Passos é um município brasileiro localizado no interior do estado de Minas Gerais, no sul desse estado. Está localizado na Região Geográfica Imediata de Passos, situada na Região Geográfica Intermediária de Varginha. Sua população estimada em 2025 é de 116 951 habitantes, distribuídos em uma área total de 1.339 km², é o segundo município mais populoso de sua região intermediária e o 26º do estado. Situa-se a 745 metros acima do nível do mar e possui clima tropical de altitude.
A cidade se destaca como polo regional, possuindo uma economia baseada principalmente na agropecuária e no agronegócio, em pequenas indústrias de confecções e móveis, além de um forte setor de serviços. Nos transportes, a cidade é servida principalmente pelas rodovias MG-050 e pela BR-146.
Além de sua importância econômica, Passos exerce papel de centro regional no sul de Minas Gerais, atraindo moradores de municípios vizinhos para serviços de saúde, educação e comércio. O município também se consolidou como referência no setor de confecções, sendo reconhecido pela produção de jeans, além de contar com feiras e eventos que movimentam a economia local. Informações adicionais sobre a cidade, sua infraestrutura e características gerais podem ser consultadas em portais regionais.
Em meados do século XVIII, com a descoberta de minas de ouro em Jacuí e redondezas, a região se tornou alvo de disputa entre as capitanias de São Paulo e Minas Gerais. Para povoar a região, vieram colonos vindos de Portugal, paulistas vindos de locais como Mogi e mineiros vindos de locais como São João del-Rei e Lavras. Mais colonos mineiros vieram no final do século XVIII, após a Inconfidência Mineira, como consequência da decadência da mineração em núcleos mineradores como Vila Rica, Mariana e São João del-Rei.
Em 1780, após a morte do pai, o jovem padre José de Freitas e Silva se fixou em Jacuí, junto com a mãe Faustina Maria das Neves, e outros familiares, ali criando a Fazenda Bonsucesso, dirigida por Faustina, de cuja colônia, junto às minas do Bonsucesso, surgiu o Arraial da Capoeira (atual cidade de Passos), considerado meio paulista, meio mineiro. Os paulistas ergueram ali uma capelinha em louvor a Santo Antônio.
Nas primeiras décadas do século XIX, chegou ao Arraial da Capoeira o mineiro João Pimenta de Abreu, por cuja iniciativa e de Domingos Barbosa Passos, entre 1829 e 1836, ergueu-se uma capela em louvor ao Senhor Bom Jesus dos Passos, na atual Praça da Matriz de Passos, para substituir a antiga capela de Santo Antônio. O templo do Senhor Bom Jesus dos Passos foi elevada à categoria de capela curada por meio de provisão de 11 de dezembro de 1835.
Graças aos esforços do capelão Francisco de Paula Trindade, a Lei Provincial nº 184, de 3 de abril de 1840, criou a Freguesia de Senhor Bom Jesus dos Passos, subordinada à vila de Jacuí.
A Lei Provincial nº 386, de 9 de outubro de 1848, criou a Vila Formosa do Senhor Bom Jesus dos Passos, desmembrada de Jacuí e sendo instalada em 7 de setembro de 1850, quando tomaram posse os primeiros vereadores da Câmara Municipal. Posteriormente, pela Lei Provincial nº 854, de 14 de maio de 1858, a vila foi elevada à condição de cidade, tendo seu topônimo simplificado para “Passos”.
Em 1921, a ferrovia chegou a Passos, por meio da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, ligando-a ao interior paulista.
Passos perdeu território para a criação dos municípios de Delfinópolis (1938) e São João Batista do Glória (1953).
Com a inauguração da Usina Hidrelétrica de Furnas, na década de 1960, houve uma virada no panorama de Passos, que deixou de ser uma cidade provinciana e rural para se tornar o polo comercial e industrial da região.
A topografia municipal inclui paisagens planas, sendo ligeiramente onduladas em determinados locais, com áreas bem adequadas para a agricultura e pecuária. Os pontos mais elevados situam-se a 1224m, no morro Bom Descanso e a 1125m no morro Garrafão.
Possui solos originados a partir de rochas gnaissicas e xistosas, cuja análise mineralógica demonstra grande riqueza em minerais secundários, como caulinita, ilita e óxidos de Fe e Al, em geral de baixa a média fertilidade. Em algumas situações, entretanto, apresenta solos de alta fertilidade derivados de rochas máficas.
O município é rico em recursos hídricos, estando situado na bacia do Rio Grande, tendo também o Rio São João, Ribeirão Conquista e Ribeirão Bocaina, maior manancial de abastecimento de água à população de Passos.
O clima de Passos é Tropical de Altitude, com temperatura média anual superior a 18 °C e inverno seco. Segundo dados da estação meteorológica automática do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) no município, em operação desde julho de 2006, a menor temperatura registrada em Passos foi de −1,4 °C em 20 de julho de 2021 e a maior atingiu 39,3 °C em 7 de outubro de 2020, superando o recorde anterior de 37,7 °C em 15 de outubro de 2014. A maior rajada de vento alcançou 25 m/s (90 km/h) em 13 de dezembro de 2008. O menor índice de umidade relativa do ar (URA) foi de 10% em quatro ocasiões, a mais recente em 15 de setembro de 2017 e as demais em setembro de 2011, nos dias 6, 7 e 8.
O município pertence à Diocese de Guaxupé.
A cidade e zona rural estão divididas em oito paroquias, sendo elas: Senhor Bom Jesus dos Passos, Nossa Senhora Aparecida N°1, Nossa Senhora das Graças, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora da Penha, São Benedito e São Judas Tadeu, São José e Paróquia São Luis Montfort.
Em Passos também está o Mosteiro Carmelita São José, pertencente a Ordem das Carmelitas Descalças, aqui também foi fundada a primeira casa Rogacionista da América Latina, o Educandário Senhor Bom Jesus dos Passos, que iniciou atividades em 18 de Outubro de 1950, onde também funciona o Seminário Menor João Paulo I, fundado em 1980, Na cidade também funciona o Centro de Aprendizagem pró Menor de Passos (CAPP), que foi fundado pelos missionarios da Congregação de Irmãos de São Gabriel, onde até hoje atuam na formação das crianças carentes passenses.