Mia Rose (Londres, 26 de Janeiro do 1988), nome artístico de Maria Antónia Teixeira Rosa, é uma cantora-compositora e atriz luso-inglesa que atingiu o sucesso através do sítio de partilha de vídeos YouTube, onde rapidamente chegou a uma das artistas mais visionadas.
Desde 2007 até 2011, Mia Rose foi a artista com maior número de assinantes no Reino Unido, e, no mesmo país, tem o segundo canal de YouTube com maior número de visualizações. Os vídeos de Mia Rose já foram visionados mais de 125 milhões de vezes. Já foi assunto de artigos na Rolling Stone, The Sun,[carece de fontes?] The Atlantic[carece de fontes?] e no The Age, (publicado também no Sydney Morning Herald) foi também destacada na BBC Radio 5 Live podcast.
Em janeiro de 2007, Mia assinou contrato com a NextSelection/Universal através de Ryan Leslie. Mia Rose acabou por desistir da Universal Music, visto que os produtores e agentes desta produtora famosa queriam torná-la na nova "Rihanna", enquanto Mia queria ter um estilo musical próprio, então Mia fez justiça à sua honestidade e optou pela NextSelection. Passado um mês Rose estabeleceu contrato com Tommy Mottola da Mottola Company para gestão de carreira. Ao longo do seu tempo nos EUA, Mia Rose trabalhou com produtores e compositores influentes como Brent Pashke, Uness e Kara DioGuardi. Mia gravou dois singles, "Hold Me Now" e "Hot Boy" para a editora NextSelection que não chegaram a ser lançados. Devido às dificuldades que as grandes editoras estavam a atravessar devido à revolução digital, Mia decidiu regressar à Europa para focar os seus esforços em aumentar a sua base de fãs e seguir a sua carreira como artista.[carece de fontes?]
Mia Rose continuou a sua carreira na Europa, produziu alguns singles de sucesso, como "Let Go". Para além disso, Mia voltou para Portugal onde é protagonista de uma série chamada "I Love It", isto, depois de ter participado numa série brasileira Acampamento de Férias II - A Árvore da Vida, para a TV Globo e, depois de ter regressado aos EUA, para Los Angeles para participar como protagonista na primeira série online interativa da famosa empresa Red Bull.[carece de fontes?]
Em 2015, Mia Rose anunciou que o seu tão aguardado álbum de estreia sairia no fim do ano. Como primeiro single do álbum, Mia lançou o hit "Take My Hand" que logo na semana de estreia fez um sucesso estrondoso por todas as rádios nacionais, desde rádios locais até rádios muito prestigiadas como a Mega Hits ou a Rádio Comercial, sendo uma das músicas que promete animar o verão de 2015. Rose anunciou ainda que o seu álbum teria músicas em português, motivo de grande surpresa para os fãs portugueses.[carece de fontes?]
Filha de pai inglês e mãe portuguesa, Mia Rose viveu em Wimbledon, Inglaterra, até aos nove anos. "Chorei muito quando vim para Portugal. Londres era a minha referência: era lá que estavam os meus amigos, as minhas bases. Viemos porque o meu pai queria passar mais tempo connosco, ele trabalhava imenso, era um homem de negócios, era o próximo Steve Jobs. Mas ele estava tantas horas fora de casa que eu tinha de acordar às seis da manhã para lhe dizer adeus, era a única altura em que o via", recorda sobre essa época. Aí, já Mia Rose — que com 12 anos leu a biografia da Rainha Vitória — reunia a família nos jantares de Natal para cantar e admirava Audrey Hepburn, que ainda hoje ‘tem no pedestal'. "Nessa altura eu queria mais ser actriz do que cantora mas apesar de representar nas festas da escola, onde eu sobressaía mesmo era a cantar".[carece de fontes?]
Já em Portugal, numa escola inglesa — criou várias bandas. Uma delas com Ana Free, outro fenómeno do YouTube, a Audacity. "Fazíamos vários concertos, escrevíamos juntas as músicas, era uma forma de nos libertarmos e ver como éramos artisticamente". Terminado o Secundário, Mia — que aprendeu na internet a tocar guitarra - volta a Londres, desta vez para estudar Jornalismo e Literatura Inglesa, sem nunca largar a música de vista.
