Neste Dia

Nicolau Breyner

Ator e realizador português (1940-2016)

Anúncio

João Nicolau de Melo Breyner Lopes GOIH • GOM (Serpa, 30 de julho de 1940 – Lisboa, 14 de março de 2016) foi um ator e realizador português.

Depois da infância no interior do Alentejo, em Serpa, onde nasceu no seio de uma família de proprietários agrícolas, Nicolau Breyner mudou-se para Lisboa, com os pais e o avô materno.

Na capital estudou canto e integrou o coro da Juventude Musical Portuguesa, ao mesmo tempo que prosseguia os estudos, primeiro no Colégio Visconde de Castelões - fundado e dirigido pelo seu pai - e depois no Liceu Camões.

De seguida, ingressou na Faculdade de Direito, com a ambição de se tornar diplomata.

Viria, contudo, a desistir de Direito, em prol da carreira artística - assim, no Conservatório Nacional, diplomou-se, sucessivamente, nos cursos de Canto, que ainda acumulou com a frequência de Direito, e de Teatro.

A estreia de Nicolau Breyner como ator dá-se quando ainda frequentava o Conservatório. Sob a direção de Ribeirinho, entra na peça Leonor Telles, de Marcelino Mesquita, produzida pelo Teatro Nacional Popular, uma companhia do Estado dirigida pelo próprio Ribeirinho, instalada no Teatro da Trindade.

Passaria depois pelo Teatro Moderno de Lisboa, uma companhia renovadora do teatro português dos anos 60, onde se consolidou como ator, trabalhando junto de Ruy de Carvalho, Armando Cortez, Carmen Dolores e Manuel Cavaco.

Contratado por Vasco Morgado, abandonou então o Teatro Moderno de Lisboa, estreando-se no teatro popular, e em particular no género da revista. Pela mesma altura faria as suas primeiras digressões em África. A seguir, José Miguel, outro empresário, de casas de fado e de teatros, levá-lo-ia para o Teatro ABC, onde permaneceu quando o espaço foi comprado pelo empresário Sérgio de Azevedo.

Através da interpretação de papéis cómicos tornar-se-á conhecido do grande público, revelando-se um dos mais bem sucedidos atores da sua geração.

Em 2005, 25 anos depois de ausência do teatro, regressou aos palcos para interpretar o monólogo Esta Noite Choveu Prata, de Pedro Bloch, produzido por Sérgio de Azevedo.

Após o 25 de abril de 1974 concebeu o seu primeiro programa televisivo, Nicolau no País das Maravilhas. Este programa tinha uma rábula chamada Senhor feliz e senhor contente, onde lançaria um jovem aspirante a humorista, Herman José. Em princípios da década de 1980 surge como ator e, simultaneamente, diretor de atores e co-autor do guião da primeira novela portuguesa, Vila Faia (1982). Segue-se a fundação da NBP Produções, hoje Plural Entertainment, a sua própria produtora de televisão, onde será administrador, produtor e realizador; atividades que fazem dele um verdadeiro precursor da indústria de ficção televisiva em Portugal.

Sem deixar a representação, concebeu outras produções televisivas, como as sitcoms Eu Show Nico e Euronico; e participou como ator noutras tantas (Gente Fina é Outra Coisa; Nico D'Obra; Reformado e Mal Pago; Santos da Casa; Aqui não Há Quem Viva); além de diversas séries (O Espelho dos Acácios; Conde D'Abranhos; A Ferreirinha; João Semana; Quando os Lobos Uivam, Pedro e Inês, Equador, Morangos com Açúcar, Barcelona, Cidade Neutral, Família Açoriana) e novelas (Origens, Cinzas (telenovela), Verão Quente (telenovela), Primeiro Amor (telenovela), Vidas de Sal, Fúria de Viver, Vingança, Flor do Mar, Meu Amor, Louco Amor, Jardins Proibidos, O Beijo do Escorpião).

Nicolau Breyner somou, ao longo da sua carreira, quase 50 participações no cinema, surgindo em filmes de cineastas de diversas gerações, como Augusto Fraga, Perdigão Queiroga, Henrique Campos, José Ernesto de Souza, Herlander Peyroteo, Artur Semedo, Luís Galvão Teles, Fernando Lopes, Jorge Paixão da Costa, António Pedro Vasconcelos, Roberto Faenza, Joaquim Leitão, Leonel Vieira, Mário Barroso, João Botelho e Bille August. Uma das suas últimas participações no cinema seria o filme Comboio Noturno Para Lisboa, adaptação do livro homónimo de Pascal Mercier, e que estreou em 2013.

Em 2010, deu voz ao personagem Gru, protagonista do filme "Gru - O Maldisposto", em 2013 na sequela "Gru - O Maldisposto 2", em 2015 no filme "Mínimos" e na "Abelha Maia: O Filme", onde deu voz ao gafanhoto Flip.

Morreu a 14 de março de 2016, aos 75 anos, na sua casa de Lisboa, vítima de ataque cardíaco. O seu corpo foi cremado no cemitério do Alto de São João.

A 9 de junho de 2005, foi agraciado pelo Presidente da República, Jorge Sampaio, com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Mérito e, a 22 de abril de 2016, por Marcelo Rebelo de Sousa, com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, a título póstumo.

Pelas suas prestações no grande ecrã recebeu, por três vezes, o Globos de Ouro da SIC e da Caras para Melhor Ator, com Kiss Me (2004), O Milagre Segundo Salomé (2004) e Os Imortais (2003).

Pouco Mais (Grande Prémio da Canção Portuguesa (EP, Tecla, 1968)

Anúncio

Em breve no aplicativo World in Stories

Áudio, download offline, sem anúncios e muito mais.

Conhecer Premium
Nicolau Breyner | World in Stories