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Osmar Prado

Ator e escritor brasileiro

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Osmar do Amaral Barbosa OMC (São Paulo, 18 de agosto de 1947), mais conhecido como Osmar Prado, é um ator, escritor e produtor brasileiro. É considerado um dos mais prestigiados atores brasileiros, recebendo vários prêmios, incluindo três Prêmios APCA, um Prêmio Guarani, dois Prêmios Qualidade Brasil, e um Troféu Imprensa.

Osmar iniciou sua carreira ainda criança atuando na novela infantil David Copperfield (1958), da TV Paulista. Nos anos seguintes continuou desenvolvendo trabalhos na emissora e também iniciou carreira no teatro profissional, com participações recorrentes em ambas áreas. Em 1972 recebeu seu primeiro protagonista na televisão, o caipira Juba da novela Bicho do Mato, na TV Globo. Desde então, passou a integrar o elenco de atores da emissora se destacando em inúmeras produções, como Estácio de Helena (1975), Getúlio de Anjo Mau (1976), Pepo de Pai Herói e Tabaco de Roda de Fogo (1986).

Ele também se consolidou como um dos grandes atores do teatro brasileiro. Por seu desempenho na peça Uma Rosa Para Hitler (1993), ele venceu seu primeiro Prêmio APCA como Melhor Ator de Teatro. Seu primeiro grande sucesso na televisão aconteceu na novela Renascer (1993) interpretando o catador de caranguejos Tião Galinha. Com esse trabalho, Osmar se tornou ainda mais popular e venceu seu segundo Prêmio APCA como Melhor Ator Coadjuvante em Televisão.Em Sangue do Meu Sangue (1995), novela do SBT, ele foi aclamado pela crítica por sua atuação como o inescrupuloso Clóvis Camargo, que lhe rendeu o Troféu Imprensa de Melhor Ator.

Osmar se consagrou como um dos maiores atores da teledramaturgia brasileira sendo um dos nomes mais recorrentes nas produções da TV Globo na década de 2000 e 2010. Em sua carreira foi prestigiado diversas vezes por sua versatilidade na atuação. Entre seus papéis notáveis nesse período, incluem-se o dependente químico Lobato em O Clone (2001), o divertido Margarido em Chocolate com Pimenta (2003), o Pai na antológica minissérie Hoje É Dia de Maria (2005), o poderoso Cícero em Ciranda de Pedra (2008) e o coronel Epaminondas Napoleão em Meu Pedacinho de Chão (2014).

No cinema, se destacou no filme histórico Desmundo (2003), como Francisco de Albuquerque, pelo qual recebeu sua primeira indicação ao Prêmio Guarani de Melhor Ator Coadjuvante. Interpretou o presidente Getúlio Vargas no filme biográfico Olga (2004), recebendo elogios por sua atuação, que lhe rendeu o Prêmio Qualidade Brasil de Melhor Ator Coadjuvante em Cinema. Em 10 Segundos para Vencer (2019), Osmar recebeu aclamação por sua atuação como o treinador Kid Jofre. Por esse papel, ele foi eleito Melhor Ator pelo Festival de Gramado e venceu o Prêmio Guarani de Melhor Ator Coadjuvante.

Iniciou sua carreira de ator aos 10 anos de idade, integrando o elenco infantil da telenovela David Copperfield, exibida pela TV Paulista. Interpretou diversos papéis na emissora, onde permaneceu por oito anos. Nessa época, além da televisão, realizou também trabalhos no teatro com o ator Sérgio Cardoso. Em 1965, teve uma passagem pela recém inaugurada Rede Globo, onde participou da novela Ilusões Perdidas. Em 1968, assinou contrato com a TV Excelsior para atuar na novela Os Estranhos. Na mesma emissora, ainda integrou o elenco de outras duas novelas, A Muralha e Dez Vidas.

Assinou seu primeiro contrato com a Rede Globo, em 1969, para trabalhar na novela Verão Vermelho. Devido ao seu bom desempenho, foi escalado para atuar em Assim na Terra como no Céu, de 1970. Em 1971, participou de O Cafona, na qual interpretou Cacá, um jovem cineasta que, junto com os amigos Rogério e Julinho, desejava fazer o filme mais radical do cinema brasileiro. Os personagens faziam uma referência bem-humorada aos diretores Cacá Diegues, Rogério Sganzerla e Júlio Bressane. Ainda nesse ano, participou da novela Bandeira 2 de Dias Gomes, quando viveu o jogador de futebol Mingo.

Em seguida, protagonizou sua primeira novela, Bicho do Mato de Chico de Assis e Renato Corrêa e Castro, em que viveu o caipira Juba. A partir de 1973, passou a integrar o elenco fixo do seriado humorístico semanal A Grande Família, onde despontou como o estudante politizado Júnior, terceiro filho do casal Lineu e Nenê – na época, interpretados por Jorge Dória e Eloísa Mafalda - que não foi reproduzido na versão atual do seriado.

