Neste Dia

Parintins

Município no estado do Amazonas, Brasil

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Parintins é um município brasileiro do interior do estado do Amazonas, na Região Norte do país. É o quarto município mais populoso do estado, com 101 956 habitantes, conforme estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2024. A sua sede é banhada pelo rio Amazonas.

Localizada no extremo leste do estado, distante 372 quilômetros em linha reta da capital Manaus, a cidade é conhecida mundialmente por sediar o Festival Folclórico de Parintins, considerado Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Sua área é de 5 956 km², representando 0,3789% do estado do Amazonas, 0,1545% da região Norte brasileira e 0,0701% do território brasileiro. Desse total, 12,4235 km² estão em perímetro urbano.

O município de Parintins está localizado no estado do Amazonas, na Mesorregião do Centro Amazonense, que reúne 31 municípios amazonenses distribuídos em seis microrregiões, sendo que a microrregião à qual o município pertence é a microrregião homônima, a mais ocidental do Amazonas e que reúne sete municípios: Parintins, Itapiranga, Barreirinha, Boa Vista do Ramos, Maués, Nhamundá, São Sebastião do Uatumã e Urucará. Parintins está distante 369 km a leste da capital do estado.

A área territorial total do município de Parintins é de 5.952,333 km², o que corresponde a 0,3789% da área do Amazonas, 0,1545% da Região Norte e 0,0701% do Brasil. Parintins é o quinquagésimo maior município do estado do Amazonas em extensão territorial, sendo ainda o ducentésimo quinquagésimo maior do país.

Seus municípios limítrofes são Nhamundá ao norte; Barreirinha ao sul, Urucurituba ao leste e os municípios de Terra Santa e Juruti, no estado do Pará. O limite territorial entre Parintins e Nhamundá se inicia na margem esquerda do rio Amazonas, subindo este rio até a Barreira do Paurá. A Serra de Parintins é usada para delimitar o fim dos limites territoriais deste município com Nhamundá. Para delimitar os limites territoriais entre Parintins e Barreirinha, usa-se o divisor de águas dos rios Andirá-Uaicupará, juntamente com a linha geodésica que limita os estados do Amazonas e Pará. Já os limites territoriais com Urucurituba é iniciado no lago Arapapá, no paraná de Urucurituba. Com o estado do Pará, o limite tem início na boca do igarapé do Valério, na margem direita do rio Amazonas.

O clima de Parintins é tropical, monçônico, isotérmico (tipo Am i, segundo Köppen). A temperatura média compensada anual gira em torno dos 28 °C, com baixas amplitudes térmicas ao longo do ano, sendo 32 °C a média das máximas e 24 °C das mínimas. O índice pluviométrico anual é de 2 475 milímetros (mm), sendo os meses de janeiro a maio os de maior precipitação e setembro o de menor. A insolação anual é de aproximadamente 2 150 horas, com um registro maior no mês de agosto.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1967 a 1990 e de 1993 a 2016, a menor temperatura registrada em Parintins foi de 19 °C em 19 de julho de 1975 (o outro único registro de temperatura mínima inferior a 20 °C ocorreu em 8 de julho de 1989, de 19,4 °C), e a maior atingiu 39 °C em 7 de janeiro de 1998. O maiores acumulado de precipitação em 24 horas foi de 173 mm em 29 de novembro de 1972. Outros grandes acumulados superiores aos 150 mm foram 161,2 mm em 24 de fevereiro de 2009, 160,1 mm em 9 de março de 1998 e 150,7 mm em 5 de abril de 2002.

Em 2024, a população do município foi estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 101 956 habitantes, sendo o 4º mais populoso do estado, superado apenas por Manaus, Itacoatiara e Manacapuru.

De acordo com o Censo de 2022, a população de Parintins sofreu um decréscimo de 5.661 habitantes com relação ao Censo de 2010. Isso se deve ao externo êxodo de interioranos com destino a Manaus. Ainda de acordo com o Censo de 2022, a população era composta por 48.715 homens e 47.657 mulheres. A idade mediana no município é de 25 anos e a taxa de envelhecimento de 35,5, com 27.019 habitantes tendo entre 0 e 14 anos e 9.496 habitantes tendo 60 anos ou mais.

O atual prefeito de Parintins é Mateus Assayag, filiado ao Partido Social Democrático (PSD). Nas eleições de 2024, Assayag recebeu apoio de nomes conhecidos da política do estado, como Eduardo Braga e Omar Aziz, lideres locais de partidos como PSD e MDB, que juntos venceram em 20 municípios em 2024. Assayag venceu o pleito com 49,89% dos votos válidos em votação equilibrada, com a principal adversária, Brena Dianná (apoiada pelo governador do estado, Wilson Lima) totalizando 44,61% dos votos válidos. Assayag é sucessor direto de Bi-Garcia, que foi eleito prefeito de Parintins em quatro eleições, sendo prefeito de 2005 a 2012 e 2017 a 2024.

O município possui 13 cadeiras para a Câmara Legislativa, sendo os eleitos para o período 2025-2028: Marcus Cursino, Flávio Farias e Márcia Baranda, do União Brasil; Julvan Medeiros e Alex Garcia, do PSD; Naldo Lima e Fábio Cardoso, do Podemos; Cabo Linhares e Adson Principe, do PL; Telo Pinto (Avante), Fernando Menezes (Republicanos, Babá Tupinambá (Progressistas) e Azamor Pessoa (MDB).

Além dos 1.956 habitantes que apontaram sua cor ou raça como indígena, outros 3.697 se declararam indígenas, chegando a um total de 5.653 pessoas indígenas.

De acordo com dados preliminares do CENSO do IBGE de 2022, a população parintinense com idade superior a 10 anos foi dividida da seguinte forma:

Em comparativo com o Censo de 2010, a religião católica decresceu em 25.648 praticantes, enquanto a religião evangélica ganhou 1.434 membros. Vale ressaltar que a população de Parintins teve um grande decréscimo de habitantes de um Censo para o outro.

O município possuía, em 2009, 19 estabelecimentos de saúde, sendo 17 deles públicos municipais ou estaduais e 2 privados, entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos. Neles havia 111 leitos para internação. Em 2014, 98,86% das crianças menores de 1 ano de idade estavam com a carteira de vacinação em dia. O índice de mortalidade infantil entre crianças menores de 5 anos, em 2016, foi de 24,33 indicando um aumento em comparação a 1998, quando o índice foi de 15,86 óbitos a cada mil nascidos vivos. Entre crianças menores de 1 ano de idade, a taxa de mortalidade aumentou de 11,33 (1998) para 21,22 a cada mil nascidos vivos, totalizando, em números absolutos, 792 óbitos nesta faixa etária entre 1998 e 2016. No mesmo ano, 29,30% das crianças que nasceram no município eram de mães adolescentes. Conforme dados do Sistema Único de Saúde (SUS), órgão do Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade devido a acidentes de transportes terrestres registrou 13,31 óbitos em 2016, revelando um aumento comparando-se com o resultado de anos anteriores, quando se registrou 1,40 óbitos neste indicador. Ainda conforme o SUS, baseado em pesquisa promovida pelo Sistema de Informações Hospitalares do DATASUS, houve 7 internações hospitalares relacionadas ao uso abusivo de bebidas alcoólicas e outras drogas, entre 2008 e 2017.

A taxa de mortalidade infantil média na cidade é de 19,54 para 1.000 nascidos vivos. Em 2016, 73,17% das mortes de crianças com menos de um ano de idade foram em bebês com menos de sete dias de vida. Óbitos ocorridos em crianças entre 7 e 27 dias de vida foram 4,88% dos registros. Outros 21,95% dos óbitos foram em crianças entre 28 dias e um ano de vida. No referido período, houve 25 registros de mortalidade materna, que é quando a gestante entra em óbito por complicações decorrentes da gravidez. O Ministério da Saúde estima que 84,39% das mortes que ocorreram em 2016, entre menores de um ano de idade, poderiam ter sido evitadas, especialmente pela adequada atenção à saúde da gestante, bem como pela adequada atenção à saúde do recém-nascido. Cerca de 98,6% das crianças menores de 2 anos de idade foram pesadas pelo Programa Saúde da Família em 2014, sendo que 0,3% delas estavam desnutridas.

Parintins possuía, até 2009, estabelecimentos de saúde especializados em clínica médica, obstetrícia, pediatria, traumeto-ortopedia e outras especialidades médicas, e nenhum estabelecimento de saúde com especialização em psiquiatria, cirurgia bucomaxilofacial ou neurocirurgia. Dos estabelecimentos de saúde, 3 deles era com internação. Até 2016, havia 282 registros de casos de HIV/AIDS, tendo uma taxa de incidência, em 2016, era de 7,98 casos a cada 100 mil habitantes, e a mortalidade, em 2016, 5,32 óbitos a cada 100 mil habitantes. Entre 2001 e 2012 houve 675 casos de doenças transmitidas por mosquitos e insetos, sendo as principais delas a dengue e a leishmaniose.

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