"Dava concertos na universidade e em vários bares em Londres até que fui convidada para cantar para um grande compositor de jazz e fazer com ele uma tournée pela Europa". Foi o primeiro de muitos convites que se seguiriam — e o único que surgiu antes do fenómeno YouTube lhe bater à porta. Contou Mia ao jornal Português Correio da Manhã. Mia Rose que usava a música apenas como hobby nunca imaginaria o sucesso que a esperava.[carece de fontes?]
Foi no fim de 2006 que Rose criou a sua conta no YouTube. Nesse ano, durante as férias de Natal em Portugal, decide, incentivada por dois amigos, pôr as músicas na rede social que a tornaria conhecida além-fronteiras. "O sucesso foi uma coisa que não esperava, não foi nada pensado, não fazia ideia que passado poucos dias ia ter tantas pessoas a seguir-me." Entre essas pessoas contavam-se dois gigantes da música. "Duas semanas depois fui contactada por duas editoras: a Atlantic Warner e a Universal Music, que me convidaram para ir aos Estados Unidos para ver se queriam assinar mesmo contrato comigo." Reuniu-se com ambas no dia em que fazia 19 anos e escolheu a Universal.
"Foi uma altura muito especial da minha vida porque trabalhei com o Tommy Mottola [que foi diretor da Sony durante muitos anos e marido de Mariah Carey e essa experiência fez-me crescer enquanto artista e compositora. Cheguei a gravar sete temas mas houve uma crise económica muito grande (já em 2008), que afetou os dinossauros da música e disseram-me que o álbum ia demorar mais tempo", recorda a cantora. Mia não quis esperar. "Não queria mesmo gastar tempo porque eu gosto de aproveitar todos os momentos da minha vida e o tempo para mim é o meu obstáculo. É tudo ‘carpe diem' e não queria ficar lá à espera e deixar os meus fãs à espera também. Pensei: Vou continuar o meu percurso sozinha, sem animosidades, tanto que ainda hoje falo com eles".[carece de fontes?]
"Depois de ter rescindido com a Universal Music ligaram-me da editora da Lady Gaga — também depois de verem os vídeos no YouTube — a dizer que estavam interessados em mim". Mia pôs mais uma vez a mala às costas e seguiu viagem para os EUA, onde a esperavam várias reuniões. "Estava quase a dizer ‘vamos lá', à espera do vestido para levar aos Grammys quando eles me disseram: ‘agora o que tens de fazer é não ter vida própria, não vais poder ver os teus pais durante sei lá quanto tempo, vamos mudar o teu cabelo, vais fazer o tipo de música que quisermos'. Queriam transformar-me na nova "Rihanna" e eu não quis. Agradeci por acreditarem em mim mas disse que sentia que era mais importante fazê-lo à minha maneira. Ia de certeza receber mais dinheiro do que recebo hoje, sem dúvida, mas isso não é o mais importante. Não me esqueço de um ditado que me disseram: ‘quando uma pessoa sabe que vai morrer nunca pensa: "epá", eu podia ter feito mais dinheiro. Pensa antes nas viagens que deixou por fazer, nos momentos que não aproveitou, nas palavras que não disse'. Os meus pais um dia não vão estar cá e e prefiro passar mais tempo com eles do que propriamente ter mais dinheiro no banco." Contou tudo ao Correio da Manhã.[carece de fontes?]
As experiências seguintes não saíram penalizadas pelo ‘não' à editora de Gaga. "A Rainha [Rania] da Jordânia enviou-me um convite real para ir até à Jordânia para me conhecer. Ela ‘descobriu-me' através dos filhos, que eram meus fãs no YouTube. A reunião com ela foi um bocado intimidante — até aprendi a fazer a vénia e tudo — não por causa dela, simples e simpática, mas porque eram muitas câmaras. Eu falei da minha mãe, ela falou dos filhos e depois perguntou-me se estava interessada num projeto que ela tinha no YouTube para acabar com os estereótipos das mulheres do Médio Oriente". Mia aceitou e acabou a dividir o palco com um cantor local, uma atuação que passou na BBC.[carece de fontes?]
Mia em dois dias recebeu 30 mil subscrições e em três anos os seus vídeos — gravados em casa — tiveram mais de 100 milhões de espectadores e o seu canal foi subscrito por mais de 230 mil pessoas, um número comparável a artistas como Beyoncé ou Black Eyed Peas.[carece de fontes?]