Nova Iorque ou Nova York (em inglês: New York) é um dos 50 estados dos Estados Unidos, localizado na Região nordeste do país. É o maior centro financeiro e comercial do país, e o quarto maior centro industrial dos Estados Unidos, atrás apenas de Califórnia, Texas e Ohio.
O estado não deve ser confundido com a cidade de mesmo nome, a cidade de Nova Iorque, localizada ao sul do estado. Por isto, o estado às vezes é chamado de Estado de Nova Iorque (New York State). Além de ser a maior cidade do estado, Nova Iorque, com seus 8,5 milhões de habitantes (aproximadamente a metade da população do estado), é também a cidade mais populosa dos Estados Unidos. Nova Iorque tornou-se o estado mais populoso do país por volta de 1810, sendo ultrapassado pela Califórnia na década de 1960, pelo Texas na década de 1990, e pela Flórida em 2020, tornando-se, assim, o quarto estado mais populoso dos Estados Unidos, com pouco mais de 20 milhões de habitantes.
Nova Iorque foi originalmente colonizado por neerlandeses, que chamaram a região de Novos Países Baixos. Eles também fundaram um assentamento na ilha de Manhattan, chamado de Nova Amesterdã. Quando a Inglaterra capturou o estado dos neerlandeses, eles renomearam tanto o estado quanto a cidade, localizada em Manhattan, de New York. Nova Iorque foi uma das treze colônias britânicas que rebelaram-se na Guerra da Independência dos Estados Unidos, e um terço de todas as batalhas aconteceram no estado. Após a guerra, tornou-se o décimo primeiro estado a entrar na União, em 26 de julho de 1788.
O cognome de Nova Iorque é Empire State. Historiadores acreditam que este apelido vêm de um comentário feito por George Washington - ele uma vez comentou que Nova Iorque era o "centro do império" (norte-americano). O lema do estado é Excelsior. A palavra excelsior vêm do latim e significa "sempre acima", "sempre no topo" ou "mais alto ainda".
Exploração e colonização europeia
A região onde fica atualmente o estado de Nova Iorque era habitada por dois grupos distintos de nativos norte-americanos muito tempo antes da chegada dos primeiros europeus na região. Estes grupos eram os iroqueses e os algonquinos, que eram rivais entre si. Os iroqueses eram mais socialmente organizados do que os algonquinos, possuindo uma notável hierarquia política e social, além de serem mais avançados militarmente.
O primeiro europeu a explorar a região onde atualmente está localizado o estado de Nova Iorque foi o explorador e navegador italiano Giovanni da Verrazzano, que explorava em nome da corte francesa. Ele alcançou o rio Hudson por volta de 1524.
Em 1609, o inglês Henry Hudson, explorando em nome da Companhia Holandesa das Índias Orientais, navegou rio Hudson acima, e oficialmente reivindicou a região aos neerlandeses. Essa região passaria a ser conhecida como Novos Países Baixos. Os neerlandeses fundaram diversos postos comerciais na região, e estabeleceram relações comerciais com os nativos iroqueses. Em 1621, um grupo de mercantes neerlandeses criaram uma companhia, a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais. Em 1624, o governo neerlandês deu à Companhia Holandesa das Índias Ocidentais todos os direitos para comercializar com os Novos Países Baixos por 24 anos. No mesmo ano, uma primeira leva de colonos, cerca de 30 famílias, foram enviados à região, onde fundariam Fort Orange - que é a atual capital de Nova Iorque, Albany.
Em 1625, os neerlandeses fundaram uma vila, e iniciaram a construção de um forte, ambas na ilha de Manhattan. Ambos foram nomeados de Nova Amesterdã - com a vila sendo a capital da colônia. A vila de Nova Amesterdã desenvolveu-se na região onde atualmente se situa a cidade de Nova Iorque. Em 1626, o governador dos Novos Países Baixos à época, Peter Minuit, compraria toda a ilha de Manhattan dos nativos que moravam na região em troca de produtos que valiam no total cerca de 24 dólares. Nos anos seguintes, os neerlandeses fundariam diversos assentamentos e vilas na região do atual estado de Nova Iorque.
