Metro-Goldwyn-Mayer Studios, Inc. (também conhecida como Metro-Goldwyn-Mayer Pictures, comumente referida como Metro-Goldwyn-Mayer, abreviada como MGM) é uma empresa americana de produção e distribuição de filmes e televisão com sede em Culver City, Califórnia. A Metro-Goldwyn-Mayer foi fundada em 17 de abril de 1924 e pertence à subsidiária Amazon MGM Studios da Amazon desde 2022.
A MGM foi formada por Marcus Loew pela fusão da Metro Pictures, Goldwyn Pictures e Louis B. Mayer Pictures em uma única empresa. Contratou diversos atores renomados como atores contratados — seu slogan era "mais estrelas do que no céu" — e logo se tornou a produtora cinematográfica mais prestigiada de Hollywood, produzindo filmes musicais populares e ganhando muitos prêmios da Academia. A MGM também possuía estúdios de cinema, terrenos para filmagens, salas de cinema e instalações de produção técnica. Sua era mais próspera, de 1926 a 1959, foi marcada por duas produções de Ben-Hur. Desfez-se da rede de cinemas Loews e, em 1956, expandiu-se para a produção televisiva.
Em 1969, o empresário e investidor Kirk Kerkorian comprou 40% da MGM e mudou drasticamente a operação e a direção do estúdio. Ele contratou uma nova administração, reduziu a produção do estúdio para cerca de cinco filmes por ano e diversificou seus produtos, criando a MGM Resorts International, uma empresa de hotéis e cassinos com sede em Las Vegas. Em 1980, Kerkorian dividiu a MGM em duas empresas separadas para se concentrar em seus hotéis e resorts. O estúdio foi renomeado como Metro-Goldwyn-Mayer Film Co. e, em 1981, adquiriu a United Artists (UA). Em 1986, Kerkorian vendeu a MGM/UA para Ted Turner, que manteve os direitos sobre o acervo de filmes da MGM, vendeu o terreno do estúdio em Culver City para a Lorimar e vendeu o restante da MGM de volta para Kerkorian alguns meses depois. Após Kerkorian vender e readquirir a empresa na década de 1990, ele expandiu a MGM comprando a Orion Pictures e a Samuel Goldwyn Company, incluindo os acervos cinematográficos de ambas. Finalmente, em 2005, Kerkorian vendeu a MGM para um consórcio que incluía a Sony Pictures.
A MGM esteve listada na Bolsa de Valores de Nova Iorque até 1986, quando foi vendida para a Turner. A empresa fez seu terceiro IPO na mesma bolsa em 1997.
Em 2010, a MGM entrou com pedido de proteção contra falência e reorganização sob o Capítulo 11. Após a reorganização, saiu da falência ainda naquele ano sob a propriedade de seus credores. Dois ex-executivos da Spyglass Entertainment, Gary Barber e Roger Birnbaum, tornaram-se co-presidentes e co-CEOs da nova MGM Holdings. Após a saída de Barber em 2018, o estúdio buscou ser adquirido por outra empresa para pagar seus credores. Em maio de 2021, a Amazon adquiriu a MGM por 8,45 bilhões de dólares; o negócio foi concluído em março de 2022. Em outubro de 2023, a Amazon Studios absorveu a MGM Holdings e se renomeou como Amazon MGM Studios. Em 2023, suas franquias cinematográficas de maior sucesso comercial incluem James Bond e Rocky, enquanto suas produções televisivas mais recentes incluem Fargo e The Handmaid's Tale.
Como subsidiária da Amazon MGM Studios, a MGM é membro da Motion Picture Association (MPA); foi membro fundador antes de se desligar da associação após a aquisição em 2005.
O lema oficial do estúdio é "Ars Gratia Artis", uma frase em latim que significa "Arte pela arte". Foi escolhida por Howard Dietz, chefe de publicidade do estúdio em 1924. A logo do estúdio é um leão rugindo, envolto por um círculo com o lema do estúdio inscrito. A logo, que apresenta "Leo, o Leão," foi criada por Dietz em 1916 para a Goldwyn Pictures e foi usada mais tarde em 1924 para representar a MGM. Dietz baseou-se no mascote símbolo da Columbia University, que tinha como animal um leão. originalmente silencioso, o som do rugido de Leo foi adicionado aos filmes pela primeira vez em agosto de 1928. O slogan popular do estúdio é "more stars than there are in heaven", ( mais estrelas que as que estão no firmamento) é uma referência ao grande número de estrelas de cinema que tinham contrato com o estúdio na década de 1930. Esse segundo slogan também foi criado por Deitz, e foi provavelmente usado pela primeira vez em 1932. O nome METRO-GOLDWYN-MAYER foi usado pela primeira vez em 1924 e foi registrado como marca no começo da década de sessenta, sendo renovado em 2001.
