Maria Natália Ferreira do Vale, mais conhecida como Natália do Vale (Rio de Janeiro, 6 de março de 1953), é uma atriz brasileira.
Natália do Vale nasceu no Rio de Janeiro, filha de imigrantes portugueses que vieram para o Brasil em busca de melhores condições financeiras. Ela tinha somente um irmão, chamado Antônio Ferreira do Vale. Seus pais e seu irmão já são falecidos. Sua mãe faleceu no dia de sua estreia na peça "Capitanias Hereditárias", de autoria de Miguel Falabella, após já estar trabalhando na TV. Mesmo inconsolável com o falecimento da mãe, Natália fez a peça e recebeu muitos aplausos. Nos anos 70, em busca de melhores condições de vida, se mudou com a família para São Paulo. Lá, Natália prestou vestibular e passou, se formando em filosofia pela Universidade de São Paulo (USP). Para ajudar no sustento da casa, trabalhava como estagiária, auxiliando uma professora de geografia em um curso pré-vestibular.
Após se formar em filosofia, começou a dar aula em escola, mas seu lado artístico a cada dia falava mais alto. Por conta disto, trabalhava como professora num horário, e no outro, fazia curso de teatro, para tirar a carteira de atriz. Antes mesmo de concluir o curso, foi vista por diretores de TV, que estavam na plateia, em um dia de peça no curso, e eles gostaram de sua atuação, e a convidaram para apresentar um programa infantil/educacional na TV Cultura. Com muito entusiasmo, deixou a carreira de professora e estreou na televisão como apresentadora, enquanto completava o curso de teatro.
Em 1975 se inscreveu em testes para a Rede Globo e passou para Gabriela, baseada no romance homônimo do escritor Jorge Amado. Também teve um papel de destaque em "A Moreninha" de Joaquim Manoel de Macedo e adaptada por Marcos Rey, exibida com grande sucesso pela TV Globo em 1976, onde interpretou o papel Mademoiselle Aimée, a Francesinha do Cabaré "O Alcazar". Seu reconhecimento como grande atriz veio somente em Água Viva quando deu vida a marcia, em 1980, de Gilberto Braga e Manoel Carlos, que a levou para as capas das revistas e aparições no Fantástico. A partir daí, interpretou diversos personagens importantes na TV Globo, como a médica Lúcia Toledo, de Baila Comigo (1981), Sandra Rivoredo, de Sétimo Sentido (1982), Débora Brandão, de Final Feliz (1982), e Andréia Souza e Silva de Cambalacho (1986), quando interpretou a grande vilã da história, uma alpinista social sem escrúpulos.
Em sua carreira, também obteve destaque como a princesa Suzanne Webert de Que Rei Sou Eu?, Helena de A Próxima Vítima no qual lhe rendeu ao apelido de BONITONA DO MORUMBI, a advogada Lúcia de Torre de Babel, Sílvia de Mulheres Apaixonadas vindo este o papel de maior sucesso da atriz pelo público, a ambiciosa Carmem de Páginas da Vida e a Wanda de Insensato Coração. Em 2018 interpretou a grande vilã fria e amargurada Lady Margareth Williamson em Orgulho e Paixão. E em 2019 esteve em A Dona do Pedaço como Beatriz Guedes. Já no teatro, o divisor de águas para sua carreira brilhar foi em A Partilha (1991), de Miguel Falabella, que ficou seis anos em cartaz.
Em 2026, Natália do Vale recebeu o Prêmio Honorário Cineuphoria em homenagem à sua trajetória como atriz, com destaque para sua atuação no teatro, na televisão e no cinema.
Natália foi casada três vezes. Decidiu nunca ter filhos, para se poder dedicar inteiramente à sua carreira.
O primeiro casamento durou cinco anos, de 1981 a 1986, e foi com o diretor de telenovelas da Rede Globo Paulo Ubiratan.
O segundo durou cinco, seis anos, de 1989 a 1994 e foi com o executivo de uma multinacional, chamado Vasco Dias. Natália e Vasco moraram em Londres entre os anos de 1991 e 1992.
O terceiro foi com Edu Lobo, o cantor (ou algum homônimo). Durou 9-10 anos.
2002 - Capitanias Hereditárias - Stella
2025/2026 - A Sabedoria dos Pais