Paraíso do Tocantins é um município do estado do Tocantins, na Região Norte do Brasil. Situa-se na região geográfica intermediária de Palmas, e na região geográfica imediata de Paraíso do Tocantins, sendo a quinta cidade mais populosa do estado, com 52.360 habitantes.
A cidade, considerada em 2019 como "a mais feliz do Tocantins", é a referência econômica da região de planejamento do Vale do Araguaia, com economia alicerçada na prestação de serviço e no comércio, os quais são responsáveis por 46,42% do PIB da regional, resultado este amparado pelos fluxos rodoviários interconectados pelas rodovias BR-153, também conhecida como Transbrasiliana, ou Belém-Brasília; e pela TO-080, distando-se da capital, Palmas, em 63 quilômetros.
Paraíso do Tocantins tem como árvore-símbolo o ipê-amarelo. Seu principal atrativo turístico é a Serra do Estrondo – uma Área de Proteção Ambiental. O local possui mirante com vista panorâmica para a cidade, capela, academia ao ar livre, trilha, quiosque e um centro de vivência.
O município também figura na região como polo do agronegócio, sendo referência tanto na agricultura, especialmente no cultivo de soja, cana-de-açúcar e milho; quanto na pecuária, onde se destaca a bovinocultura. Assim, o município acolhe empreendimentos frigoríficos, centros de distribuição, agroindústrias, além de concessionárias de maquinários e implementos e lojas que prestam suporte ao setor.
Paraíso do Tocantins nasceu com o surgimento de um povoado às margens da BR-14 (atualmente BR-153), que por sua vez se originou do acampamento de operários que trabalhavam na construção da rodovia, sob responsabilidade da empreiteira Companhia Nacional. José Ribeiro Torres, que chegou ao local em 1958, é considerado o fundador da aglomeração.
O nome Paraíso foi cunhado por Luzia de Melo Balthazar, esposa de Adjúlio Balthazar, que era o encarregado da Companhia Nacional. Ela teria se encantado com as belezas naturais da localidade onde ficava o acampamento dos trabalhadores, uma região aos pés de uma serra (Serra do Estrondo), entre dois córregos de águas cristalinas (Pernada e Buriti), em meio à vegetação de cerrado.
A emancipação aconteceu poucos anos depois, com a Lei Estadual nº 4.716, de 23 de outubro de 1963. Na ocasião o novo município recebeu o topônimo de Paraíso do Norte, tendo sido desmembrado do município de Pium.
Com a criação e instalação do estado do Tocantins, o Decreto Legislativo nº 001, de 1 de janeiro de 1989, alterou o nome de Paraíso do Norte para Paraíso do Tocantins.
Paraíso do Tocantins possui uma área de 1 292,267 km², sendo o 1145.º maior município do país, o 72.º do estado e o nono em sua região geográfica imediata.
A população de Paraíso do Tocantins é formada por 52 360 pessoas, segundo o Censo de 2022, apresentando densidade demográfica de 40,5 habitantes por km². O município é o 617.º mais populoso do Brasil, o quinto do estado e o primeiro em sua região imediata.
O IBGE estima que a população do município em 2024 seja de 55 164 pessoas.
Paraíso do Tocantins tem regime anual de chuvas com totais acumulados entre 1 792 mm e 1 920 mm, com maiores valores mensais registrados em março (entre 280 e 320mm). O período chuvoso dura em média 175 dias, normalmente entre novembro e abril.
A temperatura média de Paraíso do Tocantins é de 24º C. A temperatura mínima média é de 18º C nos pontos mais elevados e de 20º C nos pontos mais baixos do território. As mínimas costuma ser registradas nos meses de junho, julho e agosto.
A temperatura máxima anual varia entre 30º C e 33º C. Esses valores costumam ser registrados no mês de setembro.
A sede do Poder Executivo é o Paço Municipal Manoel Lúcio Carvalho Filho, localizado à avenida Transbrasiliana, no centro da cidade. O nome do edifício homenageia o primeiro prefeito eleito.
O atual prefeito de Paraíso do Tocantins é Celso Soares Rêgo Morais. O vice-prefeito é Ubiratan Carvalho Fonseca. A gestão é delegada entre 13 secretarias municipais, instituídas pela Lei Complementar nº 72/2024: Agricultura e Pecuária; Articulação Institucional; Assistência Social, Habitação e da Mulher; Finanças; Indústria, Comércio e Serviços; Infraestrutura, Obras e Mobilidade Urbana; Gestão, Planejamento e Inovação Tecnológica; Licitação e Compras Públicas; Turismo, Lazer e Cultura; Educação; Esporte e Juventude; Meio Ambiente; e Saúde.
O município já teve 16 prefeitos, dois deles (os dois primeiros) nomeados e 14 eleitos. Em toda a história houve apenas duas reeleições, a de Moisés Avelino, em 2016, e a do atual gestor, em 2024.
Moisés Avelino é o político com mais mandatos, tendo sido eleito para o cargo três vezes (1982, 1012 e 2016). A única mulher a ocupar o cargo foi Virgínia Avelino, eleita em 1996.