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Mark Chapman

Assassino de John Lennon

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Mark David Chapman (Fort Worth, 10 de maio de 1955) é um criminoso estadunidense que assassinou o músico John Lennon na cidade de Nova Iorque em 8 de dezembro de 1980. Enquanto Lennon passava pela entrada de seu apartamento, o Edifício Dakota, Chapman disparou cinco tiros contra ele a poucos metros de distância com um revólver Charter Arms Undercover .38 Special. Lennon foi atingido quatro vezes nas costas. Chapman permaneceu na cena lendo o romance The Catcher in the Rye, de J. D. Salinger, até ser preso pela polícia. Planejava citar o livro como seu manifesto.

Criado em Decatur, Geórgia, Chapman era fã dos Beatles, mas ficou indignado com o estilo de vida de Lennon e declarações públicas, como seu comentário sobre a banda ser "mais popular que Jesus" e as letras de suas canções solo "God" e "Imagine". Nos anos que antecederam o assassinato, desenvolveu uma série de obsessões, incluindo obras de arte e a música de Todd Rundgren. The Catcher in the Rye assumiu um grande significado pessoal para si, a ponto de desejar modelar sua vida segundo a do protagonista do romance, Holden Caulfield. Chapman também pensou em matar outras figuras públicas, incluindo Johnny Carson, Paul McCartney e Elizabeth Taylor. Ele não possuía antecedentes criminais e tinha acabado de se demitir de um emprego como segurança no Havaí.

Após o assassinato, a equipe jurídica de Chapman pretendia montar uma defesa de alegação de insanidade mental que seria baseada no depoimento de especialistas em saúde mental que disseram que ele estava em um estado psicótico delirante. Porém, o próprio fora mais cooperativo com a promotoria, que argumentou que seus sintomas estavam aquém de um diagnóstico de esquizofrenia. À medida que o julgamento se aproximava, ele acabou por instruir seus advogados de que queria se declarar culpado com base no que havia decidido ser a "vontade de Deus". O juiz atendeu a este pedido e o considerou competente para ser julgado. Ele foi condenado à prisão perpétua, com a estipulação de receber tratamento psiquiátrico.

Chapman recusou pedidos de entrevistas à imprensa durante seus primeiros seis anos na prisão; mais tarde, disse que lamentava o assassinato e não queria dar a impressão de que matou Lennon por fama e notoriedade. Após anos, forneceu entrevistas gravadas ao jornalista Jack Jones, que as usou para escrever o livro investigativo Let Me Take You Down: Inside the Mind of Mark David Chapman em 1992. Em 2000, Chapman se tornou elegível para liberdade condicional, que desde então foi negada catorze vezes. Sua vida foi dramatizada nos filmes The Killing of John Lennon (2006) e Chapter 27 (2007).

Mark David Chapman nasceu em 10 de maio de 1955, em Fort Worth, Texas. Seu pai, David Curtis Chapman, era sargento da Força Aérea dos Estados Unidos e sua mãe, Diane Elizabeth Pease, era enfermeira. Sua irmã mais nova, Susan, nasceu sete anos depois. Ele afirmou que vivia com medo de seu pai quando mais novo, que era abusivo com a esposa e os filhos. Ainda criança, começou a fantasiar sobre ter um poder divino sobre um grupo de "pequenas pessoas" imaginárias que viviam nas paredes de seu quarto. A família mudou-se para Decatur, Geórgia, onde ele estudou na Columbia High School. Quando tinha catorze anos, usava drogas e faltava às aulas. Certa vez, fugiu de casa para viver nas ruas de Atlanta por duas semanas. Também afirmou que sofria bullying na escola por não ser bom em esportes.

Em 1971, Chapman tornou-se presbiteriano renascido e começou a distribuir folhetos bíblicos. Conheceu sua primeira namorada, Jessica Blankenship, e começou a trabalhar como conselheiro de acampamento de verão na Associação Cristã de Moços (ACM) do condado de South DeKalb, Geórgia. Ele já frequentava a ACM, pois seu pai dava aulas de violão lá. Ficou muito popular entre as crianças, que o apelidaram de "Nemo" e foi nomeado diretor assistente após ganhar um prêmio de Conselheiro Extraordinário. Aqueles que o conheceram nessa época unanimemente o consideraram um excelente trabalhador.

