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Olavo de Carvalho

Jornalista, escritor, astrólogo, ensaísta, polemista, influenciador digital e ideólogo brasileiro

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Olavo Luiz Pimentel de Carvalho GCRB (Campinas, 29 de abril de 1947 – Richmond, 24 de janeiro de 2022) foi um jornalista, escritor, astrólogo, ensaísta, polemista, influenciador digital, ideólogo e autoproclamado filósofo brasileiro, reconhecido como um notório teórico da conspiração e um representante intelectual do conservadorismo no Brasil, com expressiva influência na extrema-direita, sendo apontado como um responsável pelo surgimento da Nova Direita brasileira. Foi considerado um "guru" do ex-presidente da República Jair Bolsonaro e do bolsonarismo, qualificação que rejeitava.

Seu discurso era caracterizado pela recusa do que chamava de "politicamente correto" e pela presença de ataques ad hominem e de termos chulos. Diversas publicações indicaram que os livros e artigos de Carvalho divulgavam teorias conspiratórias e informações incorretas, e apontaram que o polemista fomentava discursos de ódio e anti-intelectualistas. Crítico da modernidade, demonstrava interesse por filosofia histórica, história dos movimentos revolucionários, tradicionalismo e religião comparada. Apesar de relativo sucesso de vendas, seu trabalho não teve impacto no meio acadêmico e seus escritos no campo da filosofia são rejeitados por vários especialistas. De 2005 até ao fim da vida, viveu em Richmond, Virgínia, Estados Unidos.

Olavo de Carvalho foi simpatizante das ideias e filiado ao Partido Comunista Brasileiro, tendo militado em sua juventude ventilando ideias opositoras à ditadura militar brasileira entre 1966 e 1968, mas tornou-se anticomunista a partir da década seguinte, posição que manteve até o fim da vida. O PCB nunca confirmou ou negou sua filiação ao partido, tendo o mesmo se dissolvido em 1992.

Como astrólogo, colaborou no primeiro curso de extensão universitária em astrologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em 1979, oferecido a formandos em psicologia. Como escritor, lançou sua primeira publicação em 1980, A Imagem do Homem na Astrologia. Em 2013, lançou O Mínimo que Você Precisa Saber para não Ser um Idiota, coleção de textos curtos publicados na imprensa.

Em fevereiro de 1977, começou a colaborar para o caderno literário "Folhetim", publicado na Folha de S.Paulo. Nos anos seguintes, atuou como colunista nos jornais O Globo, Jornal do Brasil, Folha de S.Paulo, Zero Hora, dentre outros.

Em 1979, fundou a Escola Júpiter de Astrologia (na época situada na região dos Jardins, zona oeste de São Paulo), juntamente com Antônio Carlos Harres e Mary Lou Simonsen (filha do empresário Mário Wallace Simonsen). A escola organizou eventos, palestras e dois seminários; o primeiro, "Pequeno Seminário de Astrologia", em fevereiro de 1979, e o segundo em setembro de 1979. Uma das ex-alunas da escola foi a astróloga e cientista social Barbara Abramo, cuja família fundou o Partido dos Trabalhadores. Olavo de Carvalho ministrava cursos de astrologia e outros temas; em um desses cursos, com duração de oito meses aulas semanais, Olavo ofereceu "Orientação Profissional Segundo a Astrologia". Em 1979, colaborou no primeiro curso de extensão universitária em astrologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), oferecido a formandos em psicologia.

Na década de 1980 tornou-se membro da Tariqa, ordem mística muçulmana liderada por Frithjof Schuon. Embora admita a importância do Islã em sua formação, mais tarde lamentou a sua expansão no Ocidente. Em 1986, foi premiado pela Universidade de Alazar e pelo Reino da Arábia Saudita pela escrita de uma obra sobre o profeta Maomé.

Estudou no Conpefil (Conjunto de Pesquisa Filosófica) da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro por três anos, sob a direção do professor e padre Stanislavs Ladusãns. Apresentou os trabalhos Estrutura e Sentido da Enciclopédia das Ciências Filosóficas de Mário Ferreira dos Santos e Leitura Analítica da "Crise da Filosofia Ocidental" de Vladimir Soloviov, mas não concluiu o curso, saindo dele após a morte de Ladusãns em 1993 – não possuindo, portanto, nenhuma titulação acadêmica convencional.

