Neste Dia

Michelle Bolsonaro

37.ª primeira-dama da República Federativa do Brasil (2019–2023)

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Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro GOMD • GOMJT • GCRB (Ceilândia, 22 de março de 1982) é a atual esposa do 38.º presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, tendo sido a primeira-dama do país de 1.º de janeiro de 2019 a 1.º de janeiro de 2023.

Natural de Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal, concluiu seus estudos em escola pública e trabalhou como secretária parlamentar entre 2004 e 2008 na Câmara dos Deputados, onde conheceu seu futuro marido, Jair Bolsonaro. Já com uma filha, Letícia Firmo, casou-se em 2007 com o então deputado federal, com quem teve outra filha, Laura Bolsonaro.

Membro da Igreja Batista Atitude, é defensora de causas sociais relacionadas a pessoas com deficiência, com visibilidade em doenças raras, inclusão digital, conscientização sobre autismo, inclusão de Libras nas escolas e outros projetos sociais. Apesar de suas posições, o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade) foi extinto em 2019, durante o governo Bolsonaro, por meio de decreto presidencial.

Michelle tornou-se a primeira primeira-dama brasileira a discursar no parlatório do Palácio do Planalto durante uma posse presidencial. Ela, que faz parte do Ministério de Surdos e Mudos da Igreja Batista Atitude, onde atuava como intérprete de Libras nos cultos, discursou em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

No tradicional pronunciamento do presidente da República na véspera de Natal, na noite do dia 24 de dezembro de 2019, pela primeira vez na história, uma primeira-dama realizou um discurso ao lado do presidente em rede nacional de rádio e televisão. Michelle, que vestia uma camisa vermelha com o nome "Jesus", desejou "um natal abençoado para todos os brasileiros" e destacou que "juntos, com amor e dedicação, podemos construir um Brasil mais justo, mais inclusivo e mais solidário para todos".

Nascida no Hospital Regional de Ceilândia, uma região administrativa do Distrito Federal, Michelle de Paula é filha de Maria das Graças Firmo Ferreira e de Vicente de Paulo Reinaldo. O pai, natural de Crateús, no Ceará, é um motorista de ônibus aposentado, cujo apelido, "Paulo Negão", tornou-se notório nacionalmente através do uso em discursos por parte de Jair Bolsonaro para defender-se de acusações de racismo. Já a mãe de Michelle é natural de Presidente Olegário, em Minas Gerais. Os pais de Michelle foram morar na capital do país na década de 1970 e se separaram quando ela ainda era criança.

Ambos os pais de Michelle acabaram casando novamente e tendo os seus quatro meios-irmãos: a mãe Maria das Graças com o padrasto Antônio Wilton Farias Lima, de quem teve três filhos: Suyane Lanuze, Geovanna Kathleen e Yuri Daniel; enquanto o pai Vicente Reinaldo casou-se com a madrasta Maísa Torres, de quem teve um filho, Diego Torres Dourado (nascido em 1988), membro da Força Aérea Brasileira. Maísa já tinha um filho de uma relação anterior: Carlos Eduardo Antunes Torres (nascido em 1986), que é fotógrafo, cinegrafista e motorista de Uber, além de ex-candidato a deputado distrital pelo Partido Republicano Progressista (PRP). O pai e a madrasta de Michelle tornaram-se donos de um pequeno negócio de confecção, produção e promoção de eventos.

Michelle cresceu em Ceilândia Norte, em uma casa improvisada nos fundos de um lote que pertencia à família de sua mãe Maria das Graças. Declarou que perdeu vários amigos adolescentes para o tráfico de drogas na região. Em 2014, o seu avô materno, Ibraim Firmo Ferreira, um gari aposentado, foi vítima de latrocínio em Planaltina.

Concluiu o ensino médio em escola pública em Ceilândia e precisou ajudar nas despesas domésticas da família. Seu primeiro emprego foi em um supermercado da rede Carrefour e, depois, na rede Extra como demonstradora de produtos, chegando a vestir fantasia de um pacote de macarrão para divulgar a marca.

Em Brasília, trabalhou também como promotora de eventos prestando serviços para várias empresas. Chegou também, na juventude, a fazer alguns trabalhos como modelo, porém abandonou tais atividades por conselho de uma missionária de uma igreja evangélica que frequentava. Em 2004, ela trabalhou como sommelier para a Vinícola Aurora, na gerência de vendas do escritório da empresa em Brasília. Logo em seguida, conseguiu um emprego na Câmara dos Deputados.

Interessada pela área de saúde, Michelle Bolsonaro chegou a se inscrever em farmácia na Universidade Estácio de Sá, mas jamais iniciou o curso. Posteriormente, começou o curso de Letras, na modalidade à distância, na mesma instituição de ensino.

Câmara e relacionamento com Bolsonaro

Michelle trabalhou como funcionária na Câmara dos Deputados entre 2004 e 2008. Ela começou no gabinete parlamentar do deputado Vanderlei Assis (PP-SP), cujo mandato foi recomendado para ser anulado pela Comissão Parlamentar de Inquérito para o "Escândalo dos Sanguessugas" em agosto de 2006. Mais tarde, tornou-se secretária do deputado Marco Aurélio Ubiali (PSB-SP). Em junho de 2007, Michelle foi indicada para o mesmo cargo na liderança do Partido Progressista (PP), permanecendo até setembro.

Nesse período, ela teve o primeiro contato com seu futuro marido, então deputado federal pelo Progressistas. Em 18 de setembro de 2007, Michelle tornou-se secretária parlamentar de Bolsonaro. Apenas nove dias depois, assinaram um acordo pré-nupcial no 1.º Cartório Público de Brasília. Após cerca de 6 meses de relacionamento eles registraram sua união civil, em 28 de novembro de 2007. Em 2008, foi exonerada do cargo de secretária parlamentar após o STF (Supremo Tribunal Federal) entender que a Constituição de 1988 proibia o nepotismo na administração pública.

Michelle, que prefere ser chamada por seu nome composto, Michelle de Paula, tem duas filhas: Letícia Marianna Firmo da Silva, fruto de seu relacionamento anterior com Marcos Santos da Silva, e Laura Bolsonaro, fruto do casamento com Jair Bolsonaro.

Em 2010, Michelle Bolsonaro deu à luz a filha do casal, Laura. Seu desejo de ser mãe novamente fez com que Jair Bolsonaro desfizesse sua vasectomia no hospital central do Exército. A família estabeleceu residência em uma casa em condomínio fechado na Barra da Tijuca. Seu casamento com Bolsonaro, em 21 de março de 2013, ocorreu em uma casa de festas no Alto da Boa Vista, no Rio de Janeiro. A data foi escolhida para coincidir com os aniversários de Jair e Michelle, 21 e 22 de março, respectivamente.

A pedido da própria noiva, a cerimônia de 150 convidados foi conduzida pelo pastor Silas Malafaia, um dos líderes da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec), da qual Bolsonaro era um membro ativo e frequentador até 2016.

Atualmente, Michelle faz parte do Ministério de Surdos da Igreja Batista Atitude, na Barra da Tijuca, onde atua como intérprete de Libras nos cultos.

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