Santa Missa, também chamada Celebração da Eucaristia ou Divina Liturgia, é a principal celebração religiosa das Igrejas Católica e Ortodoxa, sendo igualmente celebrada, com diferentes compreensões teológicas e ritos próprios, em diversas tradições anglicanas, luteranas e em outras comunidades reformadas.
Para essas igrejas, a celebração eucarística cumpre o mandamento de Cristo na Última Ceia, quando ordenou: “Fazei isto em memória de Mim”. Na perspectiva católica e ortodoxa, bem como em parte do anglicanismo e do luteranismo, trata-se do sacramento no qual se recebe o Corpo e o Sangue de Cristo sob as espécies do pão e do vinho. A celebração atualiza sacramentalmente o Mistério Pascal, isto é, o sacrifício redentor de Cristo na cruz e sua ressurreição, tornando presente a graça da salvação ao longo dos séculos.
Na Igreja Católica, a Missa pode ser celebrada todos os dias do ano, exceto na Sexta-feira Santa, dia em que a Igreja se une de modo particular à Paixão de Jesus. Os fiéis são chamados a participar da Missa aos domingos e nas solenidades de preceito, em conformidade com a disciplina eclesial.
A Missa dominical possui especial destaque, pois celebra semanalmente o Dia do Senhor, memória da Ressurreição. Ao longo do Ano Litúrgico, a forma mais solene e rica da celebração é a Vigília Pascal, realizada na noite do Sábado Santo. Esta vigília possui estrutura própria e é considerada a mãe de todas as celebrações litúrgicas, marcando a passagem das trevas para a luz e introduzindo a alegria da Páscoa.
Os primeiros cristãos se encontravam no sábado, ao cair da tarde, para a vigília pela qual se preparavam, por meio de preces e da recitação de salmos, para celebrar a ressurreição de Jesus. A Celebração Eucarística iniciava-se à meia-noite e encerrava-se ao início da manhã. A atual vigília pascal ainda é uma reminiscência dos rituais apostólicos.
Para finalizar a cerimônia, o diácono proclamava: Ite, missa est. O termo "Missa", com o qual se denomina atualmente a Celebração Eucarística, tem aí sua origem. O ite missa est proferido pelo diácono era um verdadeiro mandato, cumprido zelosamente no dia a dia, muitas vezes com o sacrifício da própria vida, pautado na passagem de Romanos 12,1 : "Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual." Assim, o termo "Missa" vem de missão, uma vez que, para os primeiros cristãos e para os cristãos católicos e ortodoxos, o culto prestado a Deus é a vida em ação de graças.
A Santa Missa, ou Celebração Eucarística, é um ato solene com que os católicos (romanos, coptas e ortodoxos) celebram o sacrifício de Jesus Cristo na cruz e Sua Ressurreição. O ritual da Missa revive dois momentos da Paixão de Cristo : A Última Ceia, quando Jesus celebra o Pessach, pronunciando a bênção sobre o pão e o vinho, antecipando o seu sacrifício da Cruz e concretizando o desejo de perpetuar a sua presença junto dos discípulos e se põe em lugar do cordeiro sacrificado em memória da libertação do povo hebreu da escravidão do Egito através das obras divinas (ver dez pragas do Egito); e a Crucificação quando Jesus se oferece como cordeiro puro e imaculado para o sacrifício expiatório dos pecados de toda a humanidade, sela a Nova Criação. Por isso também se diz que a Santa Missa é sacrifício incruento, é ritual de sacrifício de uma vítima expiatória, que carrega para si as penas e os pecados daqueles que o oferecem, mas sem derramamento de sangue. Assim, pelo mistério da ordenação de Cristo que mandou os cristãos celebrarem este mistério e fundamentado no ensinamento da sinagoga (João 6, 54-58), o sacrifício da Missa é, para os cristãos, o mesmo sacrifício da Cruz.
Segundo a Igreja Católica, os Milagres Eucarísticos, como o de Lanciano e outros, fundamentam a tese do sacrifício eficaz e da transubstanciação.
Diversidade de ritos e base comum
Dentro da Igreja Católica, assim como entre os ortodoxos, existem diversos ritos litúrgicos, e cada um deles tem uma forma diferente de celebrar a Eucaristia. As diferenças entre ritos por vezes são pequenas (no caso de ritos da mesma família litúrgica), mas são maiores quando se comparam ritos de famílias litúrgicas diferentes, sobretudo entre oriente e ocidente.
No entanto, há algo que é comum a todos os ritos, uma base ritual que todos mantêm:
a celebração é presidida por um padre, presbítero ou bispo;
há uma Liturgia da Palavra em que se leem passagens bíblicas;
durante a celebração são consagrados pão e vinho, que para cristãos se tornam no Corpo e Sangue de Cristo, através da transubstanciação;
essa Consagração dá-se durante uma oração mais longa, conhecida por anáfora ou Oração Eucarística ou "Cânon", em que se invoca o Espírito Santo, se faz memória dos acontecimentos da salvação e se oferece o pão e o vinho;
o presidente da celebração, assim como os fiéis presentes, comungam o pão e o vinho consagrados.
A acção realizada é a mesma em todos os ritos, mudam apenas alguns gestos e as formas de os realizar, as palavras que os acompanham e a estrutura da celebração.
A celebração da eucaristia no rito romano