Neste Dia

Maximiliano Maria Kolbe

Padre polonês e mártir

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São Maximiliano Maria Kolbe nascido Rajmund Kolbe, O.F.M. Conv. (Zduńska Wola, Polônia, 8 de janeiro de 1894 – Auschwitz, 14 de agosto de 1941), foi um padre missionário franciscano da Polônia. Morreu como mártir no campo de extermínio de Auschwitz, como voluntário para morrer de fome no lugar de Franciszek Gajowniczek como castigo pela fuga de um outro prisioneiro, que lhe deu o privilégio de ser aceito pelo Estado de Israel como Justo entre as Nações.

Foi canonizado pelo seu compatriota, o Papa João Paulo II, em 10 de outubro de 1982, na presença de Franciszek, que sobreviveu aos horrores de Auschwitz. O próprio Papa, em numerosos textos, chama-o de “Santo do nosso século difícil”.

Batizado como Rajmund Kolbe, era o segundo filho de Juliusz Kolbe e Maria Dąbrowska, integrantes da Ordem Terceira Franciscana e tecelões da cidade de Zduńska Wola. Quando Raimundo tinha 10 anos, teria tido uma aparição de Nossa Senhora, que nunca mais esqueceu. Sua mãe revelou este acontecimento aos confrades de seu filho depois de sua morte, numa carta de 12 de outubro de 1941.

Em 29 de Junho de 1902, Raimundo recebe a primeira comunhão em Pabianice, para onde se transferiu com a sua família.

Em 1907, o Padre Pellegrino Haczela O.F.M.Conv, durante a sua missão em Pabianice, anunciou do púlpito a próxima abertura de um novo seminário em Lwóv. Raimundo e o seu irmão Francisco ouviram a sua homilia e perguntaram como entrar na Ordem dos Frades Menores Conventuais. Lwóv era um território austro-húngaro e para lá chegar eles deveriam atravessar clandestinamente a fronteira, para chegar ao convento.

Depois de 3 anos, passados lá, chega para Raimundo e Francisco o momento de uma decisão séria: iniciar ou não uma vida religiosa. Ambos desejavam servir o exército polonês, lutando por seu país e pela sua Rainha. Quando já estavam decididos de deixar o seminário, enquanto estavam a caminho da sala do Reitor para comunicar a desistência, foram informados que a mãe, Maria Dąbrowska, tinha chegado para visitá-los. Ela fora informar que o irmão mais novo, José, também decidira entrar para ser frade. Para Raimundo, isso foi um sinal da vontade da Imaculada, então iniciou o noviciado.

Em 28 de outubro de 1912, Kolbe parte para Roma onde permanece 7 anos no Colégio Seraphicum. No dia 1 de novembro de 1914, depois de 3 anos dos votos temporários, Raimundo emite a profissão solene, se tornando então Frei Maximiliano "Maria" Kolbe. Ele acrescenta "Maria" ao nome religioso, exprimindo a característica de sua espiritualidade.

Em 1914, no ano em que professa os votos perpétuos, o seu pai, mebro da Ordem Terceira Franciscana, que vivia em Czestochowa e tinha uma loja de artigos religiosos, após sua esposa ir viver a vida religiosa, foi feito prisioneiro pela Rússia Czarista e enforcado por eles em Olkusz. A esposa e mãe de São Kolbe foi viver em um convento beneditino de onde escreveu uma carta narrando as experiências místicas do filho.

Estudou filosofia durante 3 anos, formando-se em 22 de novembro de 1915, na Pontifícia Universidade Gregoriana. Em seguida, continuou os seus estudos, dedicando-se à ciência e matemática, incluindo trigonometria, física e química; em seguida, ao estudo da teologia na Pontifícia Universidade Teológica de São Boaventura.

Em 1917, jogando futebol, Frei Maximiliano sofreu uma grave hemorragia e foi-lhe diagnosticado tuberculose. No mesmo ano, a Virgem confiou aos três pastorinhos de Fátima uma missão que é o escopo da Milícia da Imaculada (M.I.).

Tornou-se sacerdote, no dia 28 de abril de 1918, na igreja Sant'Andrea della Valle. No dia seguinte, celebrou a sua primeira missa na Igreja de Sant'Andrea delle Fratte, lugar onde a Virgem apareceu e converteu milagrosamente o judeu Alphonse Ratisbonne, em 1842. Esse milagre era uma prova da eficácia da Medalha Milagrosa, que Alphonse Ratisbonne tinha ganho. Frei Maximiliano teve a inspiração de fundar a MI, o movimento dos Cavaleiros da Imaculada e de adotar a mesma medalha como escudo e emblema dos seus cavaleiros.

Naquela época, ocorria uma fervente atividade anticristã, na qual se destacavam os maçons. Eles estavam especialmente contra o Vaticano, o principal centro da Cristandade e a Sede do Vigário de Cristo. Então, Frei Maximiliano se dá conta de que era necessária uma renovação espiritual para superar esse ataque à sua Igreja Católica Apostólica Romana. Como franciscano, seguiu a fonte do ideal de São Francisco. De fato, a educação recebida na Ordem franciscana, manifestada pela apaixonada defesa do dogma da Imaculada Conceição, teve uma forte influência sobre o desenvolvimento de seu apostolado mariano. Para ele, como para São Francisco, a vocação franciscana significava difundir Cristo em todas as classes sociais e não somente numa vida de santificação pessoal, vista entre os muros de um convento.

A Milícia da Imaculada foi fundada em 16 de outubro de 1917, em Roma, Itália, por sete jovens frades, entre eles, José Pal, Antônio Glowinski, Jerônimo Biasi, Quirico Pignalberi, Antônio Mansi, Henrique Granata e Maximiliano Kolbe. Todos reunidos em um pequeno quarto, no Colégio Seráfico Internacional. Algumas velas, uma imagem, um único ideal: "Conquistar o mundo inteiro a Cristo, sob a mediação e proteção de Nossa Senhora", utilizando todos os meios lícitos, principalmente os meios de comunicação social.

Era noite e Frei Maximiliano Kolbe trazia consigo somente a oitava parte de uma folha de papel. Nela escreveu os principais pontos do movimento que acabava de fundar. "Milícia da Imaculada. Ela esmagará a tua cabeça (Gênesis 3,15). Sozinha venceste todas as heresias no mundo inteiro". Uma jaculatória, uma medalha e a conversão de toda a humanidade, aliás, sua santificação.

São Maximiliano, ao criar o movimento, concebeu três objetivos fundamentais, para seguir com a obra. Sendo eles:

(Finalidade): Procurar a conversão dos pecadores, dos hereges, dos cismáticos e, especialmente, dos maçons e dos judeus. Além da santificação de todos sob o patrocínio e por intermédio da B.B.M. Imaculada;

(Condições): Oferecimento total de si mesmo, como instrumento em Suas mãos Imaculadas; Levar a Medalha Milagrosa;

(Meios): Rezar, fazer penitência, oferecer a Deus os cansaços e os sofrimentos quotidianos da vida; dirigir-se, possivelmente todos os dias, à Imaculada com a jaculatória; "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós, e por todos aqueles que a vós não recorrem, e principalmente os inimigos da santa igreja". Usar qualquer meio válido e legítimo à disposição para a conversão e a santificação dos homens, mas, sobretudo, a imprensa e a medalha milagrosa. Fazer-se, assim, intérpretes esperados do Evangelho e capazes de suscitar escolhas cristãs e vocacionais com a oração, a penitência, o bom exemplo, a cordialidade, a doçura, a bondade, como reflexo das acções da Imaculada

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