Ovar DmTE é uma cidade portuguesa, situada no distrito de Aveiro, região Centro e sub-região Região de Aveiro, com 17 925 habitantes (2021).
É sede do Município de Ovar com 147,70 km² de área e 55 398 habitantes (2011), correspondendo a uma densidade populacional de 375,1 habitantes/km², estando subdividido em 5 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Espinho, a nordeste por Santa Maria da Feira, a leste por Oliveira de Azeméis, a sul por Estarreja e Murtosa e a oeste pelo Oceano Atlântico, que banha perto de 15 km da sua costa, contribuindo para um clima ameno e praias agradáveis.
Antigo porto salineiro e de pesca, na Idade Média, este aglomerado populacional existirá desde o século X, sendo sede de concelho desde 1251 e cidade desde 1984.
Atualmente, Ovar destaca-se nas áreas da indústria, cultura e turismo, sendo principalmente conhecida pelo seu pão-de-ló e carnaval.
O nome "Ovar" é um vocábulo invulgar, não existindo outra povoação em Portugal (ou no estrangeiro) com esta designação. A primeira referência, conhecida, a este nome, é feita numa carta de 12 de junho 922, de Ordonho II da Galiza e Leão, na qual são doados ao Mosteiro de Crestuma "bens consideráveis, entre os quais se contam a igreja de S. Donato e a igreja de S. João". No documento, este local é referido como porto de obal, nome que faz referência ao então rio Obal (ou Obar), atual rio Cáster.
O litoral de Ovar encontrava-se compreendido no maior segmento de costa baixa e lisa do país, mas nem sempre isso aconteceu, porque primitivamente a ria não existia e o mar avançava mais para o interior, formando uma baía. Aliás, segundo Amorim Girão, Alberto Souto e Jaime Cortesão, todos os terrenos do concelho de Ovar, a oeste da linha do caminho-de-ferro (actualmente a estação da CP de Ovar dista cerca de 5.200 metros do litoral, estando a uma altitude de 17,24 metros do nível do mar) foram domínio do mar.[carece de fontes?]
A formação da Ria é contraditória, pois há quem lhe dê uma longevidade de quatro milénios, mas também quem lhe aponte os meados do século X ou mesmo XI, como início da sua sedimentação. Tudo leva a crer que, no século X, a linha da costa passava em Ovar. No entanto, o afastamento progressivo da linha da maré fez com que Ovar ficasse cada vez mais no interior, decaindo como porto de mar.[carece de fontes?]
Porto salineiro e de pesca na Idade Média, terá resultado da aglutinação de vários lugares, entre os quais a vila de Cabanões (28 de abril de 1026), São Donato (1101) e de Ovar (24 de fevereiro de 1046).[carece de fontes?]
Antigamente era o cabido da sé do Porto que lhe apresentava o parocho, com o titulo de vigário. O primeiro abbade foi o actual, collado em 7 de fevereiro de 1854. O padroado da egreja de S. Christovào de Cabanôes (Ovar) o deu D. Affonso m, em agosto de 1250, ao bispo do Porto D. Vicente e ao seu cabido, em troca de Sancta Maria do Lamegal. D. Diniz confirmou este escambo por carta regia de 9 de junho de 1292. Em 12 de setembro de 1446, por accordo entre o bispo do Porto, D. João de Azevedo, e o cabido da sua sé, ficou pertencendo a este. Paulo n confirmou este contracto em junho de 1468, pela bulia Pastor alis officii.[carece de fontes?]
Ovar constituiu-se em Concelho desde 1251, com foral passado por Manuel I de Portugal em 10 de fevereiro de 1514. Já era vila em 1600, e tinha dois juízes ordinários, três vereadores, três escrivães do judicial e notas, e quatro companhias de ordenanças.
Nos séculos XVIII e XIX destacou-se pela atividade piscatória, tendo os seus pescadores povoado grande parte do litoral português, fundado a Torreira, As Areias (São Jacinto), Espinho, e fixando-se ainda na Afurada, na Caparica, em Olhão, Paramos e no Ribatejo.[carece de fontes?]
Em 1877, a freguesia de Ovar tinha 2 776 fogos, e 10 359 habitantes.
Por ter resistido aos monárquicos à época da chamada "Traulitânia" (1919), a vila foi feita Oficial da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito a 26 de Abril de 1919.
Ovar foi elevada a cidade em 1984, pela lei n.º 9/84, de 28 de Junho.
Entre 17 de março e 17 de abril de 2020, foi decretado no município de Ovar o estado de calamidade pública, tendo decorrido na sua área geográfica uma quarentena, implementada através de uma cerca sanitária, devido à pandemia de COVID-19. Durante este período, os acessos rodoviários ao município foram controlados por patrulhas da GNR e PSP, e os comboios da CP não efetuaram paragens em nenhuma das estações e apeadeiros do município. Esta medida foi implementada devido ao elevado número de casos de contagio que foram confirmados no município, numa fase ainda prematura da pandemia em Portugal. Em 10 de abril de 2020, Ovar era o décimo município do país com mais casos de contágio confirmados (275). Durante o desenrolar do cerco sanitário, existiram frequentes discrepâncias entre os números diários de casos anunciados pela Câmara Municipal de Ovar e pela Direção Geral de Saúde. Até ao final do cerco sanitário, a pandemia de COVID-19 provocou em Ovar 25 vítimas mortais e entre 498 (DGS) e 604 (CMO) casos de infeção confirmada dependendo da fonte.
O município de Ovar é um dos 19 municípios que constituem o distrito de Aveiro, ocupando neste, uma posição excêntrica, no litoral norte.
Pertencente à Diocese do Porto, é composto por 5 freguesias - União das Freguesias de Ovar, São João, Arada e São Vicente de Pereira Jusã; Esmoriz; Válega; Cortegaça e Maceda.
Com uma área de 149.88km2 e 15 km de costa Atlântico, o município beneficia da sua excelente localização relativamente à cidade de Aveiro (35 km a sul) e do Porto (35 km a norte).