Neste Dia

Nossa Senhora do Carmo

Título dado à Maria

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Nossa Senhora do Monte Carmelo ou Nossa Senhora do Carmo é o título dado a Maria, Mãe de Jesus, honrando sua função como padroeira da Ordem dos Carmelitas, assim como testemunha o Cardeal Piazza: "O Carmo existe para Maria e Maria é tudo para o Carmelo, na sua origem e na sua história, na sua vida de lutas e de triunfos, na sua vida interior e espiritual". A palavra Carmelo em hebraico: ("Carmo" significa vinha, portanto, "Vinha do Senhor"): este nome nos aponta para a famosa montanha que fica na costa de Israel, com vista para o Mar Mediterrâneo, parcialmente em Tirat Carmel, onde o profeta Elias e o sucessor Eliseu fizeram história com Deus e com Nossa Senhora, que foi prefigurada pelo primeiro num pequena nuvem (cf. l Rs 18,20-45). Os primeiros carmelitas eram eremitas que viviam no Monte Carmelo, na Terra Santa, entre o final do século XII e meados do século XIII. Eles construíram, no meio de seus eremitérios, uma capela que dedicaram à Santíssima Virgem.

Desde o século XII, a devoção popular a Nossa Senhora do Carmo está centrada em seu escapulário, que originalmente são dois pedaços de tecido ligados por finas fitas, que o fiéis leigos carregam em seus ombros. É um resumo da devoção maior do Escapulário marrom como uma veste ´hábito' usado por religiosos monges e monjas carmelitas, é também um sacramental associado às promessas de ajuda feitas por Maria para a salvação do devoto portador, o uso do escapulário é uma via de salvação, mas primeiramente de conversão dos devotos, para que possam viver uma nova espiritualidade. Originalmente, o escapulário em si mesmo, significa a obediência, ou seja, o jugo suave, o fardo grande de Nosso Senhor Jesus Cristo, os monges e monjas carmelitas faziam votos de obediência, e havia nas constituições primitivas uma penalidade para quem deixasse de usar o escapulário na ordem religiosa, por que significava que não queriam mais carregar em seus ombros o peso da obediência ao pesado fardo de Nosso Senhor Jesus Cristo. A tradição da Santa Igreja afirma que, Nossa Senhora entregou o escapulário ao carmelita chamado Simão Stock.

A festa litúrgica de Nossa Senhora do Carmo foi celebrada, pela primeira vez, na Inglaterra, no final do século XIV. O objetivo era agradecer a Maria pelos benefícios concedidos nos tempos de dificuldades dos primeiros anos da Ordem do Carmo. O poema Flor do Carmelo (Flos Carmeli em latim) aparece como a sequência para esta missa. O dia escolhido inicialmente foi 17 de julho, entretanto no continente europeu esta data conflitava com a festa de Aleixo de Roma, o que exigiu uma mudança para o dia 16 de julho, que continua a ser, até hoje, a data da festa de Nossa Senhora do Carmo em toda a Igreja Católica.

Em Parintins, no estado brasileiro do Amazonas, ocorre uma grande festa em honra a padroeira da cidade, localizada na ilha Tupinambarana, no meio do Rio Amazonas. As festividades acontecem logo após o Festival Folclórico de Parintins. Duram de 6 a 16 de julho, muitas pessoas vão em romaria até a Catedral da cidade, para pedir e agradecer a mãe de nosso senhor, Jesus. Meses antes da festa , uma imagem peregrina da Virgem do Carmo viaja de casa em casa, e de cidade em cidade, indo para junto de seus devotos.

Escapulário de Nossa Senhora do Carmo

Segundo a doutrina católica, a primeira veste de que se tenha notícia na História remonta ao Paraíso Terrestre. O Gênesis (3, 21), o primeiro livro da Bíblia, conta que, após a queda dos primeiros pais da humanidade, Adão e Eva, o próprio Deus lhes confeccionou túnicas de pele e com elas os revestiu. Bem mais tarde, Jacob fez uma túnica de variadas cores para o uso de José, seu filho bem-amado (Gn 37, 3). E assim, as vestimentas vão sendo citadas nestas ou naquelas circunstâncias, ao longo das Escrituras (Gn 27, 15; 1 Sm 2, 19; etc.). Uma vestimenta, porém, ocupa lugar "princeps" entre todas as demais: a Santa Túnica de Jesus Cristo sobre a qual os soldados deitaram sorte, por se tratar de uma peça de altíssimo valor, pelo facto de não possuir costura. Uma piedosa tradição atribui às mãos da Virgem Maria a arte empregada em sua confecção. Ao se darem conta, os soldados, da elevada qualidade daquela peça, tomaram a resolução de não rasgá-la.

