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Partido Baath (Síria)

Partido político da Síria

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O Partido Socialista Árabe Baath da Síria (em árabe: حزب البعث العربي الاشتراكي, translit. Hizb Al-Ba'ath Al-'Arabi Al-Ishtiraki), também escrito Ba'ath, "ressurreição" ou "renascimento", foi um partido político neo-baathista com sede em Damasco, na Síria, para o pan-arabismo e socialismo, que governou a Síria por cinquenta anos. Tinha filiais em todo o mundo árabe. Seu lema é "Unidade, Liberdade e Socialismo".

A Filial Regional Síria governou a Síria continuamente desde a golpe de Estado de 1963, que trouxe os baathistas ao poder, até à queda do regime, a 8 de dezembro de 2024. Desde sua ascensão ao poder em 1963, os oficiais neobaathistas procederam eliminando as elites civis tradicionais para construir uma ditadura militar operando em linhas totalitárias; em que todas as agências estatais, organizações partidárias, instituições públicas, entidades civis, mídia e infraestrutura de saúde são fortemente dominadas pelo establishment do exército e pelo Mukhabarat, o serviço de inteligência.

O Partido Baath da Síria surgiu de uma cisão interna no Partido Baath original em fevereiro de 1966, entre entre a velha guarda do partido, representada por Michel Aflaq, Salah ad-Din al-Bitar e Munif al-Razzaz, e as facções mais jovens que aderiram a uma posição neo-baathista, liderados por Salah Jadid e Hafez al-Assad, que resultou em um golpe de estado na Síria. Os antigos membros desertaram para o Iraque, e o Partido Baath iraquiano, que se separou da matriz síria.

De 1970 até 2000, o partido foi chefiado pelo presidente sírio Hafez al-Assad e a partir de 2000, a liderança seria partilhada entre seu filho Bashar al-Assad (chefe da organização regional da Síria) e Abdullah al-Ahmar (chefe da organização nacional pan-árabe). O regime baathista foi deposto na Síria após mais de uma década de guerra civil e o colapso do governo de Bashar al-Assad. Foi formalmente extinto em 23 de janeiro de 2025.

O regime baathista sírio foi criado por e para Hafez al-Assad, e ele não era apenas a âncora para identificação nacional, mas também a única fonte e foco de poder real. O presidente controla todos os pilares do poder: ele era o secretário-geral do Partido Ba'th (que controla o parlamento), comandante-em-chefe das forças armadas e a autoridade de todos os serviços de inteligência. Seu poder informal ia ainda mais longe.

Os modelos para o regime de Asad foram os regimes comunistas autocráticos da Europa Oriental, particularmente o regime de Ceausescu na Romênia. Tendo sistemas análogos tal como o controle centralizado do líder, a terminologia do culto à personalidade, o papel marginal do partido que estava ostensivamente no poder e o papel dominante da família no regime, criando um senso de monarquia. De acordo com o próprio Hafez al-Assad, ele também foi influenciado pelo regime norte-coreano de Kim Il-sung.

O exército sírio era um dos principais pilares do regime. Suas funções sob o regime Ba’th incluíam não apenas a defesa do país diante de ameaças externas - israelenses, turcas e, até certo ponto, iraquianas - mas também deveres domésticos de contraterrorismo e coleta de inteligência sobre potencial subversão.

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