha, Você não irá Dançar (2009), 22 Balas (2010), O Homem que Queria Viver a sua Vida (2010).

Ela então ascende a papéis principais: Para Poucos (2010), Cão que Ladra Não Morde (2013), Tiens-toi droite (2014), Relacionamento á Francesa (2015) e Orage (2015).

Suas performances dramáticas foram reconhecidas com quatro indicações ao César de melhor atriz: por Darling (2008), Polisse (2011), Irrepreensível (2017) e A Trama (2018).

Marina Foïs nasceu em 21 de janeiro de 1970 em Boulogne-Billancourt, Hauts-de-Seine, em uma família de ativistas do Maio de 68, de origens russa, judia-egípcia, alemã e italiana (sarda). Marina Foïs é filha de uma psicóloga e de um pesquisador em física nuclear, residentes em Orsay, Essonne. Ela possui dupla nacionalidade, francesa e italiana.

Sua família é composta por quatro filhos; ela se torna a mais velha em 1999, quando seu irmão, Fabio (1967-1999), formado pela Escola Politécnica e, morre em um acidente de avião a caminho de uma demonstração de acrobacias aéreas na qual deveria participar; ela também é irmã de Giulia Foïs (nascida em 1978), jornalista e comentarista, e de Elena Foïs (nascida em 1980), médica.

Ela começou a fazer cursos de artes cênicas aos sete anos de idade porque decidiu ser atriz dois anos antes.

Aos oito anos, Marina é vítima de abuso sexual por parte de uma de suas babás e isso atrapalhará sua relação com a feminilidade, ainda na idade adulta. A psicanálise a ajudaria a combater sua dismorfobia, que a levou a seguir muitas dietas.

Ela faz cursos de teatro, especialmente os da escola Florent, e descobre uma paixão pela atuação em 1986, após atuar na peça "A Escola das Mulheres" de Molière, dirigida por seu ex-babá, Jean-Marc Brisset. Em seguida, ela começa a fazer cursos por correspondência e obtém seu diploma de ensino médio dois anos depois.

Les Robins des Bois e Canal+ (1996-2001)

Em 1996, Marina Foïs ingressou no grupo The Royal Imperial Green Rabbit Company, que mais tarde se tornou conhecido como Les Robins des Bois. Esse grupo era composto por estudantes do Cours Florent, da turma de Isabelle Nanty, que inclusive atuava com eles na peça "Robin des Bois, d'à peu près Alexandre Dumas".

Foi essa peça que chamou a atenção de Dominique Farrugia para o grupo, incluindo Marina Foïs, em 1996. Assim, o grupo recebeu a oportunidade de se apresentar diariamente ao vivo no canal Comédie!, em "La Grosse Émission", por dois anos. Durante esse período, Marina Foïs coescreveu muitas esquetes com Pierre-François Martin-Laval e interpretou uma variedade de personagens, desde Sophie Pétoncule, de uma estupidez impressionante, até a diretora Marie-Mûre, pedante e autoritária. Eles continuaram suas aparições no Canal+ no ano seguinte.

Em março de 2001, a atriz se destacou no cinema como protagonista feminina do filme "La Tour Montparnasse Infernale", uma comédia estrelada por outras duas revelações cômicas do Canal+, Éric e Ramzy.

A partir de junho de 2001, Marina e o grupo se desvincularam de seus compromissos diários para se dedicarem cada vez mais ao cinema. Entre eles, ela se tornou uma das atrizes mais ativas, atuando em quase três filmes por ano.

Progressão cinematográfica na comédia (2002–2006)

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