O Escapulário é um sinal de aliança com Nossa Senhora, e exprime a consagração de quem o usa a Ela. Segundo a devoção católica, assim como vestia Maria a seu Filho Jesus, da mesma forma Maria quer revestir também a nós, seus filhos adotivos. Pois, toda a humanidade, simbolizada por João Evangelista, foi entregue por Jesus aos cuidados de Maria, na mesma ocasião em que os soldados, pela sorte, decidiam sobre a propriedade da túnica de Jesus, ao dizer: "Mulher, eis aí teu filho" (Jo 19,26).

O Escapulário do Carmo, enquanto veste devocional, surgiu no século XII. Segundo a tradição católica, no dia 16 de julho de 1251, São Simão Stock suplicava a Nossa Senhora ajuda para resolver um problema da Ordem do Carmo, da qual era o Prior Geral. Enquanto ele rezava, a Virgem Maria apareceu-lhe, trazendo o Escapulário nas mãos, e disse essas confortadoras palavras: "Recebe, Meu filho, este Escapulário da tua Ordem, como sinal distintivo da Minha confraria e selo do privilégio que obtive para ti e para todos os Carmelitas: o que com ele morrer, não padecerá o fogo eterno. Este é um sinal de salvação, uma salvaguarda nos perigos e prenda de paz e de aliança eternas".

Ao longo do séculos, gerações e gerações de católicos, sobretudo os religiosos e leigos consagrados carmelitas, difundiram esta devoção mariana por todo o mundo, tornando-a numa das devoções católicas mais difundidas. Para os seus defensores, o Escapulário é uma poderosa ajuda espiritual, conferida através da Virgem Maria, para aqueles que vivem em estado de graça e um valioso instrumento para converter os pecadores.

Os Papas enaltecem o uso do Escapulário

Em 1951, por ocasião da celebração do 700º aniversário da entrega do Escapulário, o Papa Pio XII disse em carta aos Superiores Gerais das duas Ordens carmelitas: "Porque o Santo Escapulário, que pode ser chamado de Hábito ou Traje de Maria, é um sinal e penhor de proteção da Mãe de Deus".

Exatamente 50 anos depois, o Papa João Paulo II afirmou: "O Escapulário é essencialmente um ‘hábito'. Quem o recebe é agregado ou associado num grau mais ou menos íntimo à Ordem do Carmo, dedicada ao serviço da Virgem para o bem de toda a Igreja. (...) Duas são as verdades evocadas pelo signo do Escapulário: de um lado, a constante proteção da Santíssima Virgem, não só ao longo do caminho da vida, mas também no momento da passagem para a plenitude da glória eterna; de outro, a consciência de que a devoção para com Ela não pode limitar-se a orações e tributos em sua honra em algumas ocasiões, mas deve tornar-se um ‘hábito'."

Esses dois Pontífices confirmaram, assim, variadíssimas manifestações de apreço ao Escapulário feitas por vários Papas, tais como Bento XIII, Clemente VII, Bento XIV, Leão XIII, São Pio X e Bento XV. Bento XIII estendeu a toda a Igreja a celebração da festa de Nossa Senhora do Carmo, a 16 de julho.

Os grandes privilégios do Escapulário

Uma das promessas de Nossa Senhora do Carmo a São Simão Stock se refere ao "privilégio sabatino", que consiste que aquele que morrer usando o escapulário, cumprindo algumas condições, sairá do Purgatório no primeiro sábado após sua morte. A condição para lucrar o "privilégio sabatino" é guardar a castidade, mas como também buscar viver uma vida segundo o Evangelho e os ensinamentos da Igreja, guardando os Santos Mandamentos segundo o estado de vida de um cristão, para a imposição deve-se e rezar a penitência imposta pelo sacerdote na recepção do escapulário ou o ofício da Virgem Maria. A promessa principal do escapulário consiste na própria salvação eterna: '"Quem morrer com o Escapulário não padecerá o fogo do inferno".

Não obstante, para beneficiar-se deste privilégio, a Igreja ensina que é necessário usar o Escapulário com reta intenção. Neste caso, se na hora da morte a pessoa estiver em estado de pecado mortal, Nossa Senhora providenciará, de alguma forma, que essa pessoa moribunda se arrependa e receba os sacramentos.

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