Max Ophüls, nascido Maximillian Oppenheimer (Saarbrücken, 6 de maio de 1902 — Hamburgo, 26 de março de 1957) foi um cineasta alemão que dirigiu cerca de 30 filmes.
Inicialmente com a intenção de seguir carreira como ator, ele começou como ator de teatro em 1919 e atuou no Teatro de Aachen de 1921 a 1923. Depois, trabalhou como diretor de teatro, tornando-se o primeiro diretor do teatro municipal de Dortmund. Ophüls migrou para a produção teatral em 1924. Tornou-se diretor criativo do Burgtheater em Viena em 1926.
Tendo 200 peças em seu currículo, voltou-se para a produção cinematográfica em 1929, quando se tornou diretor de diálogos sob a orientação de Anatole Litvak na UFA em Berlim. Ele trabalhou por toda a Alemanha e, em 1931, dirigiu seu primeiro filme, o curta-metragem de comédia Dann schon lieber Lebertran (literalmente Neste Caso, Em Comparação com Óleo de Fígado de Bacalhau).
De seus primeiros filmes, o mais aclamado é Liebelei (1933), que possui vários dos elementos pelos quais ele ficou conhecido: cenários luxuosos, uma atitude feminista e um duelo entre um homem mais jovem e um homem mais velho.
Prevendo a ascensão nazista, Ophüls, um judeu, fugiu para a França em 1933 após o incêndio do Reichstag e tornou-se cidadão francês em 1938. Após a França cair para a Alemanha, ele viajou pela Suíça e Itália, onde dirigiu Everybody's Woman (1934). Em julho de 1941, antes de partir para os Estados Unidos, ficou em Portugal, em Estoril, na Casa Mar e Sol. Já em Hollywood, apoiado pelo diretor Preston Sturges, fã de longa data, dirigiu vários filmes de destaque.
Seu primeiro filme em Hollywood foi o filme The Exile (1947), de Douglas Fairbanks, Jr. Carta de uma Mulher Desconhecida (1948), de Ophüls, derivada de uma novela de Stefan Zweig, é o filme americano mais respeitado. Caught (1949) e The Reckless Moment (1949) vieram antes de seu retorno à Europa em 1950.
De volta à França, Ophüls dirigiu e colaborou na adaptação de La Ronde (1950), de Arthur Schnitzler, que ganhou o BAFTA de Melhor Filme em 1951, e Lola Montès (1955), estrelado por Martine Carol e Peter Ustinov, além de Le Plaisir e Os Brincos de Madame de... (1953), este último com Danielle Darrieux e Charles Boyer, que encerrou sua carreira.