Nova Friburgo (pronuncia-se AFI: [ˈnɔvɐ fɾiˈbuhɡu]) é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro, distando cerca de 136 quilômetros da capital estadual. Ocupa uma área de 935,429 km², e sua população foi estimada em 203 328 habitantes em 2024, sendo, então, o 16.º mais populoso do estado.
A sede tem uma temperatura média anual de 18,1 °C e na vegetação do município predomina a Mata Atlântica. Com 159 372 habitantes vivendo na zona urbana, o município contava, em 2021, com 22 unidades básicas de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,745, considerando como muito alto em relação ao estado.
As principais atividades econômicas são baseadas em: indústria metalúrgica, moda íntima, olericultura, caprinocultura e indústria (têxteis, vestuário e do setor metal-mecânico) e turismo. É também a cidade mais fria do estado.
Em 1.º de setembro de 2017, Nova Friburgo recebeu o título de "Suíça Brasileira". O então governador do Estado, Luiz Fernando Pezão, sancionou a lei 7.683, de autoria do deputado Samuel Malafaia, que homenageia a cidade. A lei entrou em vigor em 4 de setembro do mesmo ano, após ser publicada no Diário Oficial do Estado.
Até o século XIX, a atual região de Nova Friburgo era habitada pelos índios Coroado Purí. Em 1818, visando melhorar as relações com a Alemanha para obter apoio contra o império francês, o Rei Dom João VI propôs a criação de um assentamento planejado no Brasil. Um decreto real autorizou o Cantão de Friburgo, na Suíça, a fundar uma colônia de 100 famílias na Fazenda Morro Queimado, no distrito de Cantagalo, devido às semelhanças climáticas com seu país. Entre 1819 e 1820, 265 famílias suíças, somando 1.458 imigrantes, colonizaram a área, batizada de Nova Friburgo em homenagem à terra natal da maioria dos colonos.
Após a Independência do Brasil em 1822, o Governo Imperial continuou a política de povoamento da nação atraindo colonização europeia. Oitenta famílias alemãs anteriormente designadas para assentamentos na Província da Bahia, por razões desconhecidas, acabaram em Nova Friburgo, onde chegaram nos dias 3 e 4 de maio de 1824. Chegadas semelhantes de italianos, portugueses e uma minoria de sírios levaram a aumentos populacionais tão grandes que a antiga vila foi elevada à categoria de cidade em 8 de janeiro de 1890.
Em 1872, o Barão de Nova Friburgo trouxe para a região a Estrada de Ferro Leopoldina, para permitir o fluxo do café de Cantagalo. A agricultura foi a base da atividade econômica até 1910, quando a chegada de industriais impulsionou o desenvolvimento de um setor industrial, que em parte ainda hoje prospera. A indústria têxtil foi liderada por três industriais conhecidos como a "Trindade Teutônica": Peter Julius Ferdinand Arp, Maximilianus Falck, e Otto Siems, fundadores, respetivamente, da Fábrica de Rendas Arp, da Fábrica Ypu Artefatos de Tecidos, Couro e Metal S. A., e da Fábrica Filó. Tanto o capital quanto o maquinário necessários para esta indústria foram importados da Alemanha. A demanda por mão-de-obra especializada levou à imigração de outros técnicos alemães, e durante a Primeira Guerra Mundial até de marinheiros alemães que tinham sido inicialmente detidos no Sanatório Naval de Nova Friburgo como prisioneiros. Além de gerar empregos, a indústria contribuiu para o desenvolvimento da cidade, promovendo o acesso à energia elétrica. Houve, inclusive, a construção de bairros inteiros a partir das vilas operárias, como o bairro Ypu, que pega o nome da Fábrica Ypu.
De igual importância para o desenvolvimento da cidade foi a relativa proximidade de Niterói e Rio de Janeiro e a melhoria das ligações de transporte e comunicação, como estradas asfaltadas e telégrafo. Isso estimulou o crescimento de uma pequena indústria turística que, com o comércio local, se tornou a principal fonte de renda da cidade.
