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Miguel Ângelo da Luz

Miguel Angelo da Luz Coelho (Rio de Janeiro, 5 de abril de 1959) é um treinador de basquetebol brasileiro e também profe

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Miguel Angelo da Luz Coelho (Rio de Janeiro, 5 de abril de 1959) é um treinador de basquetebol brasileiro e também professor de Educação Física. Atualmente trabalha na Escola Eleva em Botafogo e na Barra RJ. Sua biografia é contada no livro "NÃO É SÓ SORTE" - MIGUEL ANGELO DA LUZ E O MELHOR BASQUETE FEMININO DO MUNDO, de autoria de Luciano Maluly e Marcelo Cardoso (COM-ARTE, 2024).

Ainda aos 15 anos de idade, Miguel já participava de treinos no timo adulto de basquete do Vasco da Gama. Na adolescência, chegou a ser convocado para as seleções brasileiras das categorias infantojuvenil e juvenil. Na Universidade, ele jogou por quatro anos pela Universidade Gama Filho.

No profissional, atuou por Vasco, Jequiá Iate Clube e Canto do Rio Foot-Ball Club, sendo capitão em todos eles e vencendo os campeonatos cariocas de 1976, 1978, 1979 e 1980 (todos pelo Vasco). Uma lesão no tornozelo encerrou sua trajetória como jogador.

Miguel Ângelo da Luz teve em sua carreira de treinador muitas glórias. Iniciou-se no ramo em 1979, no Vasco da Gama. Por muitos anos, trabalhou nas categorias de base masculinas de Vasco (1979/1982 e 1985/1986), América (1984), Jequiá (1985/1986) e Fluminense (1987/1988 e 1997), além das seleções carioca e brasileira.

Já no universitário, Miguel comandou a Universidade Castelo Branco (1987/1991 e 2008), conquistando seis campeonatos universitários cariocas (cinco no masculino e um no feminino), além de um título brasileiro universitário masculino.

No basquete profissional, sua primeira chance foi no Olaria (1991), mas também treinou o Grajaú Country Club (1992/1993), o Flamengo (1994/1997 e 2000/2002), o Universo/Goiás/Ajax (2000), o Uberlândia (2000/2004), a Telemar (2004/2005), a seleção mexicana (2006/2007), o Marinos de Anzoátegui (2007) e o Tijuca (2012).

Mas foi na Seleção Brasileira de Basquetebol que Miguel teve mais destaque. Pela feminina, foi campeão mundial em 1994, na Austrália, e medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Verão de 1996.

Antes de assumir a seleção adulta, o técnico foi chamado para assumir a categoria feminina juvenil em 1992, conquistando dois títulos em seu primeiro ano de trabalho. Quando foi convidado para ser o técnico da Seleção Brasileira Feminina, substituindo Maria Helena Cardoso, em 1993, Miguel também era técnico do Grajaú Country Club, mas acumulou as funções.

A chegada de Miguel à seleção principal foi cercada de desconfiança por parte da imprensa, dos torcedores e das atletas. Havia dúvidas em relação a sua da pouca experiência, a falta de conhecimento do basquete feminino e do fato de vir do Rio de Janeiro, enquanto o polo do basquete naquela época era São Paulo. Além disso, ele chegou em momento de crise na equipe, que havia tido um desempenho ruim nos Jogos Olímpicos de Barcelona. Logo as dúvidas foram deixadas de lado, principalmente após a conquista do Campeonato Sul-Americano e do vice da Copa América de 1993.

Após a vitória em na Austrália em 94, Miguel foi eleito o melhor técnico do mundial, o melhor técnico de basquete do mundo segundo a FIBA e o quinto melhor treinador levando em consideração todas as modalidades esportivas. Neste mesmo ano, ele deixou o Grajaú e se juntou ao Flamengo, onde teve muito sucesso e conquistou o tricampeonato carioca.

Durante seu período na seleção, o técnico acumulou seis empregos diferentes, incluindo o posto de técnico em times profissionais e como professor de educação física. Após Atlanta 96, Miguel e outros membros da comissão pediram a CBB condições para poderem trabalhar apenas com a equipe brasileira feminina, assim como já acontecia com o time masculino, mas o pedido lhes foi negado. O desejo era ter estabilidade financeira e viajar pelo país para descobrir novos talentos para a seleção. Com a negativa, eles pediram demissão. Poucos tempo depois, o técnico também foi demitido do Flamengo, e assim continuou dando aulas em escolas.

Três anos depois, em 2000, Miguel voltou a ser técnico de uma equipe de basquete profissional, com o Universo/Goiás/Ajax, mas ficou lá apenas três meses, pois saiu para assumir o Uberlândia (que tinha o mesmo dono). Ao mesmo tempo que comandava o Uberlândia, o técnico também voltou a trabalhar no Flamengo, primeiro como superintendente de esportes amadores, e depois como técnico, conquistando mais um título carioca pelo time.

Em 2004, Miguel Angelo da Luz estava perto de se tornar técnico do Torres Vedras, de Portugal, mas foi convencido por Oscar Schimdt a assumir uma nova equipe criada por ele, a Telemar. Com o time, que tinha uma equipe técnica enxuta - o que fez Miguel assumir vários papéis - e um elenco estrelado, foi campeão carioca, nacional e do I Torneio Internacional JK.

Entre 2006 e 2007 Miguel comandou a seleção masculina mexicana, com a qual conquistou o vice da Copa Centro-América. Porém, uma mudança na confederação cortou seu trabalho prematuramente.

Miguel foi à Venezuela comandar o Marinos de Anzoátegui, um dos melhores times do país, em 2007. No entanto, desentendimentos sobre a maneira de jogar com o astro Héctor Romero e, consequentemente, com a torcida, o fizeram deixar a equipe antes do final da temporada. Mesmo no curto período de tempo, ele foi eleito como melhor técnico estrangeiro e melhor técnico do campeonato.

No Tijuca Tênis Clube, Miguel chegou para ser trabalhar na área de gestão esportiva, mas na mesma época o técnico do time de basquete foi demitido e ele pressionado para assumir a equipe.

Miguel Angelo da Luz teve passagens como gestor de esportes em alguns clubes. Em 1999 e 2001, ele passou rapidamente pelo Flamengo, mas foi no Botafogo, entre 2009 e 2012, que teve mais destaque. Sob sua gestão, por exemplo, o clube se tornou referência nos esportes paralímpicos.

campeão adulto (Flamengo - 1994, 1995, 1996 e 2002)

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