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Naruna Costa

Actriz brasileira

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Naruna Costa (Taboão da Serra, 24 de fevereiro de 1983) é atriz, diretora, cantora e compositora. Desde 2005, é uma das artistas do "Grupo Clariô de Teatro" e do grupo musical "Clarianas".

Nascida e criada no bairro Freitas Júnior, periferia de Taboão da Serra, Naruna, deu os primeiros passos na carreira por meio da União Teatral Taboão (UTT), criada em 1997 e dirigida por Amaury Alvarez, onde atuou em peças como A Torre em Concurso, entre outras. Em 2002 Naruna se profissionaliza através do curso técnico de formação de atores do SENAC e em 2004 ingressa Na EAD - Escola de Arte Dramática em busca de aperfeiçoamento. Ao ingressar na Universidade de SP, Naruna se dá conta das diferenças raciais sociais explicitas na cotidiano da universidade publica, e em 2005 funda com outros artistas, o Grupo Clariô de Teatro e o ESPAÇO CLARIÔ, em Taboão da Serra, com intuito de fortalecer o teatro DA periferia, NA periferia e COM a periferia. O grupo e o espaço se tornam referência da militância negra de cultura periférica de SP com a realização de projetos culturais continuados, abertos à comunidade. Com o grupo estreou com a premiada peça Hospital da Gente, de Marcelino Freire com direção de Mario Pazini Jr., em 2008, e ficou em cartaz por três anos na sede do grupo, ganhou prêmios e viajou o Brasil. Em 2008, se formou pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (EAD). Em 2011, o grupo "Clariô" estreou seu segundo espetáculo Urubu Come Carniça e Voa! de Miró da Muribeca, também dirigido por Mario Pazini, que rendeu o Pr6Emio CPT de Melhor Elenco e ficou em cartaz por quatro anos. Em 2015, estrearam o terceiro espetáculo, titulado "Severina - Da Morte à Vida", na qual Naruna assumiu a direção após o falecimento do diretor e tambem cônjuge Mario. Em 2022 o grupo estreia o espetáculo "Boi Mansinho e A Santa Cruz do Deserto" de Allan Mendonça, co-dirigido por Naruna Costa em parceria Com Cleydson Catarina. dirige.

Naruna Costa também se destaca no cinema nacional, fazendo parte de filmes importantes como Marighella, Hoje eu Quero Voltar Sozinho, Causa e Efeito, Toro, Mundo Deserto de Almas Negras e Amor em Sampa.

No audiovisual tem bastante destaque, participando de novelas, filmes e séries de muita relevância no cenário audiviusual brasileiro, como a novela BELEZA FATAL (HBO-Max), um fenômeno da teledraturgia recente, escrita por Raphael Montes e TODAS AS FLORES (Globoplay) primeira novela de streaming nacional, escrita por João Emanuel Carneiro. Ela também protagoniza a série Irmandade da plataforma de streaming Netflix, interpretando Cristina, uma advogada coagida pela polícia a se tornar informante dentro de um grupo criminoso liberado pelo seu irmão, papel de Seu Jorge. que rendeu duas temporadas e o longa que será o primeiro Spin-Off brasileiro, produzido pela plataforma, com lançamento previsto para 2026.

Como atriz no TEATRO, Naruna se destacou interpretando a cantora Elza Soares na montagem Garrincha do diretor norte-americano Robert Wilson e em 2016, no Sesc Pinheiros/SP, personagem que pode reviver na recente remontagem do espetáculo ELZA - O MUSICAL dirigido por Duda Maia em 2025. Em 2017 foi indicada ao Prêmio APCA na categoria Melhor Atriz do ano pelo espetáculo Antígona realizado no Teatro Ágora e em 2018 ganha o Prêmio APCA e Aplauso Brasil como Melhor Direção Teatral pelo espetáculo Buraquinhos ou O Vento É Inimigo do Picumã em 2024, Naruna é Premiada pelo Premio Shell na categoria Musica pelo espetáculo "Boi Mansinho e a Santa Cruz do Desesrto"

Naruna é cantora tocadeira e compositora do grupo de pesquisa de musica urbana de raiz popular chamado "Clarianas" junto com Martinha Soares e Naloana Lima que lançaram seu primeiro disco Girandêra, em 2012. O grupo inspira-se em repertório de tradição popular e da periferia e em cantos caboclos de matriz africana, nordestina e indígena. Em 2017, as Clarianas participaram como backing vocal de 5 faixas do CD Espiral de Ilusão do cantor Criolo. Em 2019, lançaram o segundo CD, titulado Quebra Quebranto: “É um disco para evocar proteção e cura, com canções que convocam, ao mesmo tempo, um chamado para reflexões sobre temas sociais urgentes, e acalanto, esperança e fé na beleza das cantorias populares”, diz as Clarianas.

Viúva, Naruna Costa, perdeu seu marido e companheiro de teatro, o diretor Mário Pazini Jr.em 2024, após 11 anos de relacionamento. Mário foi um dos fundadores do Grupo Clariô de Teatro, artista de muita relevância no cenário do Movimento de Cultura Periférica.

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Naruna Costa | World in Stories