Myron Leon "Mike" Wallace (Brookline, Massachusetts, 9 de maio de 1918 — New Haven, Connecticut, 7 de abril de 2012) foi um jornalista e ator norte americano. Era conhecido por ser um dos apresentadores do programa do canal CBS, 60 Minutos.
Um de quatro irmãos, filho de Friedan e Zina Wallik, (Friedan torna-se Frank e Wallik torna-se Wallace para melhor compreensão no país), emigrantes judeus da Rússia, o pai era um vendedor e mais tarde tornou-se vendedor de seguros,
Cresceu em Brookline, Massachusetts e desde pequeno que queria estar no ar, sabia que era o seu chamamento e dizia que gostava que as pessoas perguntassem: "Quem é este tipo, Myron Wallace?". Wallace terminou o ensino secundário com a média de "B-" indo depois para a Universidade do Michigan em Ann Arbor, onde sempre se tinha interessado por desporto e música, mas acabou por descobrir o jornalismo de rádio na própria estação da universidade.
Após terminar o curso em 1939, Wallace trabalhou em diversas rádios em Michigan a 20$ por semana e também em Detroit.
Começou por trabalhar na rádio e televisão desde 1939 e em 1943 serviu como oficial nas comunicações da marinha durante a Segunda Guerra Mundial, ao regressar a casa do conflito, tornou-se repórter da estação de rádio WMAQ.
Nos anos 40, estava a trabalhar como editor de notícias e pivot na estação de rádio do jornal Chicago Sun.
Nos anos 50 e morando na altura em Nova Iorque, Wallace tornou-se apresentador de um programa chamado Night Beat, com transmissão no canal ABC que teve exibição nacional em 1957 com o título The Mike Wallace Interview, tendo sido cancelado no ano seguinte.
Nos anos 60, mais propriamente em 1963 juntou-se à CBS como repórter e foi co-editor do programa 60 Minutes desde a primeira exibição em 24 de setembro de 1968. Devido à morte acidental do seu filho mais velho Peter, optou por uma temática de notícias mais dura para a sua carreira, tendo mais tarde dito numa entrevista:
Durante a sua carreira, Wallace entrevistou diversos nomes importantes da politica, desporto e ciência, entre eles estão George H.W. Bush, Ronald e Nancy Reagan, Jimmy e Rosalynn Carter, Gerald Ford, Richard Nixon, Lyndon B. Johnson, John F. Kennedy, Deng Xiaoping, Manuel Noriega, o Ayatollah Khomeini, Menachem Begin, Anwar el-Sadat, Yasser Arafat, o Xá do Irão, Hussein da Jordânia, Hafez Assad, Muammar al-Gaddafi, Kurt Waldheim, H. R. Haldeman, Vladimir Horowitz, Itzhak Perlman, Mikhail Baryshnikov, Leonard Bernstein e Johnny Carson.
Em 1979, consegui uma entrevista ao Ayatollah Khomeini, a quem teve a coragem de questionar a sanidade mental do mesmo, pouco depois da crise de reféns norte-americanos no Irão no mesmo ano.
Em meados dos anos 80, Wallace surpreendeu a audiência norte-americana ao revelar que teria feito tratamento para a depressão, foi um alerta que rapidamente passou a ter outra dimensão por ser a figura conhecida e que afetava uma parte da população, tornando assim um exemplo a seguir por quem sofria do mesmo problema.
Em 1998, Wallace era um dos melhores jornalistas de exclusivos do mundo, ele era o único jornalista que acompanhou o secretário geral das Nações Unidas, Kofi Annan ao Iraque na sua missão de evitar a guerra dos Aliados contra Saddam Hussein. A entrevista exclusiva foi transmitida a 22 de fevereiro de 1998.
Em 2002, conseguiu obter um exclusivo para entrevistar John Nash, o gênio mentalmente doente de que a vida havia sido representada no aclamado filme A Beautiful Mind.
Em fevereiro de 2005, entrevistou Jose Canseco, na qual admitiu o uso de esteroides. No final do mesmo ano, consegui uma entrevista com o presidente russo Vladimir Putin, onde o questionou sobre se a Rússia era verdadeiramente uma democracia e abordou-o sobre as especulações de corrupção.
Um dos pontos altos da sua carreira foi a entrevista concedida pelo presidente do Irão, Mahmoud Ahmadinejad, em agosto de 2006, com o qual viria a ganhar o seu 21º prémio Emmy.
Em junho de 2007, ele conseguiu a primeira entrevista com o advogado Jack Kevorkian, conhecido por Dr. Morte, famoso pela sua defesa da eutanásia, aquando da sua saída da prisão, em que mostrou um vídeo do médico a injetar drogas letais a um paciente com doença terminal, lançando um debate feroz durante semanas nos meios de comunicação.
Wallace também entrevistou Louis Farrakhan e a filha mais velha de Malcolm X, que acusava Farrakan de cumplicidade indireta na morte de seu pai, foram confrontados juntos na entrevista para o 60 Minutes.
Wallace voltou aos ecrãs para algumas entrevistas ocasionais, após ter passado por uma cirurgia ao coração em 2008, tendo já sido implantado um pacemaker há mais de 20 anos.