Em 1996, publicou O imbecil coletivo: atualidades inculturais brasileiras, no qual criticou duramente o meio cultural e intelectual brasileiro. A obra recebeu elogios do jornalista Paulo Francis e do economista Roberto Campos, que classificou Olavo como "um filósofo de grande erudição".

Debateu com o russo Aleksandr Dugin (cientista político, conselheiro do presidente da Rússia Vladimir Putin e principal ideólogo do eurasianismo) sobre a Nova Ordem Mundial, gerando em 2012 o livro "Os EUA e a Nova Ordem Mundial". Dugin concluiu que a posição de Olavo foi "muito pessoal, idiossincrática e irrelevante". O ensaísta conservador romeno Horia-Roman Patapievici elogiou muito a postura e os argumentos de Olavo no debate, considerando sua réplica brilhante.

Em 2013, publicou O Mínimo que Você Precisa Saber para não Ser um Idiota. O livro é um apanhado de 193 artigos escritos por ele de 1997 até a data de publicação, tendo vendido aproximadamente 320 mil exemplares. A obra recebeu elogios dos jornalistas Carlos Ramalhete, Euler de França Belém, Paulo Briguet, Reinaldo Azevedo e do padre Paulo Ricardo; bem como da livraria da Folha de S.Paulo.

Em 2015 iniciou seu canal homônimo no YouTube, atualmente com mais de 1 milhão de inscritos e pelo menos 81 milhões de visualizações. Segundo coluna escrita pelo jornalista Ancelmo Gois, também ex-filiado ao Partido Comunista Brasileiro, o canal de Olavo era categorizado como "Comédia"; atualmente o YouTube não mais exibe categorias nos canais. Sua página no Facebook é seguida por pelo menos 551 mil usuários. Nas redes sociais, fazia críticas à imprensa, ao cenário cultural e à universidade; atribuindo aos movimentos progressistas culpabilidade da deterioração desses espaços que, segundo ele, teriam se tornado apenas campos de burocracia e rituais de doutrinação. Em 15 de agosto de 2018, suas páginas do Facebook foram bloqueadas por trinta dias; Olavo atribuiu o bloqueio a "piadinhas" que fez a dois ex-alunos de seu curso online de filosofia, Carlos e Jorge Velasco.

Até 2016 escreveu para o Diário do Comércio (veículo de propriedade da Associação Comercial de São Paulo), na coluna "Mundo Real". Tornou-se um dos principais difusores das ideias de extrema-direita no Brasil. Ainda em 2016, Donald Trump classificou Carvalho como "um dos maiores intelectuais conservadores do mundo". Ele ganhou grande repercussão depois da eleição de Jair Bolsonaro em 2018, sendo um importante teórico de seu governo.

Embora a obra de Carvalho tenha tido sucesso de audiência entre o público geral, não obteve grande repercussão na academia brasileira.

Olavo afirmava que suas ideias não se enquadravam em uma categoria ideológica, condenando quem adota posições por automatismo sustentado por ideologias. Ele aponta que o coeficiente de esquerda ou de direita está nos olhos do observador e varia conforme as épocas e os lugares. Olavo dizia que preferia se manter afastado dos enquadramentos ideológicos no Brasil, muito embora se visse alinhado à direita americana.

Para Carvalho, a esquerda política brasileira conseguiu dominar a universidade, a mídia, a cultura e a política do país, empregando os métodos da revolução passiva (a "revolução sem revolução") de Antonio Gramsci.

Entre indivíduos já criticados por Olavo estão Lula, Fidel Castro, Barack Obama, entre outros. Poder-se-ia citar ainda entidades como o Foro de São Paulo, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o eurasianismo, o Partido dos Trabalhadores, as FARC e a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil. Criticava bastante o desarmamento civil, e alegava que as organizações desarmamentistas estavam ligadas aos interesses de grupos milionários nacionais e estrangeiros.

Em um artigo jornalístico produzido em dezembro de 2010 para a revista Época, o autor sugeriu que Ladislav Bittman teria, na posição agente da StB, conduzido operações de bandeira falsa e desinformação, fazendo com que as agências de inteligência norte-americanas levassem a culpa pelo golpe de 1964 no âmbito das escolas e da mídia brasileira.

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