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Pastor Maldonado

Automobilista venezuelano

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Pastor Rafael Maldonado Motta (Maracay, 9 de março de 1985) é um ex-automobilista venezuelano que competiu na Fórmula 1 entre 2011 e 2015. Fez sua estreia na Williams, com quem conquistou sua primeira e única vitória na carreira no Grande Prêmio da Espanha de 2012, e em 2014, se transferiu para a Lotus. Anteriormente, foi campeão da Fórmula Renault da Itália em 2004 e da GP2 Series no ano de 2010.

Nascido em Maracay, capital do estado venezuelano de Aragua, Pastor Rafael Maldonado Motta vem de uma família ligada ao automobilismo. Sua família tem uma concessionária e seu pai, também chamado Pastor, já foi piloto, assim como dois de seus tios e seu primo Manuel. Ele fala vários idiomas: além do espanhol, seu idioma nativo, Maldonado também é fluente em italiano, inglês, e tem noções de francês e de português. O piloto se considera socialista, tendo sido amigo de Hugo Chávez, que o apoiou em sua carreira através da petrolífera estatal PDVSA. Maldonado foi um dos guardas de honra durante o funeral do ex-presidente venezuelano em 2013, e mais tarde, também homenageou Chávez em seu capacete usado no GP da Austrália, colocando a frase “Hasta siempre, comandante” (em português: "Adeus, comandante") numa tarja com fundo preto.

Desde 2006, Pastor tem relacionamento com a jornalista venezuelana Gabriela Tarkanyi, com quem é casado desde dezembro de 2012. O casal teve Victoria, nascida em 2013, e Valentina, nascida em 2017. Juntos, Pastor e Gaby fundaram diversas empresas, incluindo uma que reforma e vende imóveis de luxo em Mônaco, e outra que lida com gestão financeira.

Maldonado começou correndo de motocross, e aos sete anos, ganhou seu primeiro kart. Seu início no automobilismo foi no kartódromo de Maracay, que ficava cinco minutos distante de sua casa. Em 1998, começou a disputar provas de kart na Europa.

Maldonado migrou para os monopostos em 2003, ao disputar a Fórmula Renault 2.0 Italiana com a equipe Cram Competition. Teve três pódios, com seu melhor resultado sendo o segundo lugar em Vallelunga. Também correu na Eurocopa de Fórmula Renault 2000, mas não pontuou, com seu melhor resultado sendo um nono lugar em Assen.

Em 2004, seguiu na Cram, vencendo as duas corridas da rodada de Monza da Eurocopa de F-R 2000, que ele encerrou em oitavo. Mas seu maior destaque foi na F-R Italiana, onde fez doze pódios nas dezessete provas da temporada. Destes, oito foram vitórias, com cinco delas sendo consecutivas. Maldonado foi campeão, somando 362 pontos, quase cem de distância para o japonês Kohei Hirate, vice-campeão.

Em 2005, disputou a Renault World Series pela DAMS. Sua carreira foi ameaçada quando ele foi banido de correr em Mônaco, após ter ignorado as bandeiras amarelas e atingido um fiscal de pista, que se feriu gravemente. Mas seu pai interveio, prometendo pagar pela recuperação do fiscal, e a decisão foi revertida. O venezuelano ficou fora do campeonato por quatro rodadas, quando foi substituído por Raffaele Giammaria, mas retornou na sexta em Donington Park, onde conquistou seus únicos pontos do ano na corrida 2. Com isso, Maldonado se classificou em 25º, com 4 pontos.

Maldonado fez a temporada completa da World Series em 2006, agora pela Draco Racing. Obteve seis pódios, com destes sendo vitórias. A primeira delas foi justamente em Mônaco, palco de seu incidente controverso. Maldonado chegou a ser candidato ao título, mas acabou em terceiro, somando 102 pontos, cinco a menos do que o espanhol Borja García, vice-campeão, e dez a menos do que o sueco Alx Danielsson, campeão da temporada. Maldonado e sua equipe Draco Racing ainda tentaram recorrer de uma desclassificação em Misano, que tirou uma vitória do venezuelano. Caso houvesse sucesso, Maldonado ganharia mais quinze pontos e seria o campeão, mas a decisão foi mantida pela corte de apelação, com Danielsson seguindo com o título.

