O Movimento Primeiro de Março, ou Movimento Sam-il (3-1) (coreano: 삼일 운동; hanja: 三一 運動), foi uma das primeiras demonstrações públicas da resistência coreana durante a ocupação do Império Coreano pelo Japão. O nome refere-se a um evento que ocorreu em 1º de março de 1919, daí o nome do movimento, significando literalmente "Movimento Três Um" ou "Movimento Primeiro de Março" em coreano. Ele é às vezes chamado de Demonstrações Manse (coreano: 만세운동; hanja: 萬歲運動;).
Segundo o historiador coreano Park Eun-sik, a repressão teria resultado em cerca de 7.500 mortos, 16.000 feridos e 46.000 prisões.
Em 1949, a data passou a ser um feriado nacional na Coreia do Sul.
Em janeiro de 1919, Woodrow Wilson, então Presidente dos Estados Unidos, defendeu, na Conferência de Paz de Paris, os "Quatorze Pontos" que incluíam o direito à "autodeterminação" nacional dos povos. Esse fato impulsionou mobilizações do Movimento Samil, que lutava contra a ocupação colonial da Coreia pelo Império do Japão. Desse modo, após ouvir as notícias do discurso de Wilson, jovens coreanos, que estudavam em Tóquio, publicaram um manifesto pedindo a liberdade do domínio colonial.
Outro fato que impulsionou as mobilizações, foi a morte do Imperador Gojong, no dia 21 de janeiro de 1919, pois havia uma suspeita generalizada de que ele tinha sido envenenado pelos japoneses.
No dia 1º de março, ocorreu o funeral do Imperador, que reuniu uma grande quantidade de coreanos .
Às 14 horas de 1º de março de 1919, os 33 nacionalistas que formavam o núcleo do Movimento Samil reuniram-se no restaurante Taehwagwan em Seul, e leram, em voz alta, a declaração de independência coreana que havia sido escrita pelo historiador Choe Nam-seon. Os nacionalistas inicialmente planejaram reunir-se no Parque Tapgol no centro de Seul, mas eles acabaram escolhendo um local mais privado com medo de que o encontro poderia se tornar em um motim. Os líderes do movimento assinaram o documento e enviaram uma cópia para o Governador-Geral da Coreia.
Os líderes do movimento então telefonaram para a polícia para informar sobre suas ações e foram presos.
Antes da declaração formal, a Coreia também exibiu as seguintes queixas do povo japonês através de suas publicações e mídia:
A crença de que o governo deveria discriminar quando empregasse coreanos ao invés de japoneses; eles exigiam que nenhum coreano tivesse posições importantes no governo.
A existência de uma disparidade na educação oferecida aos coreanos e aos japoneses.
Os japoneses desprezaram e mal trataram os coreanos em geral.
Oficiais políticos, coreanos e japoneses, eram arrogantes.
Não havia nenhum tratamento especial para as classes altas ou acadêmicos.
Os processos administrativos eram muito complicados e muitas leis foram criadas para guiar o comportamento do povo.
Havia muito trabalho forçado que não era desejado pelo público.
A carga tributária era muito alta e os coreanos estavam pagando mais do que antes, enquanto recebiam a mesma quantidade de serviços.
A terra continuou a ser confiscada pelos japoneses por razões pessoais.