Do final da era do cinema mudo, até a Segunda Guerra Mundial, a Metro-Goldwyn-Mayer era o maior e mais rentável estúdio de cinema de Hollywood. Tendo decaído lentamente durante as décadas de 1950 e 1960. Embora muito dos filmes desse período tenham se saído bem nas bilheterias, o estúdio sofreu prejuízos significativos durante os anos de 1960. Edgar Bronfman, Sr. comprou uma participação majoritária da MGM em 1966 (tendo sido presidente do conselho brevemente em 1969), e em 1967 a Time Warner se tornou a sócia majoritária da empresa. Em 1969, Kirk Kerkorian comprou 40% da MGM de Bronfman e da Time, cortou pessoal e custos de produção, forçando o estúdio a encerrar suas produções cinematográficas em 1973. O estúdio continuou a distribuir filmes durante esse período usando o mesmo nome, mas retornou a realizar filmes em 1980.
A MGM tentou reconstruir sua capacidade de produção em 1981 comprando a United Artists (juntamente com a lucrativa franquia de James Bond). Houve um aumento nas dividas de estúdio por causa dessa volta a produção cinematográfica.
Em 1924, o magnata de salas de cinema Marcus Loew comprou a Metro Pictures Corporation (fundada em 1916) e a Goldwyn Pictures (fundada em 1917) para assegurar o fornecimento constante de filmes para a sua cadeia de salas de cinema, a Loews Cineplex Entertainment. Todavia, essas compras trouxeram a necessidade de alguém para comandar seus negócios em Hollywood, já que seu assistente mais antigo, Nicholas Schenck era necessário em New York para administrar os cinemas. Loew resolveu a questão após comprar a Mayer Pictures em 16 de abril de 1924. Devido ao seu trabalho e sucesso como produtor, Louis B. Mayer foi feito vice-presidente da nova empresa e chefe das operações do estúdio na Califórnia, com Harry Rapf e Irving Thalberg como diretores de produção. Por décadas a MGM era apresentada nos pôsteres de seus filmes como "Controlled by Loew's" Originalmente, os novos filmes do estúdio eram apresentados da seguinte maneira: "Louis B. Mayer presents a Metro-Goldwyn picture", mas Mayer logo adicionou seu nome no estúdio. Embora Loew's Metro fosse o sócio majoritário, a nova empresa herdou os estúdios da Goldwyn em Culver City, Califórnia, e o então ex-mascote da Goldwyn; Leo, o leão (que substitui o antigo símbolo da Metro, um papagaio), além ainda do slogan da corporação, Ars Gratia Artis Art for Art's Sake.
Também foi herdado da Goldwyn uma produção em andamento, Ben-Hur, que estava sendo filmada em Roma há muitos meses a um grande custo de produção. A Mayer trouxe grande parte do que havia sido filmado e deslocou a produção do filme para Culver City. Embora Ben–Hur fosse a filme mais caro feito até então, ele trouxe o primeiro sucesso de bilheteria da MGM. Ainda em 1925, com os sucessos de The Big Parade e Ben-Hur, a MGM ultrapassou a Universal Studios e se tornou o maior estúdio de cinema de Hollywood. Marcus Loew morreu em 1927, e o controle da Loew's passou para seu sócio, Nicholas Schenck. William Fox da Fox Film Corporation em 1929, com a autorização de Schenck comprou todas as ações da família de Loew. Mayer e Thalberg discordaram da decisão. Mayer usou suas ligações políticas para persuadir o Departamento de Justiça para impedir a operação por políticas de antitruste. Durante esse período, no verão de 1929, Fox foi gravemente ferido num acidente automobilístico. No tempo que se recuperava, ocorreu a Crise de 29 no final daquele ano, pondo fim a possibilidade de fusão da Fox e da MGM. Schenck e Mayer nunca tinham se dado muito bem, e a tentativa fracassada de fusão com a Fox só fez crescer a animosidade entre os dois homens.