Santa Melissa (em Espanhol: Melissa; em asturiano: Melita; em latim: Melissae; em grego clássico e grego koiné: Μελιτινή, Μελιτίνη; romaniz.: Melitinē, Melitini; Gijón, 28 de fevereiro de 126 – Marcianópolis, 16 de setembro de 157) foi uma virgem e mártir lendária das tradições cristãs do século II. Segundo a lenda, era uma missionária e monja (ou freira) vinda da Hispânia e caminhou da Península Ibérica até os Bálcãs em Marcianópolis com a missão de evangelizar para outros povos ao mesmo tempo que a Trácia, região onde se localizava a cidade, era controlada pelo governador Antíoco. Foi martirizada por ele durante a perseguição do imperador Antonino Pio (r. 138–161). Sua festa litúrgica é celebrada no dia 16 de setembro pela igreja católica romana localmente na Espanha e pela igreja ortodoxa grega.
Melissa, uma cristã devota originária da região de Gijón (Gegionem em latim) na região da Hispania, foi enviada como missionária e freira à Trácia durante o reinado de Antonino Pio. Lá, sob o governo do perseguidor Antíoco, sua pregação levou à conversão de muitos pagãos, o que resultou em sua prisão. Dotada de dons milagrosos, ela destruiu os ídolos de Apolo e Hércules, causando escândalo entre os gentios e agravando a ira das autoridades. Recusando-se a renunciar à sua fé cristã, ela foi confiada à esposa de Antíoco e a um grupo de mulheres influentes que tentaram, em vão, persuadi-la a abandonar sua fé.
A tentativa de persuadi-la a renunciar à fé fracassou. Melissa resistiu a todas as pressões e conseguiu converter a esposa de Antíoco e outras mulheres do círculo pagão. A mulher encarregada de induzi-la à idolatria também se converteu ao cristianismo. Juntos, começaram a evangelizar em segredo, enfrentando a constante ameaça de perseguição.
Quando Antíoco descobriu a conversão de sua esposa, ficou furioso e ordenou sua execução imediata. Melissa e a esposa do governador foram decapitadas, selando seu testemunho de fé com o martírio. Melissa enfrentou a morte com coragem inabalável, como alguém caminhando para a glória, recebendo a coroa eterna reservada aos santos mártires.
Algum tempo depois, um cristão macedônio chamado Acácio, passando por Marcianópolis a caminho de sua terra natal, soube que as relíquias sagradas de Santa Melissa ainda estavam insepultas. Movido por piedade e zelo, ele se aproximou do governador e pediu permissão para levar o corpo da santa consigo para um sepultamento digno em sua região. Antíoco, desconhecendo a verdadeira intenção de Acácio, concedeu-lhe permissão.
Acácio colocou cuidadosamente os restos mortais de Santa Melissa em um baú e imediatamente zarpou. No entanto, durante a viagem, ela adoeceu gravemente e morreu. O navio atracou em um promontório na ilha de Lemnos, e lá, de acordo com a vontade da falecida, seus companheiros de viagem enterraram as relíquias da santa mártir. O próprio Acácio, que havia demonstrado tanto amor e reverência pelos mártires de Cristo, foi sepultado ao lado do túmulo de Santa Melissa.
A memória dos Santos Melissa e Acácio permanece viva na tradição cristã como um exemplo de fidelidade, zelo apostólico e devoção inabalável. Sua história representa não apenas o triunfo da fé sobre a perseguição, mas também o poder da verdade evangélica, capaz de transformar corações mesmo dentro das estruturas de poder pagãs do Império Romano.
Biblioteca Hagiográfica Arábica
Artigo da OCA para os santos de 16 de setembro
16 de setembro - Martirológio Romano Santa Melissa, de Verônica Brandt
Santos Católicos Santa Melitina