Neste Dia

Oswaldo Montenegro

Músico brasileiro

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Oswaldo Viveiros Montenegro (Rio de Janeiro, 15 de março de 1956) é um músico brasileiro. Além de cantor, compõe trilhas sonoras para peças teatrais, balés, cinema e televisão. Escreve livros e peças teatrais. Tem uma das parcerias mais sólidas da MPB ao lado de Madalena Salles, que o acompanha com suas flautas.

Nascido no bairro do Grajaú, Oswaldo é um caso excepcional de precocidade musical. Sem nunca ter estudado música regularmente, começou desde tenra infância a ser influenciado por ela. Primeiro, na casa de seus pais no Rio de Janeiro: sua mãe e os pais dela tocavam piano, seu pai tocava violão e cantava.

A segunda influência foi mais forte. Aos oito anos, mudou-se, com os pais, para São João del-Rei, cidade mineira poética e boêmia, onde as serestas aconteciam todas as noites e as pessoas juntavam os amigos em casa para passar as noites tocando e cantando. Ao mesmo tempo, Oswaldo foi atraído para a música barroca das igrejas. Naquela época, teve aulas de violão com um dos seresteiros da cidade e compôs, aos 7 anos, sua primeira canção, Lenheiro, nome do rio que banha São João del-Rei. De volta ao Rio de Janeiro, participou de um festival de música com apenas 13 anos, no Rio de Janeiro, interpretando a música Saudade da Bahia de seu amigo , o carioca Mongol.

A decisão de se tornar um músico profissional veio com a mudança para Brasília, em 1971. Na capital federal, começou a ter contato com festivais e grupos de teatro e de dança estudantis. Fez seus primeiros shows e aos 17 anos a decisão de viver da música se tornou definitiva. Mudou-se novamente para o Rio, mas já havia adotado Brasília como a terra de seu coração e tema constante de sua obra. Também seus parceiros preferidos foram amigos que fez ali, como José Alexandre, Mongol e Madalena Salles, entre outros.

Foi ainda em Brasília que tomou contato com a música erudita nos concertos do Teatro Nacional. Não só assistia aos concertos com seus amigos músicos, entre eles o maestro Octavio Maul e a família Prista Tavares, mas entrava pelas madrugadas conversando sobre técnica e teoria musicais. Autodidata, devorava livros sobre história da música.

A partir daí, morando no Rio mas com os olhos e o coração postos em Brasília, sua carreira deslanchou. Teve música classificada no último Festival da Canção da Rede Globo, o primeiro de repercussão nacional de que participou (1972), escreveu e encenou seu primeiro musical (1974-1975), lançou três discos em três anos (1975-8) e ficou em 3° lugar no festival na TV Tupi com seu primeiro megassucesso, Bandolins (1979).

Em 1980, venceu o Festival MPB 80 da Rede Globo de Televisão com a canção Agonia, do amigo de infância Mongol.

Mesmo com tanto sucesso, decidiu retornar a Brasília para montar, em 1982, outro espetáculo musical, Veja Você, Brasília, com artistas locais. Desse espetáculo participaram as ainda desconhecidas Cássia Eller e Zélia Duncan. Depois desta, viriam peças de teatro musical, uma particularidade bem marcante na trajetória de um músico brasileiro e que resgata uma maneira de divulgar música abandonada na primeira metade do século XX. São mais de 14 peças musicais, todas recordes de público e algumas, como "Noturno", "A Dança dos Signos" e "Aldeia dos Ventos", estão em cartaz há mais de 15 anos e com montagens por todo o país.

Em 1985, participou do Festival dos Festivais, também pela Rede Globo, com a música O Condor, com acompanhamento de um coro de 25 cantores negros. Não parou de gravar discos.

Em 1989, participou do Globo de Ouro, novamente pela Rede Globo, onde foi lançado o seu maior sucesso da carreira: "Lua e Flor", que virou um dos temas da novela O Salvador da Pátria, da mesma emissora.

Até 2006, 34 composições suas foram interpretadas por Ney Matogrosso, Sandra de Sá, Paulinho Moska, Zé Ramalho, Alceu Valença, Zizi Possi, Zélia Duncan, Jorge Vercillo, Altemar Dutra, Gonzaguinha, Sivuca, Tânia Maya, entre outros. Até a atriz Glória Pires cantou em participação especial de um disco seu (1985).

Em 1994, lançou seu primeiro livro — O Vale Encantado — um livro infantil, no mesmo ano indicado pelo MEC, através da Universidade de Brasília, para ser adotado nas escolas de 1º grau. Em 1997, adaptou o livro para vídeo.

Em 1995 lançou o cd "Aos Filhos do Hippies" com participação de Carlos Vereza e Geraldo Azevedo.

Em 1997, reencontrou Roberto Menescal. Durante a conversa, surgiu o tema "letras de músicas da MPB que são verdadeiros poemas". Dali veio a ideia do CD "Letras Brasileiras". Menescal produziu o CD, que foi lançado no mesmo ano, e participou da tournée do show. Ainda em 97 gravou e lançou o vídeo "O Vale Encantado", que contou no elenco com a participação de Zico, Roberto Menescal, Fafy Siqueira, Luísa Parente, Tânia Maya e Madalena Salles. Foi lançado, também, o CD do mesmo nome. Também nesse mesmo ano foi lançado o CD do espetáculo "Noturno", pela Tai Consultoria em Talentos Humanos e Qualidade.

Em 1998 recebeu o título de cidadão honorário de Brasília, concedido pela Câmara Legislativa do DF. Nesse mesmo ano, voltou às montagens teatrais. Montou novamente "Léo e Bia", numa versão mais coerente com a postura que ele tem, atualmente, daquela história. Gravou o CD homônimo, também com Menescal. Montou, ainda, com elenco de Brasília, a 2ª versão de "A Aldeia dos Ventos".

Em 1999, apresentou três espetáculos, no Teatro de Arena, no Rio de Janeiro: "Léo e Bia", "A Dança dos Signos" e o inédito "A Lista" com a participação da atriz Bárbara Borges e do cantor Rafael Greyck, lançando, nessa temporada, os CDs dos 2 últimos.

Em 2000, comemorou os 20 anos de carreira com o show "Vinte Anos de Histórias" e com os CDs "Letras Brasileiras ao Vivo" e "Escondido no Tempo". Dedicou-se, também, à série "Só Pra Colecionadores", de CDs independentes, de tiragem limitadíssima, vendidos apenas via internet. Nesse ano seus fãs criaram seu primeiro fã-clube virtual, o OMOL (Oswaldo Montenegro online), onde admiradores de seu trabalho, através de um site na internet e posteriormente no Orkut, se reúnem para conversar e interagir sobre sua obra e sobre a obra de artistas que com ele trabalharam. Em Florianópolis montou o musical "Lendas da Ilha" com mais 50 artistas locais, entre eles Paulinho Dias, Fábio Cabelo e Cleiton Profeta do Circus Musicalis.

Em 2001 montou em SP a peça “A Lista” com a participação de Bruna di Tullio e Mayara Magri no elenco.

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