Em 1629, a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais decidiu acelerar o processo de colonização dos Novos Países Baixos. A companhia implementou um sistema de latifúndios, onde grandes lotes de terra seriam dadas para diversos membros da companhia. Estes membros somente continuariam a serem proprietários de suas terras caso conseguíssem colonizar seus lotes com um certo número de colonos. A maioria destes latifundiários fracassaram em cumprir estes objetivos, mas um colono, Kiliaen Van Rensselaer, alcançou grande sucesso, colonizando as áreas onde atualmente os condados de Albany, Colúmbia e Rensselaer estão localizadas. Graças ao sucesso de Rensselaer, este sistema, onde poucos latifundiários controlavam grandes lotes de terra, e alugavam lotes menores de terra para fazendeiros, que eram obrigados a cederem uma dada percentagem de suas colheitas para os proprietários, persistiria até a década de 1840, onde uma série de revoltas deu um fim a este sistema.
Durante as décadas de 1640 e 1650, numerosos colonos ingleses da colônia inglesa de Connecticut estabeleceram-se em Long Island, parte do atual estado de Nova Iorque. Inicialmente, as relações entre os colonos ingleses e neerlandeses eram amigáveis. Porém, estas relações deterioraram-se rapidamente no final da década de 1650. O rei Carlos II da Inglaterra decidiu conquistar os Novos Países Baixos, enviando uma frota naval em 1664, que ancoraram na capital da colônia neerlandesa, Nova Amesterdã. Então governador dos Novos Países Baixos, Peter Stuyvesant, decidiu render-se sem resistência.
Os Novos Países Baixos foram renomeados de Nova Iorque pelos ingleses, em homenagem ao duque inglês de York. O nome da vila de Nova Amesterdã, por sua vez, seria mudada para Nova Iorque. Os franceses, instalados na Nova França (que compreenda atualmente o leste canadense) começaram a interessar-se pelo norte da colônia inglesa de Nova Iorque, por volta de 1680, sendo que o explorador francês René-Robert Cavelier exploraria o norte de Nova Iorque em 1669. Em 1731, os franceses construíram um forte em Crown Point, no lago Champlain, e reivindicaram o norte de Nova Iorque. Em 1689, guerra instalou-se entre a Inglaterra e a França, e logo Nova Iorque passou a ser palco de numerosas batalhas entre ingleses e franceses. Estas batalhas, que tornariam-se conhecidas como Guerra Franco-Indígena, duraram entre 1689 e 1763. Os ingleses, em grande vantagem numérica, e com o apoio dos nativos algonquinos, eventualmente derrotariam os franceses, e capturaram a Nova França, em 1763.
O controle britânico sobre as colônias na América do Norte era motivo de descontentamento entre a população do estado de Nova Iorque. Na década de 1730, John Peter Zenger criticou pesadamente o governo britânico, e ele foi preso por isso. Porém, o júri, em 1735, considerou Zenger inocente, alegando liberdade de imprensa - e fazendo disso uma grande vitória para a imprensa americana.
Os habitantes do estado também não gostavam dos impostos cobrados sobre produtos fabricados nas colônias ou da autoridade dos juízes ingleses, e Nova Iorque foi uma das Treze Colônias britânicas que se rebelaram contra o Reino Unido na guerra da independência dos Estados Unidos. Durante esta guerra, cerca de 30 mil pessoas leais à Inglaterra abandonaram a colônia. Nova Iorque foi o palco de várias batalhas importantes, como a batalha de Saratoga, embora a cidade homônima tenha sido capturada logo no início da guerra pelos britânicos, que abandonariam a cidade somente após o fim da guerra.
Em 9 de julho de 1776, o congresso provincial de Nova Iorque reuniu-se em White Plains, aprovando definitivamente a Declaração de Independência dos Estados Unidos, adotado pelo Congresso Continental cinco dias antes, em 4 de julho. Nova Iorque ratificaria os artigos da Confederação em 6 de fevereiro de 1778.
O fim da guerra de independência tornou possível desenvolver as terras que formam atualmente o oeste do estado de Nova Iorque, que até então não faziam parte de nenhuma das antigas Treze Colônias. Nova Iorque e Massachusetts reivindicaram a região. Pelo Tratado de Hartford, de 1786, Nova Iorque teria direito à soberania das terras, enquanto que Massachusetts teria o direito de adquirir as terras da região dos nativos norte-americanos. Diversos grupos tentaram passar por cima do tratado, sem sucesso. Um leasing de 999 anos assinado em 1887 foi rapidamente anulado pelo Legislativo de Nova Iorque e de Massachusetts.