Chapman leu The Catcher in the Rye, de J. D. Salinger, por recomendação de um amigo. O romance acabou adquirindo grande significado pessoal para si, na medida em que supostamente desejava modelar sua vida na do protagonista, Holden Caulfield. Depois de se formar na Columbia High School, Chapman se mudou por um tempo para Chicago e tocou violão em igrejas e casas noturnas cristãs enquanto seu amigo fazia imitações. Também foi bem sucedido em trabalhar para a Visão Mundial com refugiados vietnamitas em um campo de reassentamento em Fort Chaffee no Arkansas, após uma breve visita ao Líbano para o mesmo trabalho. Ele foi nomeado coordenador de área e assessor principal do diretor do programa David Moore, que mais tarde disse que Chapman se importava profundamente com as crianças e trabalhava duro. Na mesma época, passou a acompanhar Moore em reuniões com funcionários do governo e o então presidente Gerald Ford apertou sua mão.

Chapman se juntou a Blankenship como estudante no Covenant College, uma faculdade evangélica de artes liberais presbiteriana em Lookout Mountain, Geórgia. No entanto, ficou para trás em seus estudos e tornou-se obcecado pela culpa por ter traído sua namorada. Ele começou a ter pensamentos suicidas e a se sentir um fracasso. Largou o Covenant College depois de apenas um semestre e sua namorada rompeu o relacionamento logo depois. Chapman voltou a trabalhar no campo de reassentamento, mas saiu após uma discussão. Em 1977, mudou-se para o Havaí, onde tentou suicídio por asfixia com monóxido de carbono conectando uma mangueira ao escapamento de seu carro, mas esta derreteu e a tentativa falhou. Um psiquiatra o internou no Castle Memorial Hospital por depressão clínica. Após sua alta, começou a trabalhar no hospital. Depois que os seus pais iniciaram o processo de divórcio, sua mãe foi morar com ele no Havaí.

Em 1978, Chapman fez uma viagem de seis semanas ao redor do mundo. Visitou Tóquio, Seul, Hong Kong, Cingapura, Banguecoque, Deli, Beirute, Genebra, Londres, Paris e Dublin. Ele começou um relacionamento com sua agente de viagens, uma mulher nipo-americana chamada Gloria Abe, com quem se casou em 2 de junho de 1979. Chapman conseguiu um emprego no Castle Memorial Hospital como impressor, trabalhando sozinho em vez de com funcionários e pacientes. Em um curto espaço de tempo, foi despedido pelo hospital, recontratado, depois brigou aos gritos com uma enfermeira e pediu demissão. Depois disso, conseguiu um emprego como segurança noturno e começou a beber muito. Na mesma época, desenvolveu uma série de obsessões, incluindo arte, The Catcher in the Rye, música e o cantor John Lennon. Começou a frequentar galerias de arte e comprou duas obras de preço considerável: uma litogravura de Salvador Dalí e um autorretrato de Norman Rockwell. Em setembro de 1980, escreveu uma carta a uma amiga, na qual afirmava: "Estou ficando louco", e a assinou como "O Apanhador no Campo de Centeio". Chapman não tinha antecedentes criminais antes de sua viagem à cidade de Nova Iorque para matar Lennon.

Chapman supostamente começou a planejar matar o músico britânico John Lennon três meses antes do ocorrido. Fã de longa data da banda dele, os Beatles, Chapman se voltou contra o ídolo devido a uma conversão religiosa e ao polêmico comentário sobre os Beatles serem "mais populares que Jesus". Alguns membros do grupo de oração de Chapman fizeram uma piada em referência à canção "Imagine" de Lennon: "Ficou: 'Imagine, imagine se John Lennon estivesse morto'". Seu amigo de infância Miles McManushe lembrou dele afirmar que a canção seria "comunista".

Chapman também foi influenciado pelo livro John Lennon: One Day at a Time, de Anthony Fawcett, sobre o estilo de vida do músico em Nova Iorque. De acordo com sua esposa Gloria: "Ele estava com raiva porque Lennon pregava a paz e o amor, mas ainda tinha milhões". Chapman afirmou posteriormente: "Ele nos disse para imaginarmos não ter posses e lá estava ele, com milhões de dólares, iates, fazendas e propriedades rurais, rindo de pessoas como eu que acreditaram nas mentiras, compraram os discos e construíram grande parte de suas vidas em torno de sua música". Também se lembra de ter ouvido os álbuns solo de Lennon semanas antes do assassinato:

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