Mauro da Silva Gomes (São Bernardo do Campo, 12 de janeiro de 1968) é um ex-futebolista brasileiro que atuava como volante. Atualmente é vice-presidente da Federação Paulista de Futebol.
Iniciou sua carreira em 1985 no Guarani, onde disputou suas duas primeiras temporadas, porém sem muito destaque.
Disputou sete partidas do Campeonato Paulista, uma pelo Brasileirão e três pela Copa Libertadores, competição na qual estreou em 12 de julho de 1988, em partida contra o Universitario, no Estádio Nacional, no Peru.
Em 1990, Mauro Silva foi comprado pelo Bragantino, por uma bagatela de Cr$ 100 mil (valor muito baixo para a época), treinado por Wanderlei Luxemburgo. Apesar da sua juventude e falta de experiência em pouco tempo, tornou-se em um dos principais jogadores do time. Após duas ótimas temporadas e conquista de um Campeonato Paulista, ele foi convocado para seleção pelo técnico Paulo Roberto Falcão.
Em 1991, com Carlos Alberto Parreira no banco, o time chegou perto de conquistar o Campeonato Brasileiro. Ficou em segundo lugar na primeira fase e enfrentou o Fluminense nas semifinais do campeonato, no Maracanã. Diante de 74.000 espectadores, Bragantino venceu por 1 a 0 com um gol de Franklin e com uma atuação notável de Mauro Silva, que lhe rendeu os elogios do histórico Eusébio, presente no estádio. Bragantino certificou a eliminação do Fluminense no jogo de volta, com um empate por 1 a 1. Mauro Silva também foi titular nos dois jogos da final, em que o São Paulo de Telê Santana acabou conquistando o título, após vencer por 1 a 0 no Morumbi e empatar sem gols em Marcelo Stéfani.
No verão de 1992 foi comprado pelo Deportivo La Coruña, da Espanha, e apresentado juntamente com os compatriotas Donato e Bebeto, também futuras lendas do clube galego; Silva imediatamente se impõe como um homem-chave na formação do técnico Arsenio Iglesias.
Por 13 anos, no Deportivo La Coruña, da Espanha, onde foi ídolo junto a outros dois brasileiros: Bebeto e Donato. No ano de 2000, Mauro chegou a recusar uma proposta para fazer parte dos Galácticos do Real Madrid.
Encerrou sua carreira no dia 22 de maio de 2005, num jogo entre o La Coruña e o Mallorca no Estádio Riazor. É o terceiro atleta do La Coruña com maior número de partidas pelo clube, atrás somente de Fran e Manuel Pablo.
Em dezembro de 2016, quando o Deportivo comemorou seu 110º aniversário, Mauro Silva foi escolhido pelos torcedores do clube como o melhore jogador de sua história.
A sessão plenária da Câmara Municipal de Corunha aprovou a dedicação de uma rua na cidade em 2005 para Mauro Silva, mas não foi até 2018 quando entrou em vigor.
Pela Seleção Brasileira, Mauro Silva foi campeão da Copa do Mundo FIFA de 1994, realizada nos Estados Unidos. O volante atuou nas sete partidas, disputando um total de 616 minutos. Três anos depois esteve no grupo que conquistou a Copa América de 1997.
Mauro Silva Caracterizava-se por sua grande técnica, a sua potênncia física e, sobre tudo, por sua firmeza no campo e a sua capacidade de comandar, além de sua habilidade para roubar a bola e interceptar passes, e por perder poucas vezes a posse de bola.
Indiscutível titular para treinadores e torcedores, ele converteu-se num dos melhores jogadores do mundo em sua posição. Para alguns expertos do mundo do futebol, foi um dos melhores centrocampistas defensivos da história.
Em 2022, Mauro Silva submeteu-se a exame de ancestralidade, onde descobriu que possui uma sopa genética, onde possui 42% de ancestralidade africana, 46% de ancestralidade europeia (Península Ibérica, Itália e Sardenha), 6% de ancestralidade do Oriente Médio e 6% americana.
Copa do Rei: 1994–95 e 2001–02
Supercopa da Espanha: 1995, 2000 e 2002
Troféu Juan Acuña: 1998, 1999 e 2000
Troféu Teresa Herrera: 2000, 2001, 2002, 2003 e 2004