Neste Dia

Martha Rocha (política)

Delegada e Política Brasileira

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Martha Mesquita da Rocha (Rio de Janeiro, 30 de abril de 1959), conhecida como Delegada Martha Rocha é uma ex-delegada de polícia e política brasileira, filiada ao Partido Democrático Trabalhista. Atualmente é deputada estadual do Rio de Janeiro.

Passou a infância e a juventude junto com seus dois irmãos no bairro da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, onde seus pais portugueses se fixaram após virem de uma aldeia de Trás-dos-Montes. Antes de entrar na Polícia Civil aos 23 anos, tornou-se professora de ensino fundamental.

Formada em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sua formação acadêmica inclui especialização em Direitos Humanos na Universidade Candido Mendes e no Curso Superior de Polícia ministrado pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), tem pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal pela Universidade Estácio de Sá, como também em Administração Pública pela UERJ e pela Escola de Políticas Públicas e de Governo da UFRJ.

Em 1983, tornou-se escrivã na Polícia Civil, em um local onde não havia banheiro feminino, que acabou sendo conquistado após suas manifestações. Sete anos depois, ocupou o cargo de delegada, em que participou da criação das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher. Em 1993, se tornou a primeira mulher a chefiar o Departamento Geral de Polícia Especializada e em 2011 entrou para a história como a primeira mulher a assumir a Chefia da Polícia Civil.

Sua gestão ficou marcada pelo foco nas ações de prevenção aos crimes contra mulheres, a criação da Cidade da Polícia, as melhorias no atendimento nas delegacias e a ampliação no serviço de registro de ocorrência online, além de ações de combate ao contrabando, à pirataria e à contravenção.

No dia 13 de janeiro de 2019, seu carro foi alvo de disparos após um homem encapuzado portando fuzil descer de um utilitário e efetuá-los contra o veículo da deputada no bairro da Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Tentou se eleger deputada estadual em 2002 e em 2006 pelo PSB, não obtendo votos suficientes. Pelo mesmo partido, em 2004 candidatou-se ao cargo de vice-prefeita na chapa do ex-deputado federal Jorge Bittar (PT), ficando em 5° lugar do pleito vencido por César Maia em primeiro turno.

Em 2014, foi eleita para a legislatura 2015-2019 pelo PSD, e assumiu a presidência da Comissão de Segurança Pública e Assuntos de Polícia da ALERJ. Em abril de 2015, votou a favor da nomeação de Domingos Brazão para o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, nomeação que foi muito criticada na época. No dia 20 de fevereiro de 2017, votou contra a privatização da CEDAE.

Em 2018, foi reeleita deputada estadual pelo PDT. Em seu segundo mandato, tornou-se presidente da CPI do Feminicídio e da comissão de fiscalização dos gastos do estado do Rio de Janeiro no combate à COVID-19.

Em 2020, foi candidata a prefeita da cidade do Rio de Janeiro, e terminou a eleição em 3.° lugar com 11,30% dos votos válidos.

Em 2022, foi reeleita deputada estadual com 61 767 votos.

Em fevereiro de 2024, votou contra a manutenção do mandato da deputada Lucinha, que havia sido afastada do cargo pelo Tribunal de Justiça do estado, acusada de possuir ligações com milicianos.

Em dezembro de 2024, o prefeito Eduardo Paes anunciou a nomeação de Martha Rocha para o cargo de secretária municipal de Assistência Social do Rio de Janeiro, com posse em janeiro de 2025. Com isso, ela se licenciou do mandato de deputada estadual na Alerj.

Mesmo licenciada, projetos de lei de sua autoria foram aprovados e promulgados pela Alerj em 2025, incluindo:

a Lei estadual nº 10.851/2025, que garante meia-entrada em eventos artísticos e culturais para pessoas com doenças graves;

a Lei estadual nº 10.854/2025, que autoriza órgãos públicos estaduais a notificarem infratores via SMS sobre autuações administrativas, inclusive de trânsito;

a Lei estadual nº 10.863/2025, que inclui o Pix como forma de pagamento em pedágios estaduais, alterando a Lei nº 8.014/2018.

Em setembro de 2025, ela foi exonerada temporariamente da secretaria para retornar à Alerj e participar das discussões e votações do “pacotão da segurança”, apresentando mais de 100 emendas aos projetos. Após as votações, foi renomeada para o cargo.

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