Nozomi (のぞみ, nozomi) é uma nave espacial lançada e administrada pela Japan Aerospace Exploration Agency – JAXA, com a finalidade de estudar o planeta Marte, em particular a sua alta atmosfera.
Para o programa espacial japonês a sonda era inicialmente chamada de Planeta-B. Ela foi lançada em 3 de Julho de 1998 horário JPN ou em 4 de Julho de 1998 horário EST. Ela iria orbitar em torno de Marte a uma altitude média de 890 km.
Porém a sonda sofreu a ação das explosões solares que ocorreram em Abril de 1999 e que danificaram seus equipamentos elétricos e as comunicações e isso causou o desligamento prematuro dos seus motores, quando este executava uma correção de trajetória.
A Agência Espacial Japonesa tentou remotamente reparar os circuitos danificados, mas não teve sucesso. A missão foi considerada perdida em 9 de Dezembro de 2003.
Este lançamento foi um tributo para a missão norte-americana Mars Pathfinder, já que seu lançamento ocorreu um ano após a chegada do veículo a Marte. Chamado inicialmente de Planet-B foi renomeado logo após o seu lançamento para Nozomi, palavra japonesa que significa Esperança.
Era esperado que os resultados das pesquisas do Nozomi fossem semelhantes aos resultados da nave especial norte-americana da NASA, Pioneer em sua missão para Vênus, que utilizou instrumentos similares na missão dos anos 60.
O objetivo científico principal da Nozomi era o de estudar a camada superior da atmosfera de Marte, com ênfase na ação dos ventos solares.
Marte não tem um campo magnético intrínseco forte o suficiente, para resistir aos ventos solares contra a camada mais elevada da sua atmosfera, de forma que esta camada está sob a forte ação dos ventos solares.
Esta situação se assemelha a do planeta Vênus, onde se sabe que o nível da camada superior da sua atmosfera varia bastante em função da ação dos ventos solares.
O vento solar típico exerce uma pressão dinâmica que se equilibra com a pressão termal da ionosfera marciana em uma altitude de 150–200 km
Mas quando a ionosfera foi observada pelas duas sondas aterrizadoras Viking, elas indicaram que este equilíbrio se processava em uma faixa de altitude mais alta.
Isto sugere que o conhecimento da camada superior da atmosfera de Marte ainda não está suficientemente claro, quando se faz uma analogia com a camada superior da atmosfera de Vênus.
A sonda soviética Phobos 2 achou um grande fluxo de íons escapando da ionosfera de Marte. O nível seria muito grande de tal forma que ele passou a ser o principal elemento a influenciar a evolução da atmosfera de Marte.
Todas as observações sugerem que a camada superior de Marte deve ser ainda muito estudada. Nozomi seria a primeira nave espacial totalmente dedicada ao estudo da camada superior da atmosfera.
A órbita da sonda Nozomi em torno de Marte é muito elíptica, com periastro de 150 km e apoastro de tamanho equivalente a 15 diâmetros de Marte. O baixo periastro permite estudar de mais perto a ionosfera e o seu apoastro relativamente grande permite a sonda estudar o lado escuro de Marte para ver se sejam detectados a saída de íons da atmosfera.
As observações da sonda Nozomi são agrupadas em cinco categorias:
Não se sabe a onde esteja o campo magnético. A sonda iria exatamente medir a intensidade do campo magnético pela primeira vez.
A sonda deveria investigar a composição e a estrutura da atmosfera utilizando-se de detectores remotos de raios ultravioleta. Também seria utilizado um pequeno analisador de massa. Nozomi seria capaz de identificar a composição química da ionosfera.