Em 1975, com a morte do autor da série, voltou a fazer novelas, atuando em duas produções. Primeiro em Senhora de Gilberto Braga, em que interpretou o advogado Torquato Ribeiro; e depois em Helena de Gilberto Braga, cuja trama foi protagonizada por ele, juntamente com a atriz Lúcia Alves. Depois, em 1976, esteve presente na primeira versão da novela Anjo Mau de Cassiano Gabus Mendes, cuja babá Nice fora vivida pela atriz Susana Vieira. Coube a Osmar encarnar Getúlio, marido da personagem Stela, vivida por Pepita Rodrigues, patrões da babá Nice. Posteriormente, como Eupídio Morungaba, participou da novela Nina.

Em 1978, interpretou o Edu da novela Te Contei? de Cassiano Gabus Mendes, que vivia um triângulo amoroso com as personagens Shana, de Maria Cláudia, e Sabrina, de Wanda Stephânia. Em seguida, em Pai Herói, viveu o marginal Pepo. Em 1980, na novela Chega Mais de Walther Negrão e Carlos Eduardo Novaes, interpretou o cantor Amaro da Bahia, que formava par romântico com a personagem de Renata Sorrah. Depois, no papel de Alfredo, integrou o elenco de O Amor É Nosso de Wilson Aguiar Filho, Walther Negrão e Roberto Freire.

Após quase 15 anos de contrato com a Rede Globo, deixou temporariamente a emissora em 1982, para se dedicar mais ao teatro. Nos palcos, atuou nas montagens de Barrela e Gente Fina É a Mesma Coisa. Também nesse ano, teve uma passagem pela TV Cultura de São Paulo, onde protagonizou a minissérie Seu Quequé com adaptação de Wilson Rocha.

Em 1983, foi convidado a integrar o elenco do seriado Mário Fofoca roterizado por Cassiano Gabus Mendes, no papel do corretor Donato Freitas, cujo escritório era vizinho ao do detetive Mário Fofoca, e servia de contraponto às situações vividas pelo protagonista. Ainda nesse ano, viveu o Joãozito em Voltei pra Você de Benedito Ruy Barbosa e fez uma participação especial em Champagne de Cassiano Gabus Mendes.

Em 1984, participou de sua primeira minissérie na Rede Globo, Meu Destino É Pecar de Euclydes Marinho. Depois, transferiu-se para a extinta Rede Manchete, onde atuou nas minisséries Viver a Vida de Manoel Carlos e Tudo em Cima de Bráulio Pedroso e Geraldo Carneiro. Antes disso, ainda em 1984, fez a sua estreia no cinema, atuando no filme Aguenta, Coração.

Em 1986, de volta à Rede Globo, participou de sua primeira novela das oito, Roda de Fogo de Lauro César Muniz, e interpretou um de seus personagens mais carismáticos na televisão, o Tabaco. No ano seguinte, trabalhou em Mandala de Dias Gomes, sendo que para viver a personagem se viu obrigado a raspar a cabeça, pois o papel seria de um monge budista. Em 1988, interpretou um dos personagens principais de Vida Nova de Benedito Ruy Barbosa, o italiano Pietro. Também nesse ano, voltou a trabalhar numa minissérie, O Pagador de Promessas de Dias Gomes, vivendo o padre Eloy.

Em 1990, participou da minissérie Riacho Doce de Aguinaldo Silva e Ana Maria Moretzshon, como o pescador Neco. Em 1992, atuou na novela Pedra sobre Pedra de Aguinaldo Silva, Ricardo Linhares e Ana Maria Moretzshon, na qual viveu mais um personagem de grande repercussão junto ao público, o Sérgio Cabeleira, que assustava os habitantes da cidade de Resplendor em noites de lua cheia.

Em 1993, interpretou aquele que talvez seja seu maior sucesso na televisão, o Tião Galinha, um personagem exótico que carregava as crendices e fábulas do universo popular na novela Renascer de Benedito Ruy Barbosa. O papel lhe rendeu o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante da Associação Paulista de Críticos de Arte.

Apesar do sucesso obtido pelo personagem, deixou a Rede Globo ainda durante as gravações de Renascer. Transferiu-se para o SBT, que reorganizava seu núcleo de dramaturgia com a novela Éramos Seis de Sílvio de Abreu e Rubens Edward Filho. Ainda no SBT, integrou o elenco do remake de Sangue do Meu Sangue de Vicente Sesso, onde interpretou brilhantemente o grande vilão Clóvis. Com esse trabalho arrancou elogios da crítica e do público, e se tornou o primeiro ator do SBT a ganhar o Troféu Imprensa.

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