Mocajuba é um município brasileiro do estado do Pará. Localiza-se a uma latitude 02º35'03" sul e a uma longitude 49º30'26" oeste, estando a uma altitude de 30 metros. Sua população em 2022 é de 27.198 habitantes.
Possui uma área de 871,171 km².
Mocajuba é cortada por um dos maiores rios brasileiros, o Rio Tocantins e no município ele chega a uma largura de mais de 4 km.
Conforme o Dicionário de Tupi Antigo, o nome vem da língua tupi: "De mokaîe'yba, var. de palmeiras".
Em 1854, João Machado doou uma propriedade para que ali se instalasse a povoação do Maxi num belíssimo cabo na porção de terra firme da Margem direita do Rio Tocantins.
Encontraram os maxienses as condições para fazer progredir a Freguesia, que não passava de poucas casas e de uma capela, e em 10 de outubro fundou a Vila de Mocajuba, o menor território municipal no baixo Rio Tocantins. Mais de um século depois, Mocajuba tornou-se o maior produtor nacional de pimenta-do-reino e despontou como promissor município do Pará.
O Município de Mocajuba é o menor em dimensões geográficas na microrregião de Cametá, todavia, é um daqueles municípios em que a urbanização mais progrediu nos últimos anos, principalmente graças à riqueza obtida com o cultivo da pimenta-do-reino, cujos reflexos são possíveis se constatar.
A história de Mocajuba remonta a ocupação colonial na Amazônia Brasileira pelos portugueses.
Logo após a fundação da cidade de Belém, capital do Pará atualmente, os colonizadores portugueses, atraídos pelas riquezas da região do Rio Tocantins, onde localiza-se atualmente a sede da cidade e muitas de suas vilas, dominam a calha do Tocantins. Na realidade, o rio é o único acesso ao interior da região. É seguindo o rio que os colonizadores tomam posse das terras, dentro de uma lógica geopolítica que é operada dentro dos tratados internacionais da época.
Mas os militares portugueses não agiam sozinhos neste processo de conquista e expansão. Eles contam com forte participação da igreja católica Um contexto de muitas lutas entre portugueses, franceses e holandeses empenhados na conquista da Calha Amazônica. Este é um elemento determinante para a história local.
Na região hoje chamada "baixo tocantins", a cidade de Cametá, que é hoje cidade vizinha, têm especial relevância. De Cametá saíram varias expedições exploratórias, como a de Pedro Teixeira em 1673 com o Padre Antônio Vieira. Foi estabelecido o núcleo central de colonização regional, tendo como liderança o Frei Cristóvão de São José, religioso dos Padres Capuchos da Ordem de Santo Antônio. Ele inicia a conversão cultural dos índios Tupinambás na região, mas especificamente os Camutás. A estratégia fundamental era atrair os indígenas de suas aldeias para a margem dos rios e assim fundaram-se muitas localidades. Ora pela força, ora pelo etnocídio e conversão cultural. O forte contato de portugueses (brancos) com os indígenas origina o caboclo, etnia mais comum na região.
Distrito criado com a denominação de Mocajuba, pela lei provincial nº 228, de 20-12-1853, subordinado ao Município de Cametá.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Mocajuba, pela lei provincial nº 707, de 05-04-1872, desmembrado de Cametá com sede na antiga vila de Mocajuba constituído de um distrito sede. Instalado em 07-01-1873.
Elevado à categoria de cidade com a mesma denominação, pela lei estadual nº 324, de 06-07-1895.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 2 distritos: Mocajuba e São Pedro de Viseu.
Pelo decreto estadual nº 6, de 04-11-1930, é extinto o Município de Mocajuba e anexado ao município de Baião.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Mocajuba figura no Município de Baião.
Pela lei estadual nº 8, de 31-10-1935 é recriado o Município de Mocajuba.