A área do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2022, é de 935,429 km², sendo que 43,43 km² constituem a zona urbana. Situa-se a 22° 16' 55" S de latitude sul e 42° 31' 51" O" de longitude oeste. Seus municípios limítrofes são: Cachoeiras de Macacu, Silva Jardim, Casimiro de Abreu, Macaé, Trajano de Morais, Bom Jardim, Duas Barras, Sumidouro e Teresópolis.
Conforme a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Petrópolis e Imediata de Nova Friburgo. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Nova Friburgo, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Centro Fluminense.
Relevo, hidrografia e meio ambiente
O relevo de Nova Friburgo é predominantemente montanhoso, com destaque para morros e picos e a altitude é superior a 200 metros acima do nível do mar. A altitude máxima encontra-se no Pico Maior de Friburgo, que chega aos 2 366 metros, enquanto a altitude mínima é de 846 metros. Também merece menção o Pico da Caledônia, cuja altitude máxima chega a 2 257 metros.
O principal curso hídrico que passa por Nova Friburgo é o rio Bengalas. O município integra a bacia do rio Grande. A vegetação predominante é a Mata Atlântica, sendo que o principal problema ambiental presente, era o desmatamento.
Por vezes, na estação das chuvas, os rios que cortam o município, principalmente o rio Bengalas, sofrem com a elevação de seus níveis, provocando enchentes em suas margens, o que exige a existência de um sistema de alerta contra enchentes eficaz. A cidade foi uma das mais afetadas pelas enchentes de 2011.
Conforme a Classificação climática de Köppen-Geiger, o clima é caracterizado como mesotérmico brando (Cfb). Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1961 a 2003, a menor temperatura registrada em Nova Friburgo foi de 1 °C em quatro ocasiões, duas em junho de 1968, nos dias 1° e 28, e as demais em 7 de junho de 1969 e 22 de julho de 1981. Porém, fora desse período, mais recentemente, a temperatura mínima absoluta no município foi de −1,1 °C nos dias 4 de setembro de 2011 e 8 de agosto de 2014, na estação automática do mesmo instituto. A maior temperatura registrada foi de 36 °C em 17 de novembro de 1985. Porém, a máxima absoluta foi de 37,3 °C em 30 de outubro de 1948.
Ainda conforme o INMET, nos períodos de 1961 e 1983 e 2002 a 2003, o maior acumulado de precipitação em 24 horas atingiu de 165,4 mm em 16 de dezembro de 1966. Outros grandes acumulados foram 125,8 mm em 20 de outubro de 1962, 113 mm em 24 de janeiro de 1964, 108,6 mm em 13 de janeiro de 1978, 105,6 mm em 28 de novembro de 1978 e 103,8 mm em 24 de dezembro de 1966. janeiro de 1964, com 503,7 mm, foi o mês de maior precipitação.
O município é dividido em oito distritos: Sede, Riograndina, Campo do Coelho, Amparo, Lumiar, Conselheiro Paulino, São Pedro da Serra e Muri. Segundo a prefeitura em 2022, a cidade era composta em 40 bairros, dos quais os mais populosos eram o Olaria (15 103 habitantes) Centro (14 233 habitantes) e Conselheiro Paulino (12 943 habitantes).
Em 2022, a população do município foi contada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 189 939 habitantes. Em 2010, a população era de 182 082 habitantes. Segundo o censo daquele ano, 87 254 habitantes eram homens e 94 828 habitantes mulheres. Segundo o censo de 2010, 159 372 habitantes viviam na zona urbana e 22 710 na zona rural. Da população total no ano de 2010, 35 838 habitantes tinham menos de 15 anos, 128 357 habitantes tinham de 15 a 64 anos e 17 887 pessoas possuíam mais de 65 anos, sendo que a esperança de vida ao nascer era de 75,77 anos e a taxa de fecundidade total por mulher era de 1,87.