Paço do Lumiar é um município brasileiro do estado do Maranhão. Pertence à Região Metropolitana de São Luís e junto com Raposa, São José de Ribamar, Alcântara, Santa Rita, Rosário, Bacabeira, São Luís e outros municípios, formam a maior metrópole do estado do Maranhão (também conhecida como Grande São Luís). Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2021, era de 125 265 habitantes.
Em 2024, a área da cidade era de 127,193 quilômetros quadrados, o que a coloca na posição 216 de 217 dentre todos os municípios do estado do Maranhão.
Em 22 de maio de 1625, quando o governador Francisco Coelho de Carvalho chegou à capital da província do Maranhão, o jesuíta Luís Figueira já possuía uma légua de terra no sítio chamado Anindiba que, por escritura pública, fora-lhe doada por Pedro Dias e sua mulher Apolônia Bustamante.
Em virtude da Carta Régia de 11 de junho de 1761, o Governador Joaquim de Melo e Póvoas deslocou-se, no ano seguinte, para aquela povoação e elevou-a à categoria de Vila, como a denominação de Paço do Lumiar, em razão de sua semelhança como uma localidade de idêntica denominação existente na freguesia do Lumiar, nos arrabaldes de Lisboa, Portugal.
O governador Joaquim de Melo e Póvoas, buscando incentivar o desenvolvimento da Vila, ordenou que para lá fossem levadas algumas famílias de índios remanescentes das antigas Missões e que ainda não tinham lugar estabelecido para ficar, pois em 1755 foi concedida por lei liberdade total a eles. Homens brancos que viviam nas proximidades também foram levados a morar na Vila.
Entre 1911 e 1931, a Vila passou a ser município de Paço do Lumiar, sendo depois anexado e passando a ser distrito de São Luís, pelo Decreto de n° 47.
Com o Decreto Lei Estadual nº 159/1938, o distrito foi extinto, sendo seu território anexado ao distrito de São José de Ribamar, que também pertencia ao município de São Luís na época.
Com a emancipação de São José de Ribamar em 1952, Paço do Lumiar fica a ele subordinado até ser também emancipado pela Lei n° 1890, de 7 de dezembro de 1959.
Instalado em 14 de janeiro de 1961, teve como seu primeiro prefeito, Pedro Ferreira da Cruz.
O relevo do município tem baixa altitude, com predomínio de planícies e baixas declividades, modeladas em superfícies tabulares e subtabulares que decaem para colinas suaves e amplos vales, variando entre seis e cinquenta e cinco metros.
O clima do município é o tropical megatérmico quente e úmido, com uma estação chuvosa de janeiro a junho e outra seca de julho a dezembro. Apresenta altas temperaturas durante todo o ano, com uma temperatura média de 26° C.
As principais bacias hidrográficas são as dos rios Paciência e Santo Antônio (também conhecido por rio Antônio Esteves ou Rio Cururuca, que deságua na Baía de Curupu), os quais tem grande importância para pesca, agricultura, transporte e lazer, mas que se encontram comprometidos em razão da poluição causada pela expansão da rede de esgotamento sanitário.
A vegetação característica da região são os manguezais, as florestas secundárias de terra firme (capoeiras) e matas de galerias ou matas de várzeas.
Nos brejos e igarapés, são encontrados juçarais (Euterpe oleracea), buritizais (Mauritia flexuosa), tucunzeiros (Astrocaryum vulgare), babaçu (Attalea speciosa), dentre outras espécies vegetais.
Considerando que o municípios é detentor de grandes áreas verdes e de um litoral com forte influência das marés, a extração vegetal, a agricultura de subsistência, a pesca artesanal e a cata de mariscos são atividades importantes e fonte de renda para uma parcela da população.
De acordo com dados do Censo Demográfico de 2022, a população do município de Paço do Lumiar era de 145.643 habitantes e a densidade demográfica era de 1.145,06 habitantes por quilômetro quadrado. Comparando-se com os outros municípios do estado do Maranhão, ficava nas posições 6 e 3 de 217. Já tendo como base todos os municípios do país, ficava nas posições 206 e 96 de 5570.
De acordo com o Censo Demográfico de 2010, 63,63% da população do município é católica e 26,13% evangélica.
O município de Paço do Lumiar apresenta 54,6% de domicílios com esgotamento sanitário adequado, 20,4% de domicílios urbanos em vias públicas com arborização e 11,2% de domicílios urbanos em vias públicas com urbanização adequada.