Maximiliano Gastón López, mais conhecido como Maxi López (Buenos Aires, 3 de abril de 1984), é um ex-futebolista argentino, que atuava como atacante.
Maxi começou a jogar futebol com o Estrella de Maldonado, clube onde foi goleador. Enquanto cursava o ensino fundamental na Escola Vicente López, Maxi jogava futebol nas categorias de base do River Plate, o qual admirava.
A morte de seu pai com pouca idade o obrigou a ajudar a sustentar sua família. Foi goleador da sétima categoria e campeão da mesma, estreando na equipe profissional com a camisa 7, com somente 17 anos, em 22 de julho de 2001 em partida válida pela Copa Mercosul, sob o comando de Ramón Ángel Díaz. O River perdeu por 4 a 2 para o Grêmio.
Maxi marcou seu primeiro gol com apenas 17 anos, sete meses e um dia, convertendo-se no segundo jogador mais jovem a marcar do clube. Pelo River, conquistou três Torneios Clausura, em 2002, 2003 e 2004 (25 gols neste tempo) e um vice-campeonato da Copa Sul-americana de 2003.
Com o passar do tempo, López começou a disputar a titularidade da equipe com Fernando Cavenaghi e passou a ter atuações destacadas.
Em janeiro de 2005, Maxi López foi contratado pelo Barcelona, por € 16,4 milhões e assinando um contrato com cláusula de rescisão de € 42 milhões, sendo o 18.º argentino contratado pelo clube catalão. O "atacante loiro" era seguido havia algum tempo pelo Barça e sua chegada foi de um "craque midiático", segundo a imprensa especializada. Os motivos do clube para contratálo eram a recente lesão de Henrik Larsson e o fato de Maxi ser "um dos principais expoentes da jovem geração de futebolistas argentinos que deslumbram com seu futebol", apostando na sua "potência, rapidez, jogo aéreo e inteligência"[carece de fontes?]
O atacante estreou no Campeonato Espanhol de 6 de fevereiro de 2005, jogando os últimos treze minutos da partida entre Barcelona e Atlético de Madri, que acabou em 2 a 0 para os madrilenhos. No entanto, em 3 de maio desse mesmo ano, ele sofreu uma ruptura do quinto metatarsiano do pé direito, ficando fora dos gramados por vários meses. Já recuperado da sua lesão, a sua estreia como titular ocorreu em 1 de março de 2005, em um empate em zero com o Espanyol. Pelo Barcelona, Maxi López conquistou o Campeonato Espanhol de 2004-2005, e a Supercopa da Espanha. Nesta temporada, a sua melhor atuação ocorreu na partida de ida pelas oitavas-de-final da Liga dos Campeões da UEFA, contra o Chelsea da Inglaterra, em que ele anotou um tento e deu uma assitência para fechar o placar em 2 a 1, que, contudo, não serviria para fazer o time espanhol passar às quartas-de-final da competição.
Em 2006 López conquistou o Campeonato Espanhol de 2005-2006 e ganhou a Liga dos Campeões da UEFA. Ele perdeu espaço com a chegada de Frank Rijkaard, jogando poucos minutos nas temporadas em que o neerlandês comandava a equipe. O jogador, então, declarou que priorizaria a aprendizagem em detrimento dos interesses econômicos ou de transferências.
Em 14 de junho de 2006, devido à contratação de Eidur Gudjohnsen pelo Barça, Maxi foi emprestado ao RCD Mallorca com mesmo rótulo de "craque midiático", e fazendo três gols na Liga de 2006-2007, em 23 partidas disputadas. Segundo o site do jornal "Marca", Maxi López foi a decepção da temporada 2006/07: "Chegou emprestado pelo Barça e com a etiqueta de 'craque' midiático não esteve à altura do que se esperava dele. O Mallorca o apresentou como a principal estrela de seu projeto para esta temporada, no entanto, o argentino não aproveitou a oportunidade para fazer-se um eco no clube. Só fez três gols, uma bagagem muito pobre para um atacante a quem alguns denominam o 'Drogba branco'".
Em 16 de agosto de 2007 foi anunciada a sua venda para o FC Moscou, por € 2 milhões, onde se manteve por duas temporadas na Rússia fazendo apenas 25 jogos e marcando 9 gols.
Em 13 de fevereiro de 2009, o Grêmio anunciou a contratação do jogador, por empréstimo junto ao FC Moscou com opção de compra de 50% dos direitos federativos do jogador ao final do empréstimo fixados em € 1,5 milhões(R$ 4,3 milhões). A negociação foi marcada por longas tratativas, que duraram mais de quarenta e cinco dias. A duração do novo contrato do atleta é de um ano. Ao final, Maxi aceitou o salário em torno de 90 mil dólares por mês.
Maxi estreou oficialmente pelo Grêmio em 8 de março de 2009, em partida válida pelo Campeonato Gaúcho 2009, contra o Santa Cruz, no Estádio dos Plátanos. O jogo acabou em 3-2 para o Santa Cruz e Maxi não marcou nenhum gol.
Maxi estreou oficialmente no Estádio Olímpico Monumental no dia 18 de março de 2009 contra o São José-POA, entrando aos 23 minutos do segundo tempo e marcando um lindo gol aos 41.
Em 24 de junho de 2009, Maxi foi acusado pelo jogador Elicarlos, do Cruzeiro, de ter se expressado de maneira racista, em partida válida pela semifinal da Copa Libertadores. O jogador foi intimado a depor e então aberto inquerito. López negou a acusação e nada foi comprovado.
Maxi marcou quatro gols na Copa Libertadores da América de 2009, sendo um dos artilheiros da equipe. No dia 19 de julho de 2009, López fez o gol que garantiu a vitória do Grêmio no Grenal centenário.
Segundo o Conselho de Administração do Grêmio, seria feito um contrato de três anos com o jogador. No dia 29 de dezembro de 2009, o Grêmio realizou o depósito da quantia em juízo e exerceu o direito de compra de 50% do passe do jogador. O próprio atleta teria de repassar um milhão de euros ao FC Moscou para se liberar. Contudo, López fugiu sem tocar no dinheiro. Como consequência, teria de comparecer a uma audiência para receber o montante ou deveria ir à Justiça do Trabalho.
No dia 4 de janeiro de 2010, Maxi López enviou um telegrama a direção do Grêmio informando que não queria mais jogar pelo clube. Como o Grêmio exerceu seu direito e depositou a quantia de 1,5 milhão de euros, entendeu que o atleta tinha ainda contrato com o clube. O jogador, contudo, passou a não fazer mais parte do plantel. Na única temporada em que atuou pelo clube, marcou 17 gols em 41 partidas, sendo artilheiro da equipe.
Mesmo em litígio com o Grêmio, Maxi foi anunciado, no dia 20 de janeiro de 2010, como nova contratação do Catania, da Itália. Entretanto, o departamento jurídico do Grêmio enviou uma intimação ao clube italiano e recorreu à Fifa. Mesmo com a advertência por parte do clube brasileiro, o time do estádio Angelo Massimino apresentou López no dia 21 de janeiro como novo jogador. Na chegada, o jogador declarou que considera o futebol italiano o melhor do mundo. Algum tempo depois, o atacante declara que iria regressar ao Grêmio dentre dois a três anos, critica o antigo dirigente, Meira, e afirma que "Essas pessoas como Meira não fazem bem ao Grêmio". Disse também que o jornalista autor da entrevista poderia adotar o seguinte título para a entrevista "Máxi Vai Voltar".