Neste Dia

Obina

Futebolista brasileiro

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Manuel de Brito Filho, mais conhecido como Obina (Vera Cruz, 31 de janeiro de 1983), é um ex-futebolista brasileiro que atuava como atacante.

Aos 18 anos, Obina ainda jogava peladas em Baiacu, distrito da cidade onde cresceu, quando um olheiro do Vitória o levou para testes no time de Salvador. Chegou a ter oportunidades no time reserva com Joel Santana, então técnico do rubro-negro, em 2002, mas foi emprestado em 2003 duas vezes para ganhar experiência, para CRB e Fluminense de Feira. Ficou apenas alguns meses nos dois clubes, mas o suficiente para se destacar. Na Copa do Brasil de 2003, marcou o gol do empate do clube de Feira de Santana com o time homônimo do Rio de Janeiro, Fluminense, por 1 a 1.

Na sua volta ao rubro-negro de Salvador, em 2004, Obina conseguiu se destacar num time que tinha os pentacampeões mundiais pela Seleção Brasileira Vampeta e Edílson, e foi artilheiro do Campeonato Baiano de 2004, junto com Gilmar, também do Vitória.

O elenco do Leão era apontado como um dos mais bem preparados para a disputa dos dois campeonatos nacionais do ano. Na Copa do Brasil de 2004, Obina fez 5 gols e ajudou o time baiano a chegar às semifinais da competição, sendo eliminado pelo Flamengo.

Porém, no Brasileirão daquele ano, o time não conseguiu manter a regularidade e, com problemas financeiros devido ao alto investimento feito para a temporada, uma crise se instalou e, apesar dos 17 gols de Obina, artilheiro do rubro-negro na temporada, o clube foi rebaixado à Série B. O atacante, aos prantos e muito vaiado, não conseguiu explicar o que aconteceu dentro do clube ao longo do campeonato.

Com a fama de goleador mantida, foi vendido ao Al-Ittihad, mas encontrou resistência do técnico, que não era simpatizante de jogadores brasileiros.

Em 2005, voltou ao Brasil para jogar em outro rubro-negro, o Flamengo, numa época em que a equipe carioca estava carente de um jogador que fizesse gols. Indicado pelo então técnico Cuca, Obina veio credenciado como artilheiro do rebaixado Vitória no Brasileiro de 2004, com 19 gols. Assim, o jovem atacante logo tornou-se a maior esperança do elenco.

Em uma pré-estreia precipitada, ele, ainda fora de forma, encontrou problemas para jogar. Mesmo marcando alguns gols, foi durante algum tempo perseguido pela torcida. Apenas no final do Campeonato Brasileiro de 2005, o jogador faz as pazes com ela, que com o passar do tempo reconheceu a humildade e força de vontade do atacante, que treinava com muito empenho. Ao fazer o gol da vitória sobre o Paraná, acabou com as chances de rebaixamento do Flamengo naquele Brasileirão e ainda quebrou um pequeno tabu nos confrontos do rubro-negro com o time paranaense.

Em 2006, Obina começou bem o ano. Mesmo no banco de reservas durante o início da temporada, o jogador voltou a jogar bem e a fazer gols importantes. Foi peça fundamental na conquista da Copa do Brasil 2006 pelo clube da Gávea. Na final daquele certame, contra o Vasco da Gama, Obina marcou o primeiro dos 3 gols que a equipe rubro-negra faria no Vasco nos 2 jogos daquela Final.

Durante o Campeonato Brasileiro de 2006, Obina marcou muitos gols e virou ídolo de vez no Flamengo. Mesmo com as várias homenagens da torcida do Flamengo, e com o reconhecimento da mídia, o jogador manteve sua postura humilde e dedicada.

A partir daí, a torcida passa a entoar um canto característico em sua homenagem: "Oh, Obina é melhor que Eto'o", em referência ao atacante camaronês Samuel Eto'o.

No início de 2007, o Bayern de Munique, da Alemanha, sondou o jogador. Entretanto, nenhuma proposta foi feita. O objetivo do atacante passa a ser a disputa da Copa Libertadores da América. Mas a equipe rubro-negra foi eliminada pelo time uruguaio Defensor Sporting, após a derrota por 3 a 0 no Estádio Centenário e vitória por 2 a 0 no Maracanã.

Numa partida de semifinal da Taça Guanabara de 2007, contra o Vasco da Gama, Obina entra em campo, fica dois segundos com a bola, faz o gol que garante a passagem do Flamengo às finais e rompe os ligamentos do joelho no lance do gol, lhe rendendo um período de inatividade que poderia chegar a seis meses. Mas o jogador se recuperou antes do esperado, e já estava em atividade.

Após marcar o segundo gol rubro-negro na partida contra o Figueirense em 2007, vencida pelo Flamengo por 4x1 Obina chegou à marca de 20 gols em Campeonatos Brasileiros, sendo o 10° maior artilheiro do clube na história da competição. Logo depois, Obina marcou outro gol subindo mais uma posição na artilharia.

No dia 18 de setembro, foi julgado por agressão e punido com 120 dias de suspensão. No entanto, após 6 rodadas, o Flamengo entrou com um recurso e, às 18:00 horas do dia 18 de novembro de 2007, a pena foi reduzida para 5 jogos de suspensão, como já haviam sido cumprido 6 jogos. No mesmo dia o atacante foi escalado para o jogo contra o rival Vasco. Acabou entrando no segundo tempo e, em sua primeira jogada, acertou uma bola na trave, levando o Maracanã ao delírio, e o Flamengo venceu por 2 a 1.

Em 12 de março de 2008, o Flamengo anunciou a renovação, por dois anos, do contrato de Obina; nos dois jogos finais do Campeonato Carioca de 2008, Obina fez três gols e deu o título ao rubro-negro da Gávea.

Em 2009, incrivelmente, chegou à pré-temporada em forma, ao contrário dos anos anteriores. O baiano vinha se destacando em treinos, com gols e belos passes. Porém, logo em sua estreia, no Campeonato Carioca, Obina perdeu muitos gols, incluindo dois pênaltis. Passou a ser vaiado e não mais conseguiu se firmar como titular, perdendo posição primeiramente para Josiel, e depois para Emerson Sheik.

No dia 25 de maio, Obina foi emprestado ao Palmeiras até o fim da temporada. Foi inscrito no Campeonato Brasileiro com a camisa 28, mas disputou a Copa Libertadores da América com a camisa 24.

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Obina | World in Stories