Urbano II (em latim: Urbanus II), nascido Odon de Châtillon; (Lagery, c. 1035 — Roma, 29 de julho de 1099) foi o 159.º Papa da Igreja Católica de 12 de março de 1088 até a data de sua morte. Era Monge Beneditino da Abadia de Cluny.
É conhecido por predicar a Primeira Cruzada no Oriente Próximo, embora tenha morrido antes da culminação desta com a tomada de Jerusalém. Também estabeleceu a Cúria Romana na sua forma atual.
Destacou-se como um dos mais firmes defensores da reforma gregoriana, tendo entrado em conflito com Henrique IV, Sacro Imperador Romano-Germânico, que o mandou encarcerar durante um breve período de tempo.
Destacado para a Saxónia em 1085, encarregou-se de que a maioria das sedes fosse ocupada por clérigos partidários do Papa Gregório VII.
Já nessa altura começou a ser considerado como um dos possíveis sucessores de Gregório VII, embora à morte deste, em 1086, o eleito para lhe suceder tenha sido Desidério, abade de Montecassino, que dirigiu a Igreja de Roma sob o nome de Vítor III durante dois anos e com quem Oto de Lagery se tinha confrontado a princípio. Finalmente, Oto foi eleito Papa por unanimidade em 1088, depois de um pequeno concílio celebrado em Terracina, uma região montanhosa situada a pouca distância de Roma. Diz-se que tanto Gregório VII como Vítor III, com quem se tinha reconciliado, o propuseram como sucessor antes de morrerem. Na sua proclamação tomou o nome de Urbano II.
No Concílio de Clermont-Ferrand (1095) Urbano II convocou os cristãos a uma guerra contra os muçulmanos, a fim de reconquistar Jerusalém. Iniciaram-se assim as cruzadas, expedições militares que partiam da Europa cristã a fim de combater os muçulmanos no Oriente.
Os participantes consideravam-se "marcados pelo sinal da cruz" e bordavam a cruz na roupa.
Essas expedições ocorreram por vários motivos:
Libertar os cristãos sob o poder dos turcos seljúcidas;
Liberar o caminho para peregrinações a Terra Santa que havia sido bloqueado pelos referidos turcos;
Fazer frente aos planos dos turcos os quais planejavam conquistar a Europa (esta conquista iniciou-se com a queda de Constantinopla em 1453);
A indulgência plenária, concedida pelo Papa;
O desejo de melhorar a vida. Na Europa a população crescia, e a produção de alimentos não atendia a necessidade de todo povo;
Obter riqueza no Oriente. Havia muitos nobres sem terras, pois na época a herança cabia somente ao irmão mais velho (ou ao mais novo em algumas regiões);
Os mercadores europeus queriam aumentar o comércio com o Oriente e obter privilégios nas cidades conquistadas pelos cruzados;
O Papado e seus aliados na Reforma gregoriana, esperavam unir de novo todos os cristãos, pois a Cristandade, desde o Grande Cisma do Oriente, tinha passado a estar dividida em igreja do ocidente e igrejas do oriente;
O Papa esperava socorrer os maronitas, que eram católicos e que estavam a ser brutalmente perseguidos onde estavam isolados, no monte Maron, no Líbano, desde a invasão turca.
A cristianização da Sicília e da Campânia