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Orlando Peçanha

Futebolista brasileiro

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Orlando Peçanha de Carvalho, mais conhecido como Orlando Peçanha (Niterói, 20 de setembro de 1935 — Rio de Janeiro, 10 de fevereiro de 2010) foi um treinador e futebolista brasileiro que atuou como zagueiro.

Orlando começou a carreira nos juvenis do Vasco e, em 1954, foi promovido ao elenco principal, no processo de renovação do time que saía da fase de ouro chamada de Expresso da Vitória. Atuou pelo clube até 1960 e teve papel importante nas conquistas dos Cariocas de 1956 e 1958.

Pelo clube, chegou à Seleção Brasileira em 1958. No mesmo ano, formou a zaga titular da equipe campeã na Suécia ao lado de Bellini, seu companheiro no clube carioca, atuando em todos os seis jogos da equipe no Mundial. Foi vice-campeão sul-americano em 1959, quando o Brasil terminou a campanha invicto, perdendo o título com um empate na partida final contra a Argentina.

Em 1960, foi contratado pelo Boca Juniors, da Argentina, onde permaneceu até 1964 e atuou ao lado de outros brasileiros (Dino Sani, Paulo Valentim e Almir Pernambuquinho). No clube argentino, foi campeão nacional em 1962 e 1964. Em Buenos Aires, recebeu da imprensa portenha o apelido de "O Senhor do Futebol".

A transferência para o exterior acabou impedindo sua convocação para a Copa de 1962, perdendo a chance de ser bicampeão mundial no Chile. Na época, atletas brasileiros que atuavam no exterior não eram convocados para a seleção.

Voltou ao Brasil em 1965 para atuar no Santos. Jogou pela primeira vez com a camisa do Peixe em 11 de julho, na vitória diante do América de São José do Rio Preto pelo placar de 3 a 1, na Vila Belmiro, em partida do Campeonato Paulista. No alvinegro praiano, atuou na quarta zaga no período de 1965 a 1968, jogando 138 partidas, não marcando nenhum gol e foi campeão paulista em 1965, 1967 e 1968, do Torneio Rio-São Paulo de 1966 e da Taça Brasil de 1965.

Aos 31 anos, retornou a seleção brasileira que disputou a Copa do Mundo FIFA de 1966. No Mundial disputado na Inglaterra, sofreu sua única derrota em 34 partidas pela seleção: 3 a 1 para Portugal, jogo que eliminou o Brasil do torneio. Participou ao todo de 34 partidas pela seleção.

Encerrou a carreira em 1970 aos 35 anos no Vasco.

Após pendurar as chuteiras, tentou iniciar a carreira de treinador, comandando o CSA, em 1977, e o Vitória, em 1980. Mas acabou se destacando por defender os interesses dos treinadores, como presidente da Associação Brasileira de Treinadores de Futebol.

Campeonato Carioca: 1956 e 1958

Torneio Internacional Paris de 1957

Torneio Quadrangular de Lima: 1957

Torneio Internacional de Santiago: 1957

Torneio Início do Rio de Janeiro: 1958

Taça Cidade do Rio de Janeiro: 1959

Campeonato Argentino: 1962 e 1964

Campeonato Paulista: 1965, 1967 e 1968

Ele residia com a família em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro. Orlando foi acometido de uma pneumonia, mas se recuperava bem, em casa. No dia 9 de fevereiro de 2010, Orlando passou mal e foi encaminhado ao hospital, por um médico amigo da família, quando teve uma parada cardíaca indo a óbito. Seu sepultamento foi no Cemitério São João Batista, em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro.

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