Lúcio II (em latim: Lucius II), nascido Gherardo Caccianemici dall’Orso; (Bolonha, c. 1075/1100 — Roma, 15 de fevereiro de 1145) foi o 166.º Papa da Igreja Católica de 9 de março de 1144 até a data de sua morte.
Tornou-se Padre em sua cidade natal, e depois foi nomeado Cardeal da Basílica de Santa Cruz de Jerusalém, tesoureiro da Igreja e representante Papal na Alemanha para os Papas Honório II (1124-1130) e Inocêncio II (1130-1143).
Seu tempestuoso Pontificado foi marcado pelo surgimento de uma república revolucionária em Roma, que procurou privar o Papa de seu poder temporal, e pelo reconhecimento da suserania Papal sobre Portugal.
Em 1144 encontrou-se com Rogério II da Sicília em Ceprano para esclarecer os deveres de Rogério como vassalo da Santa Sé. Lúcio II não estava disposto a aceitar as demandas de Rogério e as rejeitou, mas Rogério II forçou o Papa a aceitar suas condições enviando Roberto de Selby, seu General, ao encontro de Lúcio.
O Senado Romano, que tomou praticamente todo o poder temporal do Papa durante o Pontificado de Inocêncio II e foi dissolvido por Lúcio II, foi ressuscitado, encorajado pela derrota do Pontífice Lúcio clamou, sem sucesso, pela ajuda do Imperador Conrado III (1138-1152) contra o senado e o Patrício Giordano Pierleoni, irmão do Antipapa Anacleto II, e finalmente marchou contra eles com um pequeno exército. Este confronto também foi perdido por Lúcio II. De acordo com Godofredo de Viterbo, ele foi seriamente ferido por uma pedrada durante a batalha e morreu alguns dias mais tarde em consequência dos ferimentos.