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Mihaly Csikszentmihalyi

Psicólogo húngaro-americano (1934–2021)

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Mihaly Csikszentmihalyi (Rijeka, 29 de setembro de 1934 – Claremont, 20 de outubro de 2021) foi um psicólogo húngaro-americano. Criador do conceito psicológico de fluxo (flow), um estado mental altamente focado.

Foi professor da Claremont Graduate University e chefe de psicologia da Universidade de Chicago e em Lake Forest College.

Mihaly Csikszentmihalyi nasceu em 29 de setembro de 1934 em Fiume (atual Rijeka, Croácia), na época parte da então Itália Imperial. Um húngaro-americano que durante a infância presenciou os horrores da Segunda Guerra Mundial.

Foi professor de Psicologia e Gestão da Claremont Graduate University, chefe do departamento de psicologia da Universidade de Chicago e do departamento de sociologia e antropologia em Lake Forest College.

Desde criança, Mihaly Csikszentmihalyi tentava entender por que as pessoas, em situações difíceis, aumentavam ainda mais as dificuldades reagindo de maneira pessimista, ao invés de buscar alternativas mais sadias para as situações de privação e turbulência. Sua própria vida foi marcada por mudanças de emprego e de país, e ele teve que improvisar bastante. Fascinado com palestras de Carl Gustav Jung, Csikszentmihayli conversou com ele e decidiu, por conselhos do próprio Jung, estudar nos Estados Unidos. Lá, decepcionou-se com a orientação behaviorista de muitos departamentos, mas aprendeu noções de sociologia e de fenomenologia que viriam a acrescentar sua bagagem para o estudo da psicologia e o desenvolvimento de novos métodos de pesquisa. Ele estudou com August von Hayeck, Mircea Eliade e Hannah Arendt.

Estudando artistas para sua tese de doutorado, percebeu que muitos pintores e escultores, imersos durante o processo criativo, mostravam completo desinteresse pela obra após o fim da atividade criativa, procedendo para a próxima tela ou para a próxima escultura. A partir desse conjunto de observações teóricas e vivências, ele elaborou o conceito de flow (estado de fluxo), sua contribuição mais famosa.

Csikszentmihalyi destaca-se no pioneirismo do estudo da felicidade e criatividade, participando da fundação da psicologia positiva, porém mais conhecido como o arquiteto da noção de fluxo e por seus anos pesquisando e escrevendo sobre o tópico. Ele é o autor de muitos livros e mais de 120 artigos ou capítulos de livros.

Segundo Martin Seligman, ex-presidente da American Psychological Association, descreveu Csikszentmihalyi como o principal pesquisador em psicologia positiva do mundo. Csikszentmihalyi disse uma vez: "A repressão não leva à virtude. Quando as pessoas se reprimem por medo, suas vidas são necessariamente diminuídas. Só por meio de disciplina livremente escolhida a vida pode ser aproveitada e e ainda assim dentro dos limites da razão". Seus trabalhos são influentes e muito citados.

Estudando com sua esposa, Isabela Selega Csikszentmihalyi e com diversos outros colaboradores, entre os quais Fausto Massimini da Universidade de Milão, Csiksentmihalyi fizeram estudos ao redor do mundo desde os anos 1970 e 1980 usando métodos como o MAE (método de amostragem da experiência), pelo qual pessoas registravam seus pensamentos, sentimentos e impressões ao longo do dia fazendo o que estivessem fazendo quando um pager tocava. O registro dessas experiências foi feito em diversas classes sociais, empregos, culturas e países, com homens e mulheres, às vezes com pessoas portadoras de deficiência visual, entre outras deficiências. Independentemente da língua e da cultura, o registro nas melhores experiências era de que as coisas "pareciam fluir". Por causa disso, os pesquisadores pensaram em dar o nome flow state (estado de fluxo) para essa consciência. O nome mais técnico pensado inicialmente foi "negentropia psíquica", que significa a organização do sistema complexo psíquico humano, a tendência contra a entropia, contra o caos da consciência humana.

O estado de fluxo é possível fazendo coisas mais diversas, desde a pesca até a pesquisa científica ou a oração. É possível, também, tocando música, dançando ou praticando artes marciais. Características do conceito geralmente registradas em pessoas que o experimentam são:

Equilíbrio entre habilidade e desafio (ou entre oportunidade e capacidade); de modo que não se fica entediado com a falta de desafio e nem ansioso com a alta habilidade exigida;

Sensação distorcida de tempo, como se o tempo passasse mais rápido em atividades divertidas como uma partida de futebol ou mais devagar em uma atividade que exige precisão, como cirurgia;

Feedback imediato, isto é, sabe-se quando se está fazendo algo certo ou não, como em videogames que exigem alta precisão nos comandos e tempo de respostas pequeno, como jogos de luta ou de corrida;

Sensação de controle da situação, que se traduz na perda do medo de errar. O erro passa a ser até mesmo aceito como possível e como possibilidade de aprendizado;

Perda de noção do eu, sendo o coletivo mais importante que o ego. É como se a individualidade se dissolvesse no trabalho de equipe ou, ainda, na ideia de algo superior, como uma Divindade. Paradoxalmente, o eu sai mais forte após a experiência de flow.

Metas claras, como nos jogos e esportes, que geralmente são exemplos clássicos de atividades que proporcionam o estado de fluxo;

Concentração profunda, evitando-se distrações e pensamentos negativos;

Foco no presente, fundindo-se ação e consciência do momento;

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