Em 2005, durante seu hiato na Fórmula Renault 3.5 Series, Maldonado disputou quatro corridas na Fórmula 3000 Italiana, vencendo uma em Magione. No ano seguinte, Maldonado retornou para a rodada na Hungria, com o venezuelano vencendo a corrida 1. Entre 2007 e 2009, Maldonado participou de duas corridas na categoria, renomeada para Euroseries 3000, e ele venceu uma vez em todos os anos.

Maldonado subiu para a GP2 Series em 2007, pela equipe Trident Racing, sendo parceiro do japonês Kohei Hirate. Teve apenas uma vitória na corrida longa de Mônaco, mas não fez a temporada completa por ter quebrado a clavícula nos treinos, perdendo as quatro últimas rodadas, nas quais foi substituído pelo argentino Ricardo Risatti. Com isso, foi apenas o décimo primeiro colocado, com 25 pontos.

Retornou à categoria em 2008, pela Piquet Sports, tendo a companhia do emiradense Andreas Zuber. Teve seis pódios, com um deles sendo a vitória na corrida curta de Spa-Francorchamps. Maldonado foi o quinto colocado, com 60 pontos, tendo quase o dobro da pontuação de Zuber, nono colocado.

Maldonado se transferiu para a ART Grand Prix, com quem disputou a temporada de 2008-09 da GP2 Asia Series. Nas três rodadas que disputou, só terminou as corridas da Malásia, em que foi sétimo na corrida longa e segundo na corrida curta. Fechou a temporada em 15º, com sete pontos.

Seguindo com a ART para a GP2 de 2009, Maldonado foi companheiro do alemão Nico Hülkenberg. O venezuelano teve duas vitórias nas corridas curtas de Mônaco e de Silverstone. Fechou a temporada em sexto, com 36 pontos, tendo menos da metade dos pontos de Hülkenberg, campeão da temporada.

2010 foi seu maior ano na categoria. Correndo pela Rapax ao lado do brasileiro Luiz Razia, Maldonado disputou o título com Sergio Pérez. Somou oito pódios, com seis destes sendo vitórias, e se sagrou campeão em Monza, mesmo tendo batido. Com 87 pontos, Maldonado superou Checo, vice-campeão, por dezesseis pontos, entrando para a história como o primeiro piloto de fora da Europa a ser campeão da GP2.

Em 2004, Maldonado teve sua primeira oportunidade de guiar um carro da Fórmula 1, ao participar de testes com a Minardi. Ele dividiu o PS04B com o holandês Christijan Albers, pilotando na parte da manhã, e apesar de ter sido elogiado pelo chefe da equipe, a vaga de titular para a temporada seguinte ficou com Albers. Em 2005, Maldonado foi um dos pilotos escolhidos para fazer parte do programa de desenvolvimento da Renault, saindo em 2006.

Maldonado chegou a estar entre os cotados para correr na Campos, e também na Stefan Grand Prix. As duas equipes planejavam estrear na F1 em 2010. Mas a Stefan foi rejeitada, e a Campos, que foi renomeada para HRT, não contratou Maldonado, optando por assinar com Karun Chandhok e Bruno Senna.

Em dezembro de 2010, Maldonado foi oficialmente anunciado como piloto da Williams para a temporada de 2011 da Fórmula 1, como companheiro do brasileiro Rubens Barrichello. Em janeiro de 2011 o piloto já fazia uma exibição nas ruas de Caracas a bordo do FW32.

Com um carro bastante limitado, Maldonado não conseguiu bons resultados durante a sua temporada de estreia, marcando seu primeiro ponto na categoria ao concluir o Grande Prêmio da Bélgica na décima colocação. Esse ponto o ajudou a terminar o campeonato de pilotos na décima nona posição, embora ele tenha sido superado por Barrichello, que fez quatro pontos e ficou duas